Perdidos no Espaço: 2ª Temporada - CRÍTICA


A segunda temporada de Perdidos no Espaço chegou como um presentão de natal!
Lançada no dia 25 de dezembro, a série buscou seu lugar no meio das festas de fim de ano, mas sem fazer muito barulho, confiante de si e pronta para nos levar pelos confins do universo. 
Em seu primeiro ano, a série nos trouxe uma narrativa um tanto quanto próxima da nossa realidade, se distanciando da sua primeira versão, sem muitas piadas e com uma sensação de perigo constante. Apesar de se distanciar, a produção nunca abandonou a nostalgia, pelo contrário, sempre mostrou ter muito orgulho do material original!

Quando você apresenta uma temporada com histórias e arcos bem escritos e bem nos últimos segundos do último episódio apresenta um cliffhanger de deixar todo mundo de boca aberta, é de se esperar que a sua continuação seja ainda mais empolgante, que os arcos evoluam cada vez mais e que possamos descobrir cada detalhe dos personagens que criamos alguns laços, porém isso não acontece, pelo menos não no ritmo que se era esperado. 

Com 10 episódios a série parece não ter conseguido preencher todos os espaços de roteiro e se deixa levar por algumas soluções muito repetitivas, a falta de mais cenários e talvez o desenvolvimento de alguns personagens são os principais problemas desta temporada. Felizmente, não é nada que vá de fato atrapalhar a série, ela consegue se manter, mesmo que em ritmo lento até a sua primeira metade, onde finalmente as coisas começam acontecer, o ritmo acelera quase que em progressão aritmética. 


É impossível não falar da incrível atuação do menino Max Jenkins, que conseguiu entender e representar cada pequeno trauma de Will Robinson, um personagem que sofreu muito por ser ingênuo demais, demonstrando que agora começa a entender melhor o mundo (ou os mundos) ao seu redor. 
A família dos Robinsons é realmente única, toda a química entre cada núcleo é bem estruturada, as interações entre os personagens continuam bem escritas e executadas. É quase impossível não se envolver com cada um, principalmente por conta do primeiro episódio.

A série tenta expandir ainda mais seu universo, entregando uma pequena trama para cada personagem numa mecânica simples, mas funcional, cada personagem recebe uma determinada missão dentro da narrativa e vai em busca de concluir sua jornada.
Apesar de todo o ritmo problemático, quando essas missões começam a se convergir em uma só e todo o arco finalmente é encaixado, temos uma temporada não tão sólida, porém confiante que tomou a decisão certa, sem muita preocupação em se referenciar a todo momento, mas não demonstra vergonha alguma em ser fruto de um material dos anos 60.
Perdidos no Espaço consegue nos enviar em um aventura pelo universo, ainda que com poucos cenários diferentes, temos a sensação de quão pequenos somos diante de todas as possibilidades. Neste caso, infintas possibilidades.
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