Ragnarok - CRÍTICA


Eu amaria poder começar esse artigo "xingando" um bando de usuários do Twitter que se acham críticos, entretanto não serei anti-ético como a maioria dos sites até então (18h do dia 31/01/2020) que estão caindo em cima, com raiva e sem qualquer pensamento lógico quanto ao enredo e seguimento.
Inicio dizendo que não é a série perfeita, mas não é o lixo que todos estão dizendo.

Vamos começar falando fora da série, pois sinceramente, eu não suporto a ignorância humana, é demais para mim (pronto, desabafei).
Andam falando que é o Riverdale nórdico, estão errados? Não, mas o que vocês esperavam? "Thor" é um adolescente comum, com problemas clínicos e tem que passar por todos os tipos de críticas e decepções. Pararam para pensar nisso?
Como o protagonista não vai ter 30 problemas sociais dentro da série se é uma cidade pequena cheia de babacas e pessoas que traem ou humilham ele constantemente?

É revoltante ver os usuários do Twitter (desculpa, tive que voltar ao assunto) e sites por aí que nem devem ter prestado atenção em tudo. Já viram o Thor na Marvel e acham que isso é Mitologia Nórdica. Será que viram a fala onde declara que tipo de deus Thor é? Será que viram todas as cenas onde um corvo qualquer aparece? Viram todas as referências mitológicas e mini Easter Eggs que a série deixa em todos os episódios? Não!

Enredo

Seguimos então com a crítica à série em si!
Ragnarok conta a história da cidade de Edda, uma cidade norueguesa fictícia. Lá, focamos em Magne (David Stakston), um jovem que ao chegar no local, encontra uma senhora misteriosa que libera o seu real potencial. Laurits (Jonas Strand Gravli), irmão de Magne, um festeiro que adora farrear. Turid (Henriette Steenstrup), Mãe dos irmãos, uma pessoa com problemas de ansiedade e depressão querendo uma vida nova em sua cidade natal.
Além dessa família, também temos como protagonistas a família JutulFjor (Herman Tømmeraas) é o rapaz legal que todas as garotas querem. Saxa (Theresa Frostad Eggesbø) é a clássica patricinha que todos os rapazes querem. Ran (Synnøve Macody Lund) é a diretora da escola local. E Vidar (Gísli Örn Garðarsson) é o dono da da Companhia Jutul.

Magne é esquizofrênico, o que não colabora com essa cidade, que segue clássicos como Riverdale onde sempre tem os nerds, os babacas e etc. Sendo assim, seria óbvio ele ter vários problemas com diversas pessoas. E pelo mesmo ser a mais nova encarnação de Thor, ainda juntam gigantes em cima dessa pilha de gente.
A família Jutul são gigantes que sobreviveram ao Ragnarok, sendo assim, após repararem as diferenças de Magne, partem para o ataque calmamente (Ou tentam). É interessante ver a reação de Vidar ao perceber quem era Magne, afinal, ele sente medo e do medo vem a fúria. Só não gostei da aparência dos gigantes, não existe graça nisso. Além do Vidar tirando a camisa sempre que ia entrar em confronto, era ridículo.

As pessoas da cidade são na maioria dos casos uma decepção. Todos cegos por um senso cívico padrão, mas não dá para culpá-los, afinal, nenhum deles sabem dos deuses e dos gigantes. Temos diversas referências como Odin no primeiro episódio, a vidente e os corvos no cenário ao longo da produção. A escrita rúnica é bem presente e línguas estranhas semelhante ao Celta são usadas pelos gigantes e por Magne.

Parte Técnica


Já começo dizendo que a culpa não é toda da série, mas sim do orçamento. Eles se esforçaram para fazer algo agradável, mas não é bem o que encontramos.
Os raios no espelho, essa imagem aí em cima são feios de mais. Adorei a intenção de mostrar o relâmpago se formando, afinal era como se o tempo tivesse ficado mais lento, então vem ele e se dissipa. A intenção foi incrível, mas pela falta de dinheiro fez da execução uma droga.

Efeitos como Magne no espelho e real aparência dos gigantes ficaram problemáticas. O resto está na medida do possível. Acho que o início, a tempestade nos olhos do protagonista poderia ter sido mais bem feita, talvez aumentando a gama em alguns pontos e rachando uns cantos da pele, mas não é isso que temos.
No mais, a trilha sonora é aceitável.
Nada muito interessante ou que te dê vontade de buscar qual é o nome. Na minha opinião, faltaram músicas emocionantes ou fantasiosas. Infelizmente, pela falta de cenas de ação, a emoção já seria menor, mas acho que em momentos tristes ou de pensamento precisava daquele toque ao estilo celta.

Conclusão

O enredo tem muitas brechas e faltou orçamento para se tornar algo realmente bom.
Ao final, ela é boa para você pegar e assistir em uma tarde, mas não para criar um fanatismo e longe de ter um fã clube renda. Acredito que em uma segunda temporada, todos esses pontos que começaram e ficaram abertos possam ser concluídos.
Por isso, assista naquela tarde ou noite de tédio.
Ria, aproveite, chore graças aos momentos em que seu coração quebra junto ao do protagonista e aprecie. Não crie hate apenas por "modinha" como todos fazem no Twitter, seja diferente, seja um bom espectador.
E que Thor nos ajude!

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