13 Reasons Why: 3ª Temporada - CRÍTICA


Desnecessária, irresponsável e cansativa, chega na Netflix a terceira e penúltima temporada de 13 Reasons Why. Mais uma vez a série vai tripudiar em cima de assuntos delicados de uma forma totalmente arrastada, entregando uma sensação de que aquilo que está sendo abordado não seja na verdade tão sério assim, além disso continua fazendo com que seus personagens tomem decisões completamente estapafúrdias apenas para esticar uma história, se perdendo na intenção de ser um mínimo sequer didática.

A terceira temporada vai girar em torno de um novo mistério: quem matou Bryce Walker. Todos os treze e exaustivos episódios vão abordar os motivos que todos os personagens teriam para matar o rapaz,  o que não é muito difícil, visto que Bryce é a pessoa mais odiável da série. 
O que nos leva ao primeiro grande problema: pra que tantos episódios para contar essa história? Ademais, é uma narrativa muito arrastada, com muitos subplots desnecessários, sem motivos nenhum pra existirem.


Quando no final da segunda temporada Clay Jensen, interpretado por Dylan Minnette, impede da maneira mais imprudente Tyler de entrar atirando no baile da escola, ele então se torna responsável pela saúde mental do garoto. Imaginem que um jovem extremamente traumatizado pela morte da sua melhor amiga e amor platônico (Enxerga e conversa com pessoas mortas) têm para si que o certo é vigiar tyler da casa para escola e da escola para casa, ao invés de procurar uma ajuda profissional de fato! Não é possível enxergar onde está a responsabilidade ética dessa série. Somando ao fato da insistência de dar o protagonismo ao personagem Clay ser outra péssima escolha.

Nessa temporada também somos apresentados a uma personagem nova que serve para tapar o buraco deixado por Katherine Langford (Hanna), que eu vou me resumir a dizer que é uma das personagens mais intrometidas que eu já vi em uma história desse nível.
Outro grande erro, e talvez o mais inacreditável, se recordarmos da excelência que a série mostrou em executar isso em sua primeira temporada, é a forma com que a série navega entre o passado e o presente. Talvez pela falta da personagem Hanna que servia como modelo de linha do tempo, aqui isso fica em falta, dando a visão da narrativa se torna confusa e algumas vezes sem nenhum sentido.


Mas pra não dizer que só há pontos negativos, 13 Reasons Why é bem assertiva, ao abordar alguns assuntos, principalmente em relação ao personagem de Alisha Boe, Jessica, que nessa temporada enfrenta alguns dilemas relacionados a sua capacidade de seguir em frente após os eventos traumáticos das temporadas anteriores, até mesmo seria moralmente aceitável retomar a relação com a pessoa que permitiu que tudo aquilo acontecesse com ela.

No fim, nenhum ponto positivo explica a existência dessa série (além da primeira temporada) muito menos a confirmação de uma próxima que irá encerrar esse ciclo. 
Se fosse adicionar mais um adjetivo a essa série além de desnecessária, irresponsável e cansativa, seria vergonhosa!
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