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Pokémon Detetive Pikachu - CRÍTICA

"Esse meu jeito de viver, Ninguém nunca foi igual..."


Pokémon é um sucesso até hoje!
Seu auge, pelo menos para o ocidente, foi no início dos anos 2000, com o anime sendo transmitido, os jogos para Game Boy chegando às lojas, filmes e diversos outros itens que traziam estampados todos os monstrinhos que poderiam ser capturados, em toda parte. É de se estranhar que demorou para um ideia de Live Action sair do papel e tomar conta das sessões de cinema, mas totalmente plausível diante do que assistimos nesta nova produção, que toma como base tudo o que é canônico desse universo. Assim cuidando justamente em honrar novos e antigos fãs, adentramos mais uma vez ao universo dos Pokémon, ao lado do Pikachu!

Tim é um jovem, que diferente das outras pessoas, não se vê obrigado a ter um companheiro Pokémon. Logo, quando seu pai sofre um terrível acidente e é dado como morto, ele passa a descobrir que há muito mais por trás de tudo isso, podendo envolver o fim do convívio harmonioso entre pessoas e as criaturas em Ryme City. Então, com a ajuda de Pikachu, que pode se comunicar com Tim, a dupla parte em uma jornada investigativa para então entender o que está acontecendo!

Rob Letterman é quem comanda a produção com um carinho muito explícito do que Pokémon representa dentro da cultura pop! A direção, que abraça perfeitamente a computação gráfica empregada com maestria, sabe criar momentos adequados para encaixar e fazer com que os monstros de bolso apareçam em tela. Da mesma forma, é possível perceber também a preocupação em detalhar cada um deles, a textura da pele, as expressões faciais, os detalhes em escamas, penas, pelos, tudo aqui elava o que já era conhecido dos games e do anime. Prestando inúmeras homenagens, principalmente em sua trilha sonora que toca trechos da canção original de abertura além da música de batalha conhecida dos jogos.
Junte isso a boas sequências de ação, que tiram proveito dos poderes dos Pokémon, sem deixar de lado o casting humano, que com uma naturalidade, sabe muito bem como se colocar em cena diante de uma criatura totalmente digital.


A narrativa por sua vez mescla vários elementos, mas acima de tudo estamos falando de uma produção com temática infantil.
De uma maneira bem simples, e totalmente satisfatória, o roteiro explica que universo é aquele, justamente para fazer com que pais que estejam na mesma sessão que os filhos, também sejam "capturados" por aquilo que está em tela. Dessa forma, a jornada do protagonista vai ganhando nuances a cerca de família, companheirismo, confiança, o que reflete totalmente em seu relacionamento com Pikachu, que aliás é recebe um tom sarcástico, humorado e totalmente sincero aqui, graças a atuação de Ryan Reynolds. E nessa interação retiramos boa parte do carisma do filme. 
A trama poderia ser apenas mais uma com um personagem digital ao lado de um ser humano, conversando de forma totalmente bizarra, porém o que nos é mostrado é justamente o que sempre acompanhamos das histórias de Pokémon. As vitórias, as derrotas, os mistérios, é uma verdadeira amalgama do que já foi realizado entregue ao espectador com uma dedicação que não se vê em filmes que possuem o mesmo aspecto técnico!
Tudo isso deixa o longa com cara de nostálgico, entretanto atual, pois para quem é fã irá perceber as citações a outras cidades, Pokémons lendários e possíveis homenagens a personagens clássico da franquia; para os mais novos é um deslumbre ver o Pikachu falando, batalhando, poderes e golpes sendo usados, isso fica comprovado pois na sessão que acompanhamos, as crianças vibravam quando tudo isso acontecia!

Pokémon Detetive Pikachu é divertido, cativante, tratado com dedicação e carinho em todos os seus aspectos técnicos. Para os admiradores de longa data será uma viagem pela infância, pelos games, pelos episódios dos animes, pelos cards colecionados de uma maneira muito assertiva. Aos mais novos, certamente ficará a empolgação, a alegria e risadas do início ao fim! Logo, com uma direção que sabe como empregar corretamente todo trabalho de efeitos visuais, com uma aventura simples, mas apresentando o universo ao qual pertence, esse certamente é uma das melhores, senão a melhor, adaptação de um anime/game/mangá para a sétima arte feita por ocidentais!
E se ao final de tudo você ainda tiver dúvidas de ir assistir ou não, uma dica podemos deixar aqui: deixe os pensamentos ranzinzas e extremamente adultos em casa, compre uma pipoca, sente na poltrona e se deixe levar até Ryme City, pois uma jornada Pokémon está prestes a começar. Se tudo isso ainda não te convencer, vasculhe suas coisas antigas, reencontre aquele game antigo ou aquele álbum amassado com as imagens dos primeiros 150 monstrinhos, pois certamente, em algum momento dessa jornada pela cultura pop, você já desejou ser um treinador Pokémon!

Nota: 4/5 (Ótimo)
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