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MIB: Homens de Preto - Internacional - CRÍTICA

Uma aventura que se apega ao básico para divertir


MIB é uma das franquias mais inusitadas do cinema.
De um jeito muito particular e criativo, a aventura que misturava ficção científica e uma trama investigativa ganhou uma trilogia estrelada por Will Smith e Tommy Lee Jones. Porém, com o passar do tempo, os filmes foram caindo no esquecimento, só que para Hollywood isso é sempre um pretexto para fazer algo novo ou iniciar tudo de outro jeito.
E desta vez não foi diferente, apoiado no carisma de dois atores que já trabalharam juntos, a nova trama de MIB viaja o mundo, diverte, mas infelizmente abraçada a previsibilidade e a repetição.

O agente H enfrentou uma ameaça terrível de invasão a Terra, mas ao lado de T, conseguiram realizar um feito quase que impossível. Ao mesmo tempo, a pequena Molly tem seu primeiro contato extraterrestre, o que a faz depois de grande querer encontrar e ingressar na MIB. E por conta de sua insistência a jovem ganha uma chance para se juntar ao time de agentes que defendem este e outros planetas, entretanto, há algo de errado de Londres, o que colocará o agende H e a mais nova agente M, juntos em uma aventura!

F. Gary Gray comanda a produção sem nenhuma adição de novidade ou algo que justifique o seu trabalho durante a exibição do filme. 
De uma forma bem genérica, e pouco inspirada, as cenas de ação e os momentos de combate não empolgam o suficiente para que tenhamos uma experiência ao menos entusiasmada. Por mais que o diretor se empenhe em trazer elementos que divirtam, como o alienígena Pawny, tudo se torna unidimensional e sem personalidade. Levando as sequências, que deveriam arrancar um certo espanto do público, serem apenas mais do mesmo que já foi testemunhado em outras obras, não necessariamente do mesmo gênero.
Porém, se há algo que é feito com assertividade são os efeitos visuais e o design de produção, novamente apresentando uma gama diferente e grotesca de extraterrestres (Podemos considerar este ponto também um leve equívoco pela falta de efeitos práticos), com características, luminosidade, escamas e texturas diversas, ao mesmo tempo que os equipamentos metalizados, armas, veículos, que mais parecem ter saído de um polimento na hora, ganham ainda mais destaque.


Atrelado isso o roteiro também não se preocupa em tornar esta trama de MIB algo que comprove o porquê de uma nova etapa para a franquia ter início.
Tudo acontece de maneira apressada logo de cara e vai ganhando um ritmo moroso, que é quebrado por poucos instantes de movimentação, levando o espectador a uma experiência um tanto quanto despretensiosa, mas que ao tentar se aprofundar em alguns aspectos não consegue o peso necessário. O que deixa o mistério principal beirando o artificial e previsível! 
Certamente você entenderá quem é o grande vilão pouco depois de trinta minutos, elementos que ganham destaque são facilmente esquecidos, personagens citados parecem ter uma importância enorme, contudo ao entrarem em cena fazem o mínimo para justificar a sua participação! E novamente a trama se apoia na salvação global, num dispositivo altamente destrutivo, personagens que lançam olhares suspeitos e piadas, que em sua maioria funcionam. Estes aspectos simplórios e básicos transformam a narrativa em uma amalgama de tantas outras que já percorreram a sétima arte nos últimos anos, deixando o absurdo, lunático, as questões fora dos padrões costumeiras da saga, de lado.
Desta forma a produção ganha sua força de verdade na dupla de protagonistas, principalmente ao fugir de qualquer manifestação de romance clichê!
Tessa Thompson é quem mais demonstra estar se divertindo, o que gera bons momentos de deslumbre e descobertas, ao passo que vai aos poucos apresentando nuances que serão importantes pro desenvolvimento de sua personagem e as escolhas que a mesma tem que tomar, fazendo com que a atriz conduza o filme de forma natural.
Já Chris Hemsworth confirma que o seu momento agora é adentrar este universo de comédias de aventura, apesar de transparecer em várias cenas que não consegue sair do Thor bonachão, resultando em sequências altamente superficiais.

MIB: Homens de Preto - Internacional é um bom retorno a franquia que consegue estabelecer uma atmosfera de diversão. Entretanto, falta a produção personalidade e criatividade ao desenvolver sua trama, cenas de ação e até mesmo, nos momentos onde os atores precisam entregar um pouco mais do que empunhar armas altamente tecnológicas.
Se a verdade está lá fora, certamente é porque essa agência tão secreta que pode apagar sua memória, consegue deixar a mesma longe de qualquer possibilidade de algum desavisado ir de encontro com algo não tão amigável assim. Talvez isso também se estabeleça neste retorno da franquia, que está sustentada pelo carisma do seus protagonistas mais do que no talento de quem estava com a câmera em mãos.
Então, se ao final de tudo você não se lembrar de nada, não tem problema, o próprio filme se faz um neuralizador completamente funcional!

Nota: 3/5 (Bom)
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