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Big Little Lies: 2ª Temporada - CRÍTICA



Certamente Big Little Lies conseguiu em 2017 atrair muita atenção com uma qualidade de narrativa impecável e reunindo um elenco de peso cinematográfico. Por isso, não foi surpresa quando a série ganhou uma continuação. Mas a surpresa mesmo foi o anúncio da escalação de Meryl Streep para o elenco, aí sim, as expectativas foram elevadas a um outro nível. E será que precisava?

Com a chegada de Mary Louise (Meryl Streep), Celeste (Nicole Kidman) teme que a sogra consiga descobrir o que realmente aconteceu na noite em que Perry morreu. Enquanto isso, Bonnie (Zoë Kravitz) enfrenta uma terrível depressão causada pela culpa e remorso que sente. Jane (Shailene Woodley) busca retomar o controle da sua vida e enfrentar o trauma de se relacionar com homens. Madeline (Reese Witherspoon) enfrenta uma crise intensa em seu casamento causada por atitudes passadas e Renata (Laura Dern) roubando a temporada com sua inesperada falência. Não tem como negar a imponência desse elenco. Além das protagonistas desta temporada, o elenco coadjuvante fez e faz da série uma em um milhão.


A qualidade técnica também é de se aplaudir de pé, as locações são incríveis, a fotografia impecável e principalmente a trilha sonora. O mix de nostalgia e modernidade de Monterey é muito bem explorado em todos os aspectos técnicos.

Porém nem tudo é perfeito! 
A história contada nessa segunda temporada não eleva muito o nível da série, na verdade a trama principal não consegue chegar a lugar nenhum, é de fato dispensável. O que salva mesmo são as subtramas, as relações dessas mulheres com os seus passados e como elas têm que lidar com isso para sobreviver é o que move essa temporada.

Até mesmo as crianças que estavam muito dentro do centro da trama na primeira temporada, agora aparecem tão pouco que dá pra contar nos dedos, com exceção dos gêmeos de Celeste, uma grande perda da série. É difícil achar um elenco tão novo e tão talentoso.


O destaque da personagem de Laura Dern é inegável, a excentricidade de Renata move muito bem uma das subtrama da série a ponto de até ofuscar de certa forma o drama principal da série. Todas as cenas protagonizadas por Renata são memoráveis e veja só, até mesmo quando em cena com Meryl Streep (aclamada) ela consegue sobressair. Desculpa as concorrentes, mas o próximo emmy é seu Laura (outra vez).

Outra grande surpresa é Zoe Kravitz, não me lembro de ter visto ela tão bem em outro trabalho. Se pensarmos na evolução das personagens Bonnie é a que mais se transformou de uma temporada para outra. O arco narrativo de Bonnie é completamente expandido e mostra muito bem como um trauma tão grande pode ser levado a um quadro depressivo fortíssimo. Isso quando combinado com a volta de sua mãe, com quem tem um passado bem complicado faz com que tudo que ela esteja sentindo seja ainda mais intensificado.

Não importa o quanto o quanto a gente se conforme com a inutilidade da segunda temporada de Big Little Lies, ainda sim, continua série continua mantendo o nível de narrativa da anterior. Mesmo que a nova história não faça jus ao nome da série, a gente ainda sim vai se impressionar com a história dessas mães de ricas e seus dilemas. Big Little Lies não teve um boa continuação, mas no conjunto continua sendo uma obra de arte.
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