Marianne: 1ª Temporada - CRÍTICA


A nova série de horror francesa Marianne da Netflix chegou na última sexta-feira 13 e consegue ser ainda mais perturbadora que essa data. Apesar de dar algumas derrapadas a produção realiza a construção de uma atmosfera muito assustadora ao redor da pequena cidade costeira de Elden, entregando momentos que te deixam imóvel no sofá.

Depois que Emma Larsimon (Victoire Du Bois), uma autora best-seller de terror decide encerrar sua saga mais famosa, sobre as aventuras de Lizzie Larck que precisa por diversas vezes enfrentar uma bruxa chamada Marianne, seus sonhos sinistros começam a ficar mais frequentes. Quando um incidente terrível acontece ela decide voltar a sua cidade natal e descobre que as suas histórias podem não estar somente dentro das páginas de seus livros.

Depois do sucesso estrondoso da incrível A Maldição da Residência Hill, era óbvio que a Netflix não iria esperar muito tempo para lançar novas produções do gênero, mas demorou muito até o streaming conseguir acertar de novo. Infelizmente não é um drama familiar tão intenso como da da família Crain, mas Marianne consegue ser tão perturbadora quanto.

A fotografia e direção da série é impecável, quando querem nos deixar verdadeiramente assustados. A iluminação nublada característica da cidade de Elden dão um peso ainda mais esquisito em todas as cenas, parece que nenhum personagem tem um momento de paz em nenhum lugar, é tudo sempre muito escuro, frio, sugestivo e aterrorizante.

Apesar de ser uma história em uma cidade pequena, não vemos muitos personagens além do grupo principal. Isso por que o roteiro se interesse mais em focar nesses para conseguir mostrar um desenvolvimento melhor e mais verdadeiro, e consegue. No começo a gente não consegue sentir nenhuma empatia por alguns personagens, principalmente pela protagonista, mas com o passar dos episódios isso vai se revertendo aos poucos.


Mireille Herbstmeyer interpreta a antagonista na primeira fase de forma magistral, que mulher assustadora. Ela sempre está com um sorriso macabro no rosto e a são com ela os momentos mais tensos da série.

Mas algumas coisas poderiam ser mais bem feita para que Marianne fosse uma nova obra prima do terror. A montagem e trilha sonora são muito estranhas e desconexas, fazem que o processo de imersão seja perdido completamente em alguns momentos. Primeiramente o fato dos episódios serem divididos como se fossem capítulos de um livro faz com que a história que estamos vendo pareça ainda mais uma ficção e o clima de terror se perca. A série quer fazer uma relação tão forte com o fato da protagonista ser uma escritora que esquece que isso faz com que tudo o resto fique menos real. Assim como a trilha sonora muito alá filme de comédia com detetive é completamente ridícula, transforma uma investigação séria e macabra em uma brincadeira infantil. Exceto nos momentos mais tensos que a trilha consegue acertar e acompanha muito bem os elementos estéticos da série.

Marianne utiliza muito a sugestão quando quer causar alguma tensão, todas as sombras podem ser alguma coisa te vigiando e quando quer te fazer pular da cadeira os elementos visuais são bem assustadores mesmo.


Você não vai levar susto à toa em nenhum momento, pode ter certeza disso. E por isso Marianne consegue ser uma das produções de terror mais honestas que eu já vi, se ela cria uma atmosfera de susto, você vai se assustar.
No final Marianne deixa um gancho para uma possível segunda temporada, nada de muito curioso e não gera muita expectativa. Porém seria interessante continuar assistindo a série pelo melhor que ela entrega: os momentos assustadores.
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