The Man in the High Castle - REVIEW


Mundos alternativos, investigação, ação e politica.
Tudo isso em um só seriado.


Simplesmente imagine um mundo diferente: EUA está dividido entre as nações do Japão e Alemanha, mais precisamente em 3 partes: costa oeste para Japão, costa leste para os alemães do Reich e uma Zona Neutra.
Pois é assim que começa The Man In the High Castle, um mundo onde o Eixo (Alemanha, Japão e Itália) venceram a 2ª Guerra Mundial contra os Aliados (EUA, França, Inglaterra, URSS).

A personagem principal inicialmente é Juliana Crain (Alexa Davalos – Fúria de Titãs), uma estadunidense moradora de San Francisco, lado japonês, que por acidente (ou não) acaba fazendo parte da Resistência, os “rebeldes” que buscam os filmes criados por um misterioso homem intitulado O Homem do Castelo Alto
Estes filmes mostram um mundo diferente, onde os EUA e Aliados venceram a guerra e também seriam o combustível para que mais pessoas aderissem à causa de lutar pela libertação do país. O Hitler sabendo disso, ordena para que John Smith (Rufus Sewell – Judy), um dos líderes alemães na América busque estes filmes mesmo que no território controlado pelo Japão.
O lado japonês também se movimenta, afinal, é preciso manter as ordens do seu lado e rebeldes não são bem vistos.


Personagens, enredo e prêmios!

Como eu disse, no início podemos achar apenas Juliana Crain como protagonista, mas muitos outros personagens têm participação fundamental! John Smith que além de comandar o lado Nazista nos EUA tem problemas em sua casa com sua mulher e filhos; Frank Frink (Rupert Evans – Hellboy) que é o namorado de Juliana e contra a ideia de ir a fundo na ajuda aos rebeldes; Kido (Joel de la Fuente – Hemlock Glove), é inspetor-chefe da polícia japonesa e comete várias atrocidades para chegar a suas respostas; Tagomi (Cary-Hiroyuki Tagawa – Mortal Kombat) é o primeiro-ministro do comércio japonês nos EUA e é um dos poucos que parece querer ajudar Juliana.
Além de Joe Blake (Luke Kleintank – Bones) que é um personagem que flutua pelos dois lados: ele recebe ordens do Reich, porém ao nutrir sentimentos por Juliana começa a se contrariar (ah, tinha que ter um pouco de romance também, por que não?)

E é isso que me atrai na série, o drama como plano de fundo, contudo sem pecar em misturar muita ação, espionagem por todos os lados, assuntos políticos, interesses pessoais, um pouco de romance e fora um toque de ficção cientifica contando inclusive com viagens no tempo (que a gente vê mais nas 3ª e 4ª temporadas) Enfatizo: é uma série bem dramática. Os diálogos são bem estruturados e com o clima de tensão ao redor.
Fora também o visual! As roupas, os carros, os cenários, são todos ricos em detalhes e nos levam a década de 60 neste mundo alternativo. Aliás, o seriado foi vencedor de dois Emmys: Melhor design de abertura e melhor fotografia.


Então, ficou interessado?

Ao meu ver, o que pecou foi a quarta e última temporada! 
Muitos pontas soltas, a inserção de um novo grupo de rebeldes foi exagerada e o final de alguns personagens, insatisfatório.
Entretanto é uma série que recomendo com certeza. 
The Man in the High Castle está disponível na Amazon Prime Video com seus 40 episódios muito bem produzidos.

Curiosidade: A série foi baseada em um livro homônimo de Philip K. Dick, The Man in the High Castle.
Tecnologia do Blogger.