Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips - REVIEW

O desfecho de uma fase importante das animações da DC Comics


A DC Comics desde que começou a fomentar sua parceria com a Warner produziu animações baseadas em suas histórias em quadrinhos de uma maneira que honrava esse material por completo. 
Escolhendo arcos conhecidos, trazendo personagens icônicos e dando espaço para aqueles que não tinham tanto destaque assim, a editora foi ganhando um território cada vez maior dentro das obras animadas e assim chegamos ao desfecho de tudo, que liga certas pontas deixadas, infelizmente nos fazendo ter um sentimento de que poderia ter ido um pouco mais além com esse formato.
Mas tudo chega ao fim, quer dizer, ao menos dessa fase dos longas em desenho!

A história do longa

A Liga da Justiça precisa enfrentar mais uma vez a ameaça de Darkside, já que o vilão está se aproximando cada vez mais com seu planeta Apokolips da Terra, além de possuir um exército maior e mais destrutivo de parademônios. Nisso, John Constantine, novo membro da Liga, se vê em uma missão de vida ou morte, numa batalha que deixará marcas em todos, literalmente. Desta forma, o plano de Superman em atacar primeiro acaba saindo errado, heróis morrem, outros são capturados e o destino da humanidade pode estar se migrando para um terrível fim!

O fim de uma era ao estilo Quadrinhos

Se você espera a união de todos os seus heróis favoritos em um momento sublime, cheio de grandes acontecimentos, certamente ficará feliz ao encontrar! Ao mesmo tempo, não espere piadas, situações cômicas ou referências diretas jogadas na sua cara, tudo está conectado nos detalhes por isso é bom entender alguns pontos importantes antes de assistir este novo longa de animação da Liga da Justiça!

Esta produção marca o fim de uma linha em audiovisual da DC, o Animated Movie Universe (DCAMU), que tinha como base as HQ's lançadas em Os Novos 52, saga de renovação iniciada em 2011! Logo, nesse Universo Animado da DC, podemos listar os seguintes filmes: Liga da Justiça - Ponto de Ignição de 2013; Liga da Justiça: Guerra e O Filho do Batman de 2014; Liga da Justiça: O Trono de Atlântida e Batman v Robin de 2015; Liga da Justiça v Jovens de Titãs e Batman: Sangue Ruim de 2016; Liga da Justiça Sombria e Jovens Titãs: O Contrato de Judas de 2017; Esquadrão Suicida: Acerto de Contas e A Morte do Superman de 2018; Reinado do Superman, Batman: Silêncio e Mulher-Maravilha: Linhagem de Sangue de 2019.

Muitos filmes, não é mesmo?
O interessante em todas essas obras é a forma como a DC soube fazer um trabalho exímio de construção de universo, sejam reunidos ou separados, cada herói conseguiu demonstrar personalidade, arcos, vilões, contexto, unindo os elementos da obra original com as ideias que eram transpostas para a tela. Rendendo ótimos momentos e releituras. 
A decisão então de dar uma conclusão após sete anos, literalmente, desenhando um mundo de possibilidades para os seus personagens é arriscada e ao mesmo tempo assertiva em sua execução.



Por que encerrar com a Liga Sombria?

Porque esta não é uma história sobre recuperar tudo o que se perdeu!
Desde o começo da narrativa vamos sendo entregues a um festival de falhas cometidas pelos heróis que conhecemos, principalmente na figura do Superman. Isso gera como consequência uma devastação total, que em muitos ocorro dentro e fora. Sentimentos são perdidos, pessoas queridas morrem e a esperança parece ser distante.
Diferente de tudo se acertar "magicamente" ou com "saltos temporais", aqui o resultado de uma guerra perdida é sentida na pele e mesmo quando se tem o plano que poderia finalmente dar a vitória para aqueles que tem como missão defender a Terra, tudo parece não fazer mais sentido já que uma batalha conquistada não define mais o futuro!

Desta forma, a escolha de dar o protagonismo ao Constantine é assertiva. A postura, o jeito de falar e as ações são completamente opostas do que esperamos de alguém que tem a capacidade de mudar o rumo de todos os acontecimentos até agora, porém é justamente neste ponto em que o roteiro acerta. Deixando nas mãos de quem não possui tanta certeza, carregando um trauma tão grande quanto os demais, o poder para reverter todos os atos de maldade.
E assim, a Liga da Justiça que conhecemos precisa assumir essa persona Sombria, ainda que confiando naqueles que nunca estiveram ao seu lado, como única forma de ter um fim digno, faz jus a todas os grandes arcos já lidos pelos fãs de quadrinhos!



Por que você deveria assistir?

Esta é uma conclusão épica de uma história que foi construída tendo como base um arco editorial que fez muito sucesso e essa aposta fez com que a DC despontasse ao contar boas narrativas de seus heróis, algumas em um tom mais adulto, sem perder a essência dos seus quadrinhos.
Por isso, quando chegamos ao clímax desta Guerra, a sensação é agridoce, satisfatória e melancólica, pois ao unir tudo aquilo que foi construído ao longo desses sete anos de animações, Liga da Justiça Sombria: Guerra Apokolips subverte o conceito dos grandes encerramentos para nos mostrar que seres poderosos também podem perder!
E isso é um aspecto incrível das histórias em quadrinhos!
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