Daybreak: 1ª Temporada - CRÍTICA



Jovens em um mundo pós apocalíptico sem a presença de adultos, já está se tornando uma premissa batida. Nos últimos anos, já vimos vários filmes e algumas séries como Between e a recente The Society da própria Netflix. Mas agora chega Daybreak, que junta essa premissa com outra pra lá de batida: zumbis!

A série baseada na HQ de mesmo nome do autor Brian Ralph, vai contar a história de Josh (Colin Ford), um dos  adolescente sobreviventes de uma guerra biológica que acaba transformando todos os adultos em seres irracionais que apenas repetem a última frase que falaram em vida. Ele tem apenas uma missão: encontrar Sam Dean (Sophie Simnett), seu amor da escola. Pra isso ele se junta com alguns outros renegados.

Como artifício para contar como seria uma sociedade onde adolescentes e crianças que governam onde vivem, sabiamente a série se faz valer da dinâmica da interação dentro de uma escola. 
A cidade de Glendale, onde se passa a série, é dividida em tribos: as cheerleaders, gamers, nerds e etc. Mas é claro que existe uma tribo que manda em todo mundo, assim como em uma escola: os atletas. E é claro os desajustados que não se encaixam em lugar nenhum e que eventualmente vão formar seu próprio grupo, como Josh e seus amigos.


Usando o humor para subverter esse tipo de premissa, Daybreak faz o seu melhor acerto dentro da narrativa. A quebra constante da quarta parede e as piadas usando referências da cultura pop fazem com que a produção cresça mais e mais durante os episódios. Além disso, a série tem a consciência de que se aproxima muito de um “besteirol” e usa isso muito bem em seu favor, em nenhum momento ela se leva a sério demais, nem mesmo quando o assunto é mais delicado, sabendo dosar muito bem o drama.

Colin Ford é um protagonista muito competente, além de saber muito bem dividir a cena com todos os outros personagens que o rodeiam, principalmente com  Alyvia Alyn Lind, que interpreta Angélica, os dois tem uma dinâmica muito bacana juntos. Austin Crute também faz um bom trabalho, interpretando um garoto negro, gay e samurai, inclusive uma das melhores cenas envolve ele explicando como é se encaixar dentro dessas minorias.


Matthew Broderick, além de trazer uma sensação nostálgica muito boa, consegue encarnar um vilão extremamente carismático e improvável. Juntamente com Krysta Rodriguez, dão vida aos dois únicos personagens adultos (vivos) da série e mesmo que não cem por cento bem das suas faculdades mentais conseguem desenvolver muito bem o mistério por trás dessa bomba biológica.

Daybreak consegue segurar seus dez episódios com muito interesse, apesar de alguns momentos descartáveis, conseguindo ser divertida e muito carismática. Apesar de não ser perfeita, dentre tantas produções cheias de destaques mal explicados, Daybreak consegue ser uma ótima surpresa.
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