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O Cinema de Tarantino - ESPECIAL

O cinema sob um olhar de quem conta histórias peculiares


Violência gráfica, tramas sem linearidade, histórias paralelas, personagens caricatos, heróis que beiram a vilania, são alguns dos elementos na forma em que Quentin Tarantino realiza seus filmes. 
O diretor iniciou sua carreira na década de oitenta, realizando um filme amador chamado “My Best Friend’s Birthday”, desde então o cineasta se tornou um dos nomes mais celebrados na sétima arte, suas produções se tornaram clássicos quase que instantâneos a medida que consegue permear o cotidiano das ruas violentas, os clássicos orientais, a segunda guerra mundial e temas considerados polêmicos. E com a estreia de Era uma Vez em... Hollywood, vamos listar algumas obras comandadas por esta que é uma das mentes mais brilhantes do cinema.

1987 - My Best Friend’s Birthday


Mickey Burnett é um típico fracassado na vida que acaba de ser deixado pela namorada, porém é seu aniversário. Por isso, seu melhor Clarence Pool (Quentin Tarantino) decide cuidar das celebrações da data, o que envolve drogas, violência e até uma noite com uma garota de programa. O filme é um curta-metragem em 16mm com diversas referências pop, além de conter elementos que seriam usados em outros filmes do diretor que aqui era iniciante.

1992 - Cães de Aluguel


Seis bandidos são convocados para um audacioso roubo à uma joalheria. Todos eles reunidos pelo criminoso Joe Cabot, porém, nenhum dos outros homens sabe ao certo o quem seus companheiros são de verdade, apenas os codinomes que levam cores: Mr. Blonde, Mr. Blue, Mr. Brown, Mr. Orange, Mr. Pink e Mr. White. Assim, durante o assalto um deles acaba sendo baleado o que irá desencadear diversas desconfianças no grupo, principalmente a procura por um traidor que poderá ou não ser policial. Com uma narrativa pulp violenta, Tarantino abre caminho para o seu estilo não linear de contar a história, com dinamicidade, agilidade que vai desde o seu texto a edição.

1994 - Pulp Fiction: Tempo de Violência


De uma forma divertida, descontrolada e violenta, Tarantino aqui apresenta três histórias que até então parecem não ter relação alguma, mas novamente, eis o seu jeito peculiar de trabalhar o texto cinematográfico.
Jules Winnfield e Vincent Vega são dois mafiosos contratados para recuperar uma maleta roubada de seu chefe, Marsellus Wallace, que também pede para Vincent cuidar de sua esposa Mia por alguns dias. Enquanto isso, Butch Coolidge é um velho pugilista que é pago para perder sua próxima luta. Enfim, Honey Bunny e Pumpkin  são um casal jovem e pequenos ladrões que estão decididos a mudar suas vidas por completo. Parece loucura, mas é Tarantino!

1997 - Jackie Brown


Adaptado do romance Rum Punch, do escritor Elmore Leonard, a produção é um tributo aos filmes do gênero blaxploitation da década de 1970.
Uma comissária de bordo trafica dinheiro para os Estados Unidos, a mando de um vendedor de armas. Quando dois policiais oferecem um acordo para que ela entregue o bandido, a mulher decide os enganar, fitando a liberdade e a maleta cheia de dinheiro.
Este é considerado por alguns um dos filmes mais fracos do diretor, porém todas sua marcas se fazem presentes: diálogos inteligentes, personagens curiosos, trilha sonora arrebatadora, mistura de gêneros, narrativa não-linear, o que torna Jackie Brown na verdade, um distanciamento do "mais do mesmo" de Tarantino.

