Medo Profundo: O Segundo Ataque - CRÍTICA

"Cuidado, o tubarão vai te pegar..." Tchakabum, 1999.


Filmes com temática de tubarões assassinos já se tornaram corriqueiros no cinema desde Tubarão, o clássico dos anos 70 dirigido por Steven Spielberg
Como sabemos, volta e meia Hollywoord tenta recriar o medo por algum fenômeno ou criatura da natureza, tanto que este ano tivemos o ótimo Predadores Assassinos! Mas nesta continuação (Sim, existe o primeiro filme, por isso o título), esqueça qualquer capacidade de sobrevivência ou senso de perigo e apegue-se a momentos nada assustadores, efeitos visuais aplicados de forma bizarra e atuações que deixariam qualquer um com muita vergonha! 
Sensacional para uma sequência, não é mesmo?!

Mia, Sasha, Alexa e Nicole, decidem passar um dia mergulhando próximo a antigas ruínas, porém após um incidente, as jovens ficam presas em uma caverna subaquática. E o que elas não esperavam é que tubarões que habitavam aquele local estivessem prontos para começar a atacar, assim as quatro adolescentes tentarão sobreviver antes que o ar acabe ou que sejam o próximo alvo dos peixes predadores.

Johannes Roberts é o diretor do longa, retornando a franquia, já que o primeiro filme também foi sob o seu comando. Aqui tudo se torna um grande clichê mal empregado do que já vimos de outras produções, onde sabemos exatamente o que vai acontecer, como vai acontecer, sem qualquer novidade aparente.
O grande problema técnico aqui está numa montagem que intercala as cenas de forma abrupta e até cogita a possibilidade de planos subjetivos em situações nada interessantes, tornando o produto final um amaranhado de momentos dirigidos de forma amadora. Ao mesmo tempo, os efeitos visuais para criar os tubarões beira os gráficos que encontramos certa vez no antigo Playstation 2, com uma movimentação nada fluida, entroncada e totalmente desconexa do todo. Ora os tubarões parecem grandes, imponentes, ora parecem ter perdido tamanho e até mesmo a quantidade de dentes.
Isso fica refletido no clima do longa que engrena um suspense por volta dos 50 minutos de duração, deixando o espectador com diálogos forçados, atuações caricatas e a inexistência de um senso de perigo. Se o primeiro longa conseguiu criar uma atmosfera de tensão, aqui isso é deixado de lado para tentar gerar uma sensação claustrofóbica que não se mantém graças a história rasa e o elenco sem talento!


A narrativa por sua vez tenta gerar uma certa empatia por suas personagens, já que existe um conflito entre as protagonistas que são meia-irmãs, que moram em um local que elas não gostam! Contudo a história se limita a isso e logicamente, a dupla irá criar o laço necessário ao final por conta dos ataques! Spoiler? Não mesmo, é o óbvio desde que a película tem início.
Desta forma:
Você sabe que as amigas coadjuvantes vão morrer.
Você sabe que o amigo (aliás, um ator brasileiro, Davi Santos) vai morrer.
Você sabe que qualquer um que for ajudar irá morrer!
E apenas as duas ficarão sãs e salvas! É o típico sistema de roteiro da "final girl", mas neste caso é empregado com preguiça, desleixo e um toque apressado nos minutos finais!
O que temos é de longe qualquer sentimento ou evocação do que o clássico dos peixes assassinos realizou anos atrás. Até mesmo, quando o longa tenta usar da trilha sonora como dispositivo para o suspense, tudo se torna um show de clássicos do pop de baixo água!

Medo Profundo: O Segundo Ataque é tudo aquilo que ninguém pediu, mas fizeram em uma sequência de um filme que poucas pessoas assistiram!
Com diálogos mal escritos, um elenco sem qualquer carisma (coitada de Sistine Stallone, sim, é a filha do homem) e efeitos empregados de maneira amadora, a sequência do filme de 2017 consegue entrar para lista das piores produções deste ano! Não que ele tenha se esforçado para fugir dessa categoria, porém de longe fez algum esforço para escapar dela! 
Igual suas personagens diante dos tubarões!

Nota: 1/5 (Não gaste dinheiro com isso, veja A Vida Invisível)
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