John Wick 3: Parabellum - CRÍTICA

O melhor filme de ação de 2019, com o melhor personagem de ação



Quando o segundo filme da franquia termina, sabemos que as coisas não ficarão satisfatórias para o caminho de John Wick a partir daquele momento. Ele será caçado por todos da Alta Cúpula, e quando é dito todos, pode ser qualquer um que estiver na rua, em um táxi ou até mesmo vendendo comida japonesa. Assim, chegando a terceira parte da história do assassino, somos levados a um cataclismo de ação que não economiza, não esconde, principalmente, não erra, tal e qual uma precisão cirúrgica, acerta em cheio no coração do fã do gênero, sem a necessidade de anestesia!

John Wick agora está banido, a recompensa chega aos 14 milhões de dólares para quem conseguir matá-lo. Ele precisa correr, fugir ou enfrentar a Alta Cúpula de alguma forma, nem que para isso tenha que revirar o seu passado, indo atrás de pessoas que talvez não sejam tão aliadas, mas ainda assim, podem ajudá-lo antes que uma guerra comece!

Chad Stahelski é quem comanda novamente uma produção da franquia, demonstrando que está habituado com toda a capacidade que o personagem é capaz de demonstrar em tela.
Logo de início o diretor nos entrega uma trama ágil, pontuando certos elementos conhecidos dos outros filmes, tendo o cuidado em inserir novidades, porém respeitando tudo o que já fora construído. Ao mesmo tempo a ação aqui se torna temática, lembrando antigos filmes de faroeste no primeiro ato, as guerrilhas em países do oriente no segundo e evocando a cultura oriental no terceiro, explorando bastante os elementos como furtividade, acompanhado de coreografias executadas com maestria. Desde a perseguição à cavalo, o embate envolvendo os cachorros e a luta com katanás, o que nos apresentado é o cinema de ação com possibilidades múltiplas de escoriações!
Assim, se é para John sangrar, ele vai sangrar! Se é para sele sentir dor, vamos sentir junto com ele. Se para John quebrar a mandíbula de alguém com um livro, será feito. Não há economia novamente, tudo é visceral, brutal e violento, mesclado com um tom de comédia inapropriada para alguns momentos onde a plateia deveria estar choque, entretanto, consegue arrancar risos mórbidos e sorrisos maquiavélicos. Em compasso temos uma fotografia colorida, que aumenta a intensidade da luminosidade que envolve tons quentes e o neon, ademais, outro aspecto é a trilha sonora que vai do rock ao clássico, em situações improváveis para os estilos musicais, porém fazendo um encaixe perfeito com o que está em tela.


Narrativa, por sua vez, revisita o passado de John, entregando então novas camadas de um personagem que vem sendo construído desde 2014 nos cinemas. Entendemos onde houve parte de seu treinamento, pessoas que ele já havia ajudado outras vezes e situações que surgem para comprovar o quanto ainda queremos saber mais deste assassino.
O inusitado e interessante é que o roteiro trabalha como se o ritmo e a jornada, desta vez, fossem um grande game de última geração. Com a missão principal, as pessoas que você, espectador/jogador conhece que já fizeram parte da vida do seu personagem, os momentos de diálogos expositivos, e os chefes de fase, que precisam ser derrotados um a um até que cheguemos ao verdadeiro vilão daquela história. Até mesmo, o instante de parar e comprar itens podemos elencar dentro da produção.
Isso ajuda a construir o ambiente de perigo ao qual se encontra o protagonista, interpretado por Keanu Reeves, que é o grande nome do cinema de ação dos últimos tempos. Demonstrando que não precisa de grandes acrobacias ou instrumentos altamente tecnológicos para realizar um show de brutalidade.
Contudo, nem tudo são acertos. A inserção de certa personagem, que deveria servir para o desenvolvimento da trama, apenas contribui para que aquilo que é esperado demore a surgir em tela, tornando muitas vezes o senso de sobrevivência quase que ilusório. Fazendo com que decisões tomadas no segundo ato do filme sejam questionadas diante do desfecho apresentado!

John Wick 3: Parabellum é sem dúvidas o melhor filme de ação de 2019, até o momento!
Executado com maestria e precisão, comandado por quem já sabe o que extrair de um personagem que consegue ir ao extremo da violência e da dor, a jornada do Baba Yaga ganha um novo aspecto, o da guerra, uma que não se pode enfrentar sozinho, mas que necessita de muita atenção quando os aliados forem escolhidos.
Se realmente este fosse um game para os consoles de última geração, certamente seria aquele proibido para menores, onde você consegue inúmeras possibilidades de realizar contusões, hematomas, quebraduras e finalizações em seus inimigos. Onde se pode ter um arsenal repleto e as suas escolhas afetariam toda a narrativa, dando múltiplas possibilidades de desfecho. Porém, ao final desta guerra pela paz, entendemos que um grande confronto está por vir e John Wick irá precisar muitas armas, sejam automáticas ou cachorros, nos levando ao espanto, ao desconforto e a adrenalina que só ele é capaz de causar! 

Nota: 4,5/5 (Sensacional)
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