2003 - Kill Bill: Volume 1


Uma ex-assassina conhecida apenas como "A Noiva" acorda de um coma e decide se vingar do seu antigo chefe, Bill, pois ele tentou matá-la no dia de seu casamento. Além disso, a Noiva estava grávida, sem saber do paradeiro da filha ela começa a ir atrás de cada uma das pessoas envolvidas em sua tentativa de assassinato, o Esquadrão Assassino de Víboras Mortais e para isso colocará todas as suas habilidades em prática para cumprir com seu objetivo.
Aqui encontramos um dos momentos mais caricatos e grotescos da violência gráfica de Tarantino, atrelado a isso, há todo um cuidado em homenagear os filmes clássicos japoneses e manter a trama cada vez mais envolvente.

2004 - Kill Bill: Volume 2


Dando continuidade a lista de vingança da Noiva, agora faltam poucos membros do Esquadrão Assassino de Víboras Mortais. Budd, irmão de Bill, Elle, que segue atuando como assassina e por fim, o próprio Bill. Nesta produções conhecemos um pouco mais do passado da Noiva, seu treinamento, o relacionamento com o chefe e principalmente o paradeiro de sua filha. 
Aqui Tarantino aposta nos diálogos longos, deixando a violência um pouco de lado, apesar de cenas desconfortáveis como a da Noiva sendo enterrada viva, ou seja, um desfecho incrível para uma jornada sem igual do cinema.

2007 - À Prova de Morte


À Prova de Morte surgiu como a segunda parte do projeto criado por Tarantino e seu amigo Robert Rodriguez, uma homenagem aos filmes de terror B dos anos 70.
Aqui um grupo de jovens garotas que vaga pela noite do Texas a procura de diversão cruza o caminho de Stuntman Mike e esse encontro poderá resultar em sua última noite com vida. 
A produção é considerada pelo próprio diretor como o seu pior filme, o que pode ser comprovado pela falta dos elementos conhecidos e por um exagero sem justificativa.

2009 - Bastardos Inglórios


Considerados por muitos a obra prima de Quentin Tarantino!
Um grupo de judeus americanos, conhecidos como os Bastardos, vaga pela Alemanha nazista matando um por um que pertence ao movimento político de Adolf Hilter.
Ao mesmo tempo, Shosanna, uma judia que fugiu dos nazistas, planeja vingança quando um evento em seu cinema reunirá os líderes do partido. As histórias do grupo e da jovem irão culminar em um dos momentos que redefiniu a história mundial como a conhecemos.
Violento, expressivo, inteligente, aqui Tarantino não apenas reescreve uma parte dos acontecimentos reais, mas expressa toda sua capacidade de realizar cinema de uma maneira onde o que é caricato se torna um espetáculo.


2012 - Django Livre


No sul dos Estados Unidos, anos antes da Guerra Civil, um ex-escravo Django faz uma aliança inesperada com o caçador de recompensas, Schultz, para caçar os criminosos mais procurados do país e resgatar sua esposa de um fazendeiro que força seus escravos a participarem de competições mortais. Tarantino novamente adentra a história para nos trazer uma narrativa com relevância social, com um humor sagaz, atuações brilhantes e uma direção que sabe trabalhar todos os aspectos de carreira de uma maneira mais elevada.

2015 - Os Oito Odiados


Uma assassina está sendo transportada em uma diligência como prisioneira. Porém, devido a uma forte nevasca, são obrigados a parar em um estabelecimento no meio do nada. E assim que os homens que lá estão descobrem que a mulher vale uma recompensa altíssima, as coisas passam a se tornar perigosas para todos.
Os principais elementos do cinema de Tarantino estão aqui, todos aqueles que já listamos e por mais que pareça um "mais do mesmo", esta produção surpreende pelas atuações, pelo roteiro que apresenta diferentes histórias e um desfecho que irá mexer com o espectador.

E para você, qual o melhor filme de Quentin Tarantino?

Lembrando que Era uma Vez em... Hollywood chega aos cinemas nesta semana! Na sexta-feira já teremos crítica aqui no Geek Guia e comentários em nossa Live de Sexta no Facebook
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