Ads Top

My Hero Academia: 2 Heróis - CRÍTICA

Um herói sempre pode superar uma situação complicada


Estamos acostumados com um modelo de super-heróis. Aqueles norte-americanos, com seus uniformes, identidades secretas, alguns ricos, outros sem grana, mas se pararmos para pensar, são os mesmos pensamentos apenas em "embalagens" diferentes. E com o sucesso de Marvel no cinema, cada vez mais parece que existe apenas uma forma de contar essas histórias.
Contudo, My Hero Academia vem para quebrar toda e qualquer "fórmula" apresentada, elevando o quesito do heroísmo e demonstrando que superação é a chave para fazer um bem para todos, mesmo que apenas um tenha que chegar ao seu limite. Nesse aspecto, o longa-metragem que leva a história pra os cinemas é um presente para os fãs do anime, mas acima de tudo é uma dose ultra de amor por histórias de heróis!

All Might está a caminho a I-Expo, uma feira onde os principais cientistas que trabalham ajudando os heróis demonstram suas novas invenções no combate ao crime. Lógico que Deku está junto, não só ele, como todos seus amigos da Escola de Heróis. E quando jovem conhece Melissa tem a oportunidade de conhecer mais daquele universo, porém, o sistema de segurança da cidade que comporta o evento é invadido por vilões, que colocarão a vida de todos em risco até seu plano ser concluído.

Kenji Nagasaki é quem comanda a produção que adapta para o cinema a história do anime e do mangá escrito por Kōhei Horikoshi.
O interessante aqui é o quanto o comando da produção eleva o nível do traço já conhecido, trabalha bem luminosidade e o colorido, deixa os movimentos dos personagens mais fluidos, isso sem perder a qualidade do desenho. A combinação entre 3D e 2D funciona sem parecer estranho ou desconexo, pois muito do que é computação gráfica fica para os ambientes e locais, até no mesmo o vilão em sua forma elevada. Fazendo com que a fotografia também se destaque, assim, quando há mudança de cenário ou até mesmo luminosidade nas cenas, tudo continua bonito visualmente. E como a história se passa em um espaço totalmente tecnológico, isso fica evidente no design, no formato dos objetos, nos espaços, nos antagonistas. 
My Hero Academia possui essa peculiaridade ao fazer referência a algo conhecido, mas sem a necessidade de se parecer com aquilo. Isso fica nítido com os desenhos, as cores escolhidas, pois até pode lembrar tal herói famoso, porém nada daquilo foi realizado para ser da mesma forma. 
Com essa quebra de expectativa a direção se coloca de forma assertiva no segundo ato, onde poderia ser um festival de lutas altamente poderosas, mas se torna uma missão de salvamento coletivo e fuga. Tudo acompanhado por uma trilha sonora que evoca elementos como guitarras, baixos, que entram para dar mais emoção as sequências.


Desta forma, a história consegue manter a qualidade narrativa do anime, acrescentando novos elementos e dando mais força para aqueles que já são conhecidos, seja na personalidade ou nas atitudes dos personagens.
A medida que vamos acompanhando a produção, o subtítulo vai ganhando ainda mais sentido, não apenas pela presença de All Might e Midoriya, mas pela forma como o heroísmo que é tanto discutido e lembrado se torna uma ferramenta impulsionadora para todos. O que torna aqui uma pessoa com Individualidade um ser capaz de fazer o bem é o quanto se importa com o outro, nisso o protagonista demonstra em todo tempo e nos lembra o que o torna alguém que queremos acompanhar até o final do longa, e do anime. A narrativa é justamente uma jornada através daquele sentimento de deslumbre quando falamos, lemos ou vemos um super-herói, sua importância, seus ideias e o que aquela figura tanto representa. E quando a mesma está deixando de ser o que é, até onde poderemos ir para ajudar, mesmo que não haja poder sobre-humano algum em quem se colocou a disposição. Por isso, o subtítulo vai além dos protagonistas, alcançando uma outra personagem, que os auxilia indo além do que pode, representando talvez não apenas aqueles que são considerados "comuns", mas todos os que amam ver seus heróis em ação pelo bem de todos.
E essa jornada ganha ainda mais peso por conta da dublagem brasileira que tem Guilherme Briggs e Lipe Volpato, All Might e Midoriya respectivamente, à frente. 
Briggs expressa toda empolgação, energia e presença que o maior de todos sempre demonstrou, o que torna as frases ditas e os nomes dos poderes um momento único a ser acompanhado onde as mãos seguram na poltrona a cada "California Smash", atrelando a isso todo seu carisma. Já Volpato é a doçura, o deslumbre a coragem de Deku na voz, o suspiro e o tom usado quando entra na I-Expo, é um pouco de todo fã de quadrinhos quando, por exemplo, adentra uma Comic Con, que aqui, a cada fala nos apegamos ainda mais a jornada do personagem.

My Hero Academia: 2 Heróis expressa todo o sentimento de heroísmo que existe naqueles que desejam usar seus dons pelo bem de todos. É um verdadeiro presente aos fãs do anime, mas principalmente para aqueles que olham para figuras como a de All Might, e tantos outros, com admiração e esperança. Além disso, a produção eleva a qualidade técnica nos traços, na fotografia e nos efeitos usados, deixando a história ainda mais atrativa e cativante durante os pouco mais de noventa minutos.
Em determinado momento na sessão do cinema, uma fileira inteira gritou junto com os protagonistas, e este é um dos grandes feitos que a sétima arte pode causar quando boas histórias são contadas, quando jornadas são demonstradas, acima de tudo, quando há uma identificação com aquele que poderia certa vez se achado sem individualidade alguma, porém fazendo da superação uma ferramenta para realizar coisas incríveis. 
Assim, obrigado Sato Company, obrigado Guilherme Briggs, pelo ato de heroísmo de nos trazer essa aventura, pois ficou claro que todos nós podemos ir além, todos nós podemos ter nosso momento de Plus Ultra!

Nota: 5/5 (F*DA PR# CARALH@)

P.S: My Hero Academia- 2 Heróis está sendo exibido com exclusividade pelo Cinépolis do Shopping Moxuara em Cariacica, aqui no Espírito Santo.
Tecnologia do Blogger.