O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio - CRÍTICA

É difícil comprar novas ideias depois de tantos fracassos


O Exterminador do Futuro é uma das franquias que comprovam a incapacidade de Hollywood em dar continuidade assertiva a uma história importante do cinema, sem a figura principal que comandou a ideia original. Depois dos desastrosos "A Rebelião das Máquinas", "A Salvação" e "Gênesis", a narrativa sobre a destruição da raça humana, pelas mãos de uma inteligência artificial criada para protege-la, retorna as telas para tentar, por hora, dar um desfecho ao que começou a ser contado de maneira brilhante em 1984. 
Apesar do esforço, tom da produção parece não se encaixar em uma época onde a ação desenfreada entretém, porém não sustenta o roteiro como um todo! 
E haja frase conhecida para tentar ajudar!

Um novo exterminador é mandado ao passado para executar uma missão, mas o alvo da vez é uma jovem mexicana que logo receberá a ajuda de uma mulher também vinda do futuro para protege-la. Assim, o destino das duas irá se conectar ao de Sarah Connor, que ainda caça máquinas enviadas pela Skynet e tudo poderá resultar na batalha derradeira pela salvação da humanidade.

Tim Miller é quem comanda a produção utilizando os recursos empregados para gerar inúmeras sequências de ação desenfreadas, mas que já foram feitas em outros momentos, em outras histórias e outras franquias. 
O diretor sabe como enaltecer a pancadaria, as explosões, os elementos cenográficos que serão usados à favor de seus protagonistas e contra eles. Certamente todo o momento inicial que ocorre primeiramente em uma fábrica e se estende até a estrada é um dos mais vibrantes, contudo se torna esquecível diante de uma direção que ainda não possui aquela assinatura que demonstre maior maturidade para usar tais situações em contribuição a história que está contando. Desta forma, por mais que haja um emprego absurdo da tecnologia, dando a oportunidade de recriar ambientações e pessoas da década de noventa, por exemplo, o produto final é um "mais do mesmo" sem personalidade alguma, ou que realmente faça jus de se distanciar das horrendas continuações que vieram após O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final.


Por mais que este novo capítulo carregue o nome de James Cameron como produtor, um dos grandes problemas está em seu roteiro, apoiado na nova onda das narrativas de Hollywood: as diferentes realidades e linhas temporais que se pode criar quando um evento é impedido ou ocorre de maneira devastadora.
Pautado nessa ideia, o sexto filme da franquia "Exterminador" faz o papel de tentar apagar da mente do espectador as partes 3,4 e 5, nos levando a entender o que aconteceu depois que John Connor e sua mãe conseguiram impedir a Skynet de ser ativada. Logicamente, as coisas não saíram como o esperado e temos uma completa mudança de elementos. A inteligência artificial que conhecemos dá espaço para outra, com seus novos ciborgues, nesse caso o Rev-9, uma espécie de T-1000 melhorado e com novas funcionalidades, entram em cena. Assim, com a missão de destruir aquela que irá liderar uma revolta contra essa tecnologia aniquiladora de humanos, conhecemos a jovem Dani, que se vê em meio a tiroteios, aviões despencando e luta contra robôs para manter-se a salvo.
Essas ideias aproveitadas do primeiro e do segundo filmes são recicladas de uma maneira descarada, tornando a participação de Linda Hamilton interessante, mas nada relevante, e de igual modo Arnold Schwarzenegger, que em momento algum demonstra a importância de sua participação!
O resultado dessa história toda é um festival de "deus ex machina" sem vergonha alguma, onde as situações beiram o extremo da suspensão de descrença, regado a diálogos sofríveis, aspectos até renovados dos fracassos anteriores e referências que alegram o fã mais antigo, porém podem durar apenas os breves minutos de tela.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio é um filme de ação assertivo dentro do aspecto de entregar ótimas sequências de combate, perseguição e explosões. Entretanto, não faz nada além disso. Com uma direção que não demonstra personalidade alguma ou qualquer autonomia durante o longa, essa continuação com toques de reboot serve apenas para ousar nos fazer tirar da memória as três tentativas bizarras de dar continuidade ao excelente filme de 1991. Consegue? Digamos que sim, mas falta a essência que conhecemos, o senso de perigo e até mesmo a trama que nos leva a imergir na paranoia de Sarah. Tudo isso aqui é trocado por um sentimento de urgência e um suposto discurso protagonista feminino que mais parece uma piada ofensiva.
Este novo capítulo da saga dos ciborgues que viajam no tempo para destruir, ou não, a humanidade é aquele tipo de obra que até gera um certo alento no coração de quem gosta da história, contudo deixa ao final uma sensação de que nada disso precisava ter acontecido! Assim como "A Rebelião das Máquinas", "A Salvação" e "Gênesis"! Então é bom dar um tempo de Schwarzenegger robô e de qualquer "I'll be back" pronunciado!

Nota: 2/5 (Regular)
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