Elite: 2ª Temporada - CRÍTICA



A segunda temporada de Elite chegou a Netflix para reverter a constante de continuações ruins do streaming. A série espanhola conseguiu surpreender bastante em seu segundo ano mantendo muito bem a qualidade que apresentou em sua temporada de estreia.

Depois que Nano (Jaime Lorente) é preso sob suspeita do assassinato de Marina (María Pedraza), Samuel (Itzan Escamilla) que não acredita que seu irmão possa ter feito isso, começa uma investigação pessoal para encontrar o verdadeiro culpado. Enquanto isso os outros adolescentes tentam lidar com seus segredos e traumas sem tentar surtar.

O melhor de Elite é a maneira como a série consegue equilibrar o plot principal entre todos os personagens, mesmo que cada um deles tenha alguma outra trama pessoal. 
Isso mesmo trazendo uma narrativa não linear que muitas vezes é até difícil de entender o que está acontecendo (13 Reasons Why - Terceira Temporada), mas em Elite tudo funciona orquestralmente, toda a construção das cenas estão nos lugares certos, e tudo culmina para um desfecho muito surpreendente, embora apresente algumas falhas.


O visual estético de Elite é muito bom, tanto suas locações quanto figurinos nos fazem recordar de alguns clássicos como Gossip Girl e RBD, diria até que nesse quesito Elite consegue ser uma mescla das duas. As roupas de grife, carros de marca e as mansões conseguem fazer um contraponto muito interessante com as vidas conturbadas desses adolescentes.

E como não poderia faltar em uma nova temporada de série teen, temos novos personagens apresentados e encaixados na trama. Introduzir um novo personagem em uma série é algo muito complicado, nem sempre as produções conseguem fazer isso, mas em Elite isso foi feito de forma excelente, todos os três personagens, Valério (Jorge López), Rebeca (Claudia Salas) e Cayetana (Georgina Amorós), cumprindo muito bem o seu propósito estabelecido.
Quanto aos personagens antigos, logo no começo temos uma perda bem triste que é Christian (Miguel Herrán), que sofre um misterioso aciedente e Nano que agora está na prisão. Ambos personagens interessantíssimos, mas que tiveram que se ausentar nessa temporada. Em contrapartida todos os outros "seguraram" sua trama de maneira exemplar. Destaques para Lucrécia (Danna Paola) que agora além de ser a bitch da escola e namorada do Guzman (Miguel Bernardeau), ela enfrenta um dilema que é um grande tabu, o incesto. Isso fez com que a personagem tivesse um crescimento enorme nessa temporada.

De outro lado Omar (Omar Ayuso), que finalmente se libertou das amarras da família religiosa, agora com a possibilidade de se descobrir realmente, também deixa de ser apenas o garoto fechado e travado da primeira temporada o que causa um atrito muito grande em seu namoro com Ander (Arón Piper) que não aprova muito essa “mudança”.


Mas o destaque principal vai para Carla (Ester Expósito) e Polo (Álvaro Rico). Eles conseguiram roubar a temporada novamente. É incrível ver a desenvolvimento desses personagens, enquanto um é engolido pouco a pouco pelo remorso do que fizeram, deixando o temperamento frio e manipulador dar lugar a um arrependimento decisivo o outro vai se mostrando cada vezes mais como um projeto de psicopata.

Com terceira temporada já confirmada, Elite nos entrega novamente um desfecho muito instigante para já ficar nervoso aguardando os próximos episódios. Não consigo enxergar um fim muito próximo para essa série, tenho certeza que Elite vai durar muitos anos, e espero que com a mesma qualidade.
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