The Witcher: 1ª Temporada - CRÍTICA


ESSA CRÍTICA CONTÉM SPOILERS DA TEMPORADA! 
LEIA POR SUA CONTA EM RISCO!

Wiedźmin, The Witcher, ou o meu favorito: O Bruxeiro Geraldão chegou para nosso agrado em um streaming conhecido por "matar" obras originais, mas não dessa vez!
Vamos começar pela aquela polêmica envolvendo a Netflix!
Depois do fracasso de Death Note e algumas outras (citei o principal e que vai causar menos discórdia), não haviam esperanças para essa série. Então, colocaram o ator de Superman, Henry Cavill, coisa que tirou o que restava da esperança do público. Até que se ascendeu aos céus o primeiro trailer... E ele era perfeito (Olhos brilhantes e cara de espanto por favor).
Na opinião do redator que vos escreve, acho que o serviço de streaming conseguiu se redimir pelos seus erros passados. 
Acertaram com o diretor, os atores e a forma de adaptar (Já, já abordaremos tudo isso).

Comecemos pelas partes técnicas
Assim sendo, falaremos da trilha sonora: Doces e leves sons de alaúde ao fundo na maioria dos momentos, trazendo assim uma semelhança com Merlin nesse quesito. Em batalhas, vemos que a mesma se agita até fazer seu coração acelerar e te deixar imerso nas sequências que seguem em cada episódio. E posso dizer que a melhor parte dessa trilha sonora é "Toss a Coin to Your Witcher" ou "Dê um Trocado pro Seu Bruxo".
Dentro dos efeitos e afins não vejo qualquer erro. A propagação da magia é linear, tendo um início arcano, continuação de acordo com o feitiço em si e um fim como empurrões, ou o melhor exemplo dessa perfeição que é o rio de fogo criado no último episódio.
As batalhas são bem sequenciadas. No pico de início ao combate, o tempo vai diminuindo para que possamos ver cada golpe. Ele segue, acelerando quando Gerald gira ou se mexe sem golpear e desacelera suavemente ao acertar os inimigos para observarmos o impacto.

Duas espadas, uma de prata, uma de ferro; uma para criaturas e outra para homens. Ambas são para monstros.


Partimos então para o enredo! 
A produção é baseada em uma série literária escrita pelo polonês Andrzej Sapkowski conhecida como Wiedźmin. No caso, a série adapta dois compilados de seus contos, esses que seriam: O Último Desejo (Ostanie życzenie) e A Espada do Destino (Miecz przeznaczenia). Lembrando que esses dois em si fazem parte do universo de Wiedźmin, entretanto, antecedem o real romance que começa a partir de O Sangue dos Elfos (Krew elfów), livro que será adaptado na segunda temporada.
Tirando logo todo esse suspense, a adaptação está sensacional! 
Lauren Schmidt Hissrich fez um trabalho soberbo juntando os contos de uma forma não cronológica, entretanto linear e de fácil entendimento a qualquer um que assistir com atenção. A adaptação consegue ser tão fiel, que traz até mesmo os problemas dos originais (Diferente de você GOT, que fez várias péssimas modificações logo em sua primeira temporada, mas quem sou eu para julgar).
Seu problema seria a seriedade exagerada e falta de carisma do personagem Geralt of Rívia (Henry Cavill), entretanto tanto o ator como a produção souberam lidar com isso. Henry não saiu nem por um segundo de seu papel, se mantendo firme na frieza de Geralt e para melhorar esse ser ranzinza, trouxera o alívio cômico, Jaskier (Joey Batey), o Bardo.

Outra surpresa foi a introdução de Cirilla Fiona Elen Riannon (Freya Allan) e Yennefer of Vengerberg (Anya Chalotra) antes de seu tempo. As duas tiveram protagonismo nessa temporada, coisa que só deveria acontecer em O Sangue dos Elfos. 
Esse protagonismo ficou muito bem encaixado, dando a elas duas linhas temporais alternativas. A de Yennefer é antes de conhecer Geralt e após a primeira separação. Enquanto a de Ciri sem passa completamente após a queda de Cintra e vai até o encontro com Geralt, onde já mostra a união que acontecerá futuramente entre os três.
O tempo de tela é muito bem dividido, isso faz com que nenhum dos personagens se tornem enjoativos e ajudem o coitado do Jaskier no alívio de "seriedade" de Geralt.

Conclusão


The Witcher trouxe algo diferente de outras séries medievais. 
Vikings trata da brutalidade na época dos Nortenhos, seus mitos, feitos, nudez e violência. 
The Last Kingdom segue a mesma pegada de Vikings. 
Game of Thrones tenta trazer "laços familiares", mas acaba virando uma novela mexicana com traição, incesto e raiva. Seu real foco na verdade é a política (Ou era, isso morreu lá na sexta temporada, aí virou tudo dragão, fogo pra cá, fogo pra lá e vários personagens sem sal).
Entretanto, The Witcher não foca na violência geral, mas sim no conceito de "matar monstros", sejam eles criaturas ou humanos. A nudez fica bem explícita como ato de prazer e sem qualquer ligação amorosa, contudo o foco geral do enredo, da sua linha central não é nada disso, são os relacionamentos. Conhecer Ciri, trair a confiança de Yennefer e dizer que a pior coisa que tinha lhe acontecido foi conhecer seu melhor amigo, Jaskier. Tudo isso através de pontos de vistas distintos que tornam a história ainda mais interessante e cativante!


Um adendo: Sei que comparei com outras séries, mas foi apenas para mostrar a diferença entre os tipos de narrativa (Também critiquei um pouquinho GoT para ver se os fãs param com essa infantilidade exagerada), entretanto não compare com outras obras, vejo tantas pessoas dizendo ser "o novo GoT", você, fã, não faça isso, não menospreze séries perante outras, acredite, a comunidade de séries vai te agradecer.

É fã da idade média? Magia? Sexo pra caramba e nudez explícita? Parabéns, achou sua série!
Recomendamos também aos fãs dos livros, não irão se arrepender. Aos fãs dos games, não se baseiem neles, se baseiem no original, afinal, os games também são uma adaptação.

The Witcher pode ser encontrado no catálogo do Serviço de Streaming Netflix.
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