Brincando com Fogo: 1ª Temporada - Review

A regra aqui é nada de Sexo



Estar em quarentena priva as pessoas de fazerem muitas coisas.
Não podemos ir ao trabalho (em alguns casos), encontrar os amigos, ir para academia ou simplesmente ter aquele momento com o "Mozão"!
Se você é solteiro, sabe bem do que eu estou falando, já que todo e qualquer contato além do virtual, por conta do Covid-19, está proibido. Aos que estão em um relacionamento e que tem o seu/sua parceiro/parceira por perto, meus parabéns!
E talvez esta seja uma piada de mal gosto da Netflix, pois que a locadora vermelha disponibilizou a temporada de Brincando com Fogo, onde gente bonita não pode sequer dar uns beijinhos, ou o prêmio vai pro ralo!
Valeu Netflix, tudo o que a gente queria era um programa que é sucesso na escola bíblica dominical!

Mas na verdade a gente gosta mesmo!

10 jovens são colocados em uma ilha e lógico, ao estilo de Férias com o Ex e Soltos em Floripa, a gente quer ver o quê? Pegação! Porém, contudo, todavia e entretanto, não pode haver sequer beijos entre eles pois as consequências serão a redução do prêmio que começa sendo de 100 mil dólares!
Ou seja, a ministra Damares curtiu isso!

Durante oito episódios nós vamos entendendo como funciona a dinâmica de Brincando com o Fogo, já que o foco é ir além dos relacionamentos superficiais ou aqueles de uma noite só (Você sabe do que eu to falando)! E nada fica tão simples quando os participantes parecem ter saído de editorais de revistas de moda ou ensaios pornográficos (Tenho certeza que um ali, eu vi num filme 18+). Apesar de que o "padrão" está estabelecido de tantas formas ali que qualquer crush que você possa ter assistindo, acaba quando alguns deles dizem alguma coisa!
É um festival de pérolas!

Mas a Chole falando animosidade foi o auge

Para aqueles mais militantes (ATENÇÃO, ACENDEU O TELÃO) em alguns momentos é possível perceber o quanto nesses tipos de programas a cultura do machismo, do sexismo e obviamente o Mansplaining, surgem como algo corriqueiro, quase que "normal" e o fato de mulheres se tornarem inimigas, é um deleite para o elenco masculino (Eu já falei que são só héteros top padrões?) que mais parecem um exemplar do que encontramos em bairros de classe média de qualquer cidade ou correndo na orla pra manter o físico (Eu sei que tem gente fazendo isso nesse período! Você é um C*ZÃO).

Ok, desliga o telão! 
Pois aqui o entretenimento está na mescla de todos esses elementos para mostrar um pouco mais e nem estou falando da falta de roupa!
Quando os episódios avançam começamos a perceber então que aquela galera super "vibe vida louca" é na verdade cheia de problemas, complexos e frustrações! Bora pra Terapia? Não!
Vamos para um reality onde não se pode transar! 
A ideia é ridícula, porém é esse cúmulo do ridículo que faz você assistir o primeiro, o segundo, quinto, o episódio final e ficar pedindo pra Netflix mandar a segunda temporada porque já que você não pode sair de casa para transar ao menos precisar ver alguém nessa situação... e isso ficou pessoal demais!


E por que você deve assistir?
Simplesmente porque em meio a tanta confusão, situações complicadas e momentos cada vez mais tristes que nos rondam ultimamente, desligar um pouco o cérebro e só rir de situações absurdas de vergonha alheia ajudam muito para ao menos sabermos o que não fazer caso um convite para um reality show assim surja!
E já que o contato pessoal está limitado na realidade, nada mais certo que estendermos isso aos programas que assistimos!
Ou seja, você pode até chamar alguém para ver contigo (depois da quarentena), mas é para ver mesmo, pois eu sei que essa tática já foi usada!

Brincando com Fogo está disponível na Netflix!
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