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Chambers - CRÍTICA


Depois do sucesso inegável da fantástica A Maldição da Residência Hill, a netflix vem cada vez mais adicionando ao seu catálogo produções do gênero. Desta vez com Chambers, a intenção é atingir um público mais jovem ao mesmo tempo usa o nome de Uma Thurman para dar mais credibilidade à obra. No final das contas, temos uma história muito promissora e muito mal contada, com episódios em excesso e um ritmo super lento. 
Chambers fica no limbo das séries cansativas demais para serem assistidas.

Na série, Sasha (Sivan Alyra) é uma jovem adolescente que sofre um ataque cardíaco e recebe, como se enviado por anjos, um novo coração. Porém, logo depois do transplante a garota começa a ter visões muito estranhas ao mesmo tempo que começa a se envolver cada vez mais com a família da doadora.

Mesmo com protagonistas adolescentes, é visível o esforço que a série faz para fugir das convenções do gênero teen. Sasha está longe de ser uma protagonista que chamaria atenção do público jovem por si só, ela é crua e sem muita intenção de agradar. O mesmo pode-se dizer dos seus amigos mais próximos e os outros que faz na escola nova, todos os personagens são muito reais e identificáveis. E esse é de longe o maior acerto da narrativa da série.


Uma Thurman e Tony Goldwyn vivem Ben e Nancy LeFreve, os pais da Becky, a garota de quem Sasha recebeu o coração. Nancy parece não conseguir superar a morte da filha enquanto Ben faz de tudo para tentar ignorar a culpa que sente. A dinâmica de Sasha com a família LeFreve é muito estranha desde o começo. É como se eles quisessem que ela assumisse o lugar de Becky, pagam a escola para ela, entregam o carro e no fim até mesmo, ir morar com eles.

A história de Chambers é muito redondinha, isso não dá pra negar. Se você conseguir chegar ao final, vai sentir vontade de assistir uma próxima temporada (se houver). 
O grande problema é o abismo que existe entre os atos. São dez episódios que em pelo menos cinco deles são extremamente forçados e desnecessário. Não iria me impressionar se a taxa de abandono desse série chegasse a 90%.


Mas nem tudo é um completo desperdício, a história de Chambers é muito boa e muito interessante, em seu contexto geral. A direção é esforçada a fotografia combina com o que a narrativa conta e o elenco entrega uma performance bem acima da média. A trama busca elementos de filmes como Hereditário e Corra! Mistura terror psicológico, cultos e bruxaria, vale muito a pena se você não tiver nada melhor pra fazer. 
O sentimento ao final é de pena, que surge pois Chamber é tratada como um filler de catálogo e que provavelmente a história não terá uma conclusão definitiva!
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