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O incrível mundo de Toy Story - ESPECIAL

A primeira vez que choramos com a Pixar não dá pra esquecer


Talvez no imaginário de muitas crianças, seus brinquedos ganhavam vida para tornar o momento de diversão ainda mais sensacional. Foi então que este pensamento saiu do imaginário e se tornou tema de uma produção, em computação gráfica, a primeira de estúdio com uma luminária saltadora, que logo tomaria conta da sétima arte com uma perfeição técnica e narrativa, capaz de cativar diversas pessoas, crianças, construindo então uma verdadeira aventura acerca da infância, mudanças e crescimento.
Por isso, vamos permear esse incrível mundo que chega a sua quarta produção nesta semana, adentramos hoje tudo o que Toy Story representa na cultura pop!

Uma produção significativa

O primeiro filme da franquia, datado de 1995, foi um grande marco nas animações da época, trazendo uma tecnologia que não havia sido utilizada daquela forma em outras produções. A Pixar, uma empresa que tinha como dono na época Steve Jobs, servia para elaborar comerciais animados de seus computadores, sendo então responsável pela produção em parceria com a Disney, que viu potencial em um curta realizado pela mesma em 1988, chamado Tin Toy, ganhadora do Oscar em 1989 de melhor curta de animação.
Para esse projeto um time de artistas foi chamado: O roteiro foi escrito por Joss Whedon, Andrew Stanton, Joel Cohen e Alec Sokolow, contando com a produção de Steve Jobs e Edwin Catmull e a trilha sonora composta por Randy Newman. A direção, logicamente, ficou nas mãos do criador do curta que daria a origem para esse mundo de aventuras, John Lesseter (que voltaria para dirigir a sequência)!
Toy Story então chegou aos cinemas em novembro de 1995, se tornando uma das maiores aberturas de bilheteria da época! Entrou para a história ao ter sido uma das duas animações a fazer parte da lista dos 400 melhores filmes americanos já realizados, segundo o Instituto Americano do Cinema. Toy Story também recebeu três indicações ao Oscar 1996 para Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Canção Original ("You've Got a Friend in Me"), além de ter ganhado um Oscar de Contribuição Especial, e no ano de 2005, foi introduzido no National Film Registry como sendo "cultural, histórica ou esteticamente significativo".


A Narrativa de ontem e hoje

Woody é um boneco de Xerife que pertence a Andy, um menino que ama muito todos os brinquedos que possui. Porém, quando um novo item chega na casa, tudo muda completamente, já que o novo brinquedo se trata de Buzz Lightyear, um astronauta que viaja o espaço desbravando e vencendo vilões, capaz de tirar do brinquedo mais antigo o posto de favorito. E pouco antes da família se mudar acontece um incidente, fazendo com que Woody e Buzz se vejam longe de casa, tendo que trabalhar em equipe para enfim retornar!
Resumir dessa forma parece que os detalhes mais importantes do filme soam desapercebidos, já que a trama está em volta de brinquedos que ganham vida, tem sentimentos, anseios e medos, quando os humanos não estão olhando, mas não é verdade. Nada aqui é colocado de forma aleatória! E talvez este seja um dos grandes fascínios presentes nessa obra, a capacidade de poder brincar com a imaginação de quem está assistindo. 
Logo encontramos em Toy Story personagens que vão se estabelecendo e ganhando características cada vez mais humanas, principalmente o desejo de ser lembrado, aceito e amado por outro. Ao mesmo tempo, a narrativa se propõem em criar laços de amizade, mostrando a força que existe quando aceitamos as diferenças e passamos a contribuir por um bem maior.
Woody é determinado e muitas vezes irredutível em suas escolhas, Buzz é uma voz mais branda, ao mesmo tempo que intercala pelas descobertas do mundo real. Há também o mau humorado Senhor Cabeça de Batata, o Porquinho inteligente, Slinky, o cão de mola fiel, Rex, o assustado tiranossauro, Jessie, a vaqueira destemida e corajosa, Bala no Alvo, o cavalo de Woody e Betty, sua paixão. Um por um apresentam personalidade, características que são elevadas graças ao trabalho de dublagem, tanto original quanto a brasileira.
Ademais, é impossível não pensar em Pixar e Toy Story sem se emocionar.
Quando Woody e Buzz estão longe de casa, quando o brinquedo-astronauta entende o que é de verdade, ou nas continuações com a história de Jessie e o “adeus” de Andy a todos os seus brinquedos, existe aqui uma metáfora de crescimento e transição de fases. Onde em cada um dos novos filmes vamos aprendendo um pouco como amadurecer, o quanto essa jornada requer algumas renúncias e tudo isso sem perder o bom humor que sustenta diversos momentos da trama estabelecida.


1,2,3 e 4

Se no primeiro filme, Woody precisava ajudar Buzz a entender seu papel como brinquedo, principalmente o quanto isso faz bem para Andy. Na continuação de 1999 é o Xerife que se vê em apuros, já que é raptado por um colecionador que irá vende-lo para um museu no Japão, onde o personagem de Woody é muito popular.
De um jeito ainda mais profundo, a continuação apresenta detalhes do porquê daquele brinquedo existir, o programa que continha a versão original e os amigos que faziam parte. Novamente com lições a cerca de lar, amizade e novos rumos que uma aventura pode causar na vida das pessoas.
Em 2010, foi a vez de Toy Story 3 chegar aos cinemas, com uma narrativa de crescimento pegando muito adulto despercebido no cinema e os levando as lágrimas. Desta vez, Woody, Buzz, Jessie e os demais brinquedos serão doados por Andy, pois ele cresceu e está indo pra faculdade. Como um fechar de um ciclo, metafórica e literalmente, a trama mostra o que deixamos para trás quando crescemos, o que tanto valorizávamos na infância e a realidade de ter que colocar de lado aquilo que não ocupa mais espaço em sua jornada.
E agora, em 2019, o quarto filme da franquia chega aos cinemas, agora com os brinquedos tendo uma nova dona, Bonnie, que parece ter encontrado um novo “amigo” para eles, mesmo que o mesmo não aceite sua atual condição.

O Incrível Mundo de Toy Story

O subtítulo brasileiro chama a produção de "Um mundo de aventuras", e como toda a criança, criar mundos é uma especialidade nos momentos de brincadeira. Assim, Toy Story é muito mais do que uma animação com brinquedos que ganham vida, é uma obra que consegue dialogar com diversas gerações tratando de inúmeras fases da vida, entregando emoção e humor, com detalhes técnicos que foram se aprimorando conforme os novos filmes da franquia ganhavam as sessões de cinema.
A Pixar é expert em realizar aquele momento altamente sentimental que nos leva as lágrimas, um momento único onde as lembranças dos jogos, dos brinquedos ou dos companheiros de infância ganham forma, força e se tornam palpáveis. 
O incrível mundo criado por Toy Story é para todo aquele que um dia desejou poder ir além do que sua imaginação é capaz de criar, tornando-se justamente uma fábula que deverá acompanhar e permear a memória cinematográfica de muitos, sempre nos lembrando de que a amizade poderá ser encontrada, que existe um valor especial nas peculiaridades de cada um e de que as lembranças do que já foi vivenciado poderão retornar de uma forma significativa que nos tornamos crianças novamente.
A Pixar e o dom de nos fazer chorar desde 1995!

Toy Story 4 estreia nesta quinta-feira e na sexta, já teremos crítica aqui no Geek Guia!
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