Eu Sou Brasileiro - ESPECIAL: MÊS DO CINEMA NACIONAL

A persistência dos campeões


A história do povo brasileiro é marcada por superação!
Dia a dia milhões acordam cedo, utilizam do transporte público, vão e voltam, sempre pensando que algo melhor irá ocorrer em suas histórias. E para isso há trabalho, estudo e dedicação. Um bom brasileiro sabe que nada cai do céu.
Então, nada mais justo que o cinema tentar trilhar um pouco dessa jornada, mesmo que em diversos momentos parece piegas e nada coerente com a realidade que conhecemos!

Léo (Daniel Rocha) desde cedo tem o sonho de ser jogador de futebol profissional. Quando seu amigo Edgar (Felipe Folgosi) consegue que um olheiro vá até sua cidadezinha vê-lo jogar, Léo percebe que terá a chance de sua vida, mas um acidente durante o jogo tira sua oportunidade.
Anos após o incidente Léo, agora casado e com um filho, dá aulas em uma escolinha de futebol para sustentar a casa. Ao perder seu emprego e ganhar uma nova oportunidade em uma escola particular, Léo segue a paixão de seu pai e começa a escrever sobre sua história. O livro é um sucesso e garante fama para o sonhador.

Com direção de Alessandro Barros, o longa se esforça para trazer ao espectador o aspecto de aconchego e um clima de brasilidade. A intenção? boa. O resultado? é… Incoerente. 
Essa tentativa tornou os personagens artificiais demais e sem qualquer profundidade, prejudicando a narrativa.

A tal narrativa é irritante.!
Não, o brasileiro não consegue vencer sempre! 
A falta de algo realmente dando errado para o personagem principal fez com que a história se tornasse irreal, e a simples e mágica resolução de todos e qualquer problema (como uma vaga de emprego criada ou um amigo doando 2 mil reais com justificativas fracas). E o ponto alto da tosquice é o toque a lá  Saga Crepúsculo: Amanhecer - parte 2, onde toda história vivida não passava de um sonho durante um coma (além da vida perfeita criada durante o coma se reestruturar com enorme simplicidade).

Apesar dos pesares, não podemos negar que a produção nacional teve um elenco de peso. 
Com presença de Daniel Rocha, Fernanda Vasconcellos, Letícia Spiller, Zezé Motta, Cristiana Oliveira e participações de Marcella Rica, Felipe Folgosi e João Vitti, o filme tinha potencial para muito mais do que o entregue, mas aparentemente o cast ficou limitado ao roteiro fraco.

Portanto, Eu Sou Brasileiro é um longa que mostra uma história de superação a partir da literatura como ferramenta de sucesso, de forma fantasiosa e não convencedora. 
Uma ótima ideia, porém mal trabalhada, uma pena para o cinema brasileiro e para as histórias de superação que realmente ocorrem todos os dias e que seriam melhores contadas.

Produção: Eu sou Brasileiro
Ano: 2019
Diretor: Alessandro Barros
Tecnologia do Blogger.