The Last Dance (Arremesso Final) - CRÍTICA

Aqui conhecemos Michael Jordan e as várias facetas que escondem um homem vitorioso


The Last Dance ou como foi trazido no Brasil: “Arremesso Final”, é o documentário em conjunto da ESPN Americana e Netflix que mostra o time da NBA Chicago Bulls (basquete) e seu astro Michael Jordan em busca do sexto título do campeonato em 97/98.
Mais do que isso: nos leva aos bastidores como filmagens em vestiários, entrevistas com outras estrelas da época e nos mostram como era o Jordan dentro e fora das quadras.

Mas engana-se quem pensa que a série mostra somente o ano de 1997/1998, quando o Jordan buscava a glória conseguindo (ou não) seu segundo tri campeonato. Vai além disso. 
Como era Jordan quando criança? 
Como era suas habilidades na escola, faculdade e porque o Bulls? Franquia fundada em 1966 com um total de zero títulos até então virou o time a ser batido após incluir o Michael.

Para ser sincero, Jordan não era o melhor nem da sua família, pois na infância competia até com o irmão pelo posto de melhor da casa. Seu pai foi tão rígido para que melhorasse que Jordan incorporou isso como estilo de vida.
Na faculdade ele não estava no time titular. “Você nunca verá alguém se esforçar tanto quanto eu”. Foram as palavras ditas ao assistente técnico.
Você percebe o espirito competitivo desde sempre nele.

Em 1984/1985 ele é escolhido pelo Chicago Bulls, no sistema chamado de Draft (Como não existe categoria de base como outros esportes os jogadores são escolhidos direto do Universitário) e assim parecia começar uma história de amor.
Nomeado calouro do ano ele fazia mágica em quadra. 
Mas nem tudo eram flores. 
O time não era isso tudo. 


Vieram lesões, inclusive uma que quase o tirou das quadras para sempre.
Vieram os rivais dentro de quadra como o Isiah Thomas e o time do Detroit Pistons.
Inclusive, é ótimo ver a volta por cima do Jordan e Bulls (aqui escreve um torcedor fanático).
Mas as decepções também moldam um homem. E assim, ele e seu time deram a volta por cima conquistando os fãs e sobretudo os inéditos títulos em 1991,1992 e 1993.
Apesar do foco ser no Michael, outras figuras importantes têm destaque. 
Phil Jackson, o treinador da época que o tratava como mais um (pelo menos tentava); Jerry Krause, um dos diretores que queria aparecer mais que o próprio time; Scott Pippen, companheiro de time que sempre foi um fiel escudeiro dentro de quadra, tinha ótimos números, mas se sentia desvalorizado pela diretoria. Fora, o mais icônico de todos, Dennis Rodman: o pivô do time que se vestia de um jeito um tanto diferente, inovava em pintar o cabelo e inclusive pediu e ganhou férias durante a temporada regular (se você acha Neymar uma peça ele aprendeu um pouquinho aqui).


Gente como a gente

Michael tinha outro vicio além do basquete: jogos. 
Ele apostava em tudo. Cartas, cassinos, até um “par ou impar” ele não queria perder.
Além do basquetebol ele era apaixonado por Golf.
Você acha que a profissão de Coach é recente? Michael ensina o contrário. 
Nos treinos ele provocava os companheiros, não para menosprezar (ok, às vezes era pra isso mesmo) mas para que todos deixassem tudo de si nos treinos para nos jogos oficiais mostrarem porque mereciam o título. Era mais ou menos assim: “ Se você não se dedicar aqui e agora, desculpa, mas não merece ser meu companheiro de time”
Um dos fatos que aproxima o astro de pessoas comuns é quando uma tragédia familiar o faz repensar na carreira, ou seja, o homem não era um robô.

Ícone fora das quadras

Muito provavelmente você já viu “Space Jam”, filme de 1996 estrelado por quem? Michael Jordan.
Ou você já viu alguém com aquele sneakers diferente com uma logo única? Prazer, é um Air Jordan.
Ou você conhece Gatorade e lembra de uma propaganda “Be Like Mike”?
Michael inaugurou a era dos jogadores sendo popstars numa época sem mídias sociais;

E como era conciliar treinos, viagens como pausas para publicidade? Tudo é visto nos documentários.
Aliás, a história do tênis criado pela Nike poderia ter sido outra pois na época Jordan preferia assinar com a Adidas. Porque mudou de opinião? Vejam com atenção ao capítulo 5.


Como saudosista, é sempre bom acompanhar uma época que a NBA já era famosa nos EUA, mas que Jordan ajudou a transformar em um evento global.
Se você gosta de marketing, este é um documentário que aborda o surgimento de um ícone.
Se você quer conhecer um pouco de uma mente vencedora e todos os custos que o sucesso pode te cobrar, também assista.
A trilha sonora também é ótima, sobretudo se você gosta de rap. 

A única ressalva é a legenda em português. 
Seria mais fácil ter pedido ajuda de alguém que conhece do esporte porque alguns termos parece que foram traduzidos do Google, sinceramente.

The Last Dance possui 10 episódios e encontra-se disponível na Netflix.
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