Um Amor, Mil Casamentos - CRÍTICA

As possibilidades do amor



Missão Madrinha de Casamento, Vestida pra Casar, O Casamento do Meu Melhor Amigo, Noiva em Fuga, O Melhor Amigo da Noiva, são alguns exemplos de comédias românticas que gostam de utilizar a temática da cerimônia, que para alguns, é a mais importante da vida. O que rende momentos icônicos para o cinema.
E quando existe a possibilidade de recontar a história do ponto onde tudo deu errado, colocando reinício antes do desastre? Um Amor, Mil Casamentos, trata dessas possibilidades, das chances que podem mudar quando se leva em consideração as oportunidades que vida nos dá, sendo uma delas, o amor!
Pode usar a frase acima, é piegas mesmo! A gente sabe!

Jack está ajudando sua irmã Hayley em seu casamento, contudo, sua ex-namorada está presente, o ex psicótico de sua irmã também e pra as coisas ficarem ainda mais complicadas, a garota por quem é apaixonado surge de maneira inesperada. Assim, entre idas e vindas, ele terá chances de fazer com que a história dê certo em algum momento, mesmo que não seja do jeito como imaginou.

Dean Craig é quem comanda a produção usando um ritmo cômico onde diversas situações ocorrem ao mesmo tempo, porém sem tirar a graça das reações de quem assiste!
O diretor brinca então com a oportunidade de contar a narrativa sob diferentes pontos de vista a partir de um acontecimento específico. O que rende uma montagem sensacional das diferentes possibilidades dentro das ações dos personagens no casamento.
Logicamente, isso pode causar uma certa confusão, já que se o espectador não estiver atento a narração, perderá pontos interessantes de como tudo está sendo recontado. Calma! Não tem nada de mágico, ou de "Feitiço do Tempo", é só um jogo de cena para nos fazer compreender que fatos podem ser mudados quando tomamos atitudes completamente inesperadas. E trabalhar com o "acaso" é um acerto imenso para que as piadas se encaixem, os momentos de comédia visual ganhem ainda mais força e o absurdo se torne constrangedor, até mesmo familiar.
E tudo isso dá um charme ainda maior para uma comédia romântica que entende a despretensão de se levar a sério em alguns instantes, deixando com que o humor faça todo o efeito necessário!


E acho que, na vida, deve-se aproveitar esses acasos quando surgem
O roteiro então vai trabalhar bem os tipos de pessoas que perambulam toda cerimônia de casamento:
A noiva estressada.
O irmão que não sabe o que fazer pra ajudar.
Os ex-namorado ou namorada inconvenientes.
O amigo desligado.
A amiga que fala demais.
O amigo que fala demais e é machista.
O que pensa que pode atrapalhar o casamento.
A que aparenta ser perfeita demais para aquilo todo.
Fora a família do noivo ou da noiva que nem precisamos citar mais coisas, né!
Ao usar esses estereótipos, o roteiro vai criando a cada nova possibilidade situações que deixam cada uma dessas personagens em conflito, perdidos ou encontrando uma nova forma de olhar para sua vida. Casais se separam, casais começam, um entende o que realmente quer fazer da vida, um percebe que tal pessoa realmente não é pra ele e tem aqueles que encontram o amor. (Novamente uma frase piegas)
E por mais que tudo isso possa soar o clichê das comédias românticas, a narrativa entrega sempre algo a mais, o que torna toda a experiência divertida e certamente causará lembranças de casamentos em que já estivemos, pois apesar do texto jogar com o acaso, o que ocorre pode ser tão real quanto engraçado.

Um Amor, Mil Casamentos é aquela comédia despretensiosa e divertida sobre um acontecimento que conhecemos bem, mas que pode ser contado por diferentes pontos de vista se deixarmos que o acaso tome conta de tudo.
Com piadas visuais e dialogadas que colocam os personagens em momentos constrangedores e cômicos, temos uma construção interessante de ritmo, apesar de que em alguns instantes a mudança de narrativa pode causar uma certa confusão do espectador. Porém, nada que estrague a experiência.
E assim, se alguém não tiver mais alguma coisa a dizer ou não for contra essa crítica, eu a declaro finalizada! Mas espere, se há sempre outro ponto de vista pra mesma história, e se a gente começasse esse texto de outro jeito? 
Melhor, deixo pra você criar esse ponto de vista!

Nota: 3,5/5 (Muito Bom)

'Um Amor, Mil Casamentos' está disponível na Netflix!
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