Aladdin (2019) - CRÍTICA

Está na hora de subir no tapete mágico e ir à Agrabah



A Disney se tornou a empresa responsável por trazer várias histórias clássicas dos contos de fadas para o cinema, dando aquele toque mágico e diferente para algumas narrativas.
Aladdin é um desses casos, a animação lançada em 1992 conquistou um público que foi embalado pelas canções e principalmente por ter Robin Williams dando voz ao gênio da lâmpada.
Os anos passaram e na onda dos Live Action da companhia entrou a história do jovem ladrão das Arábias, desta vez, com Will Smith dando vida a criatura fantástica que realiza desejos. E o que temos aqui é um melhores filmes do estúdio que consegue adaptar com brilhantismo o que um clássico deve ser de verdade!

Aladdin vive pelas ruas de Agrabah, um reino pouco depois do deserto. Lá, ele vive de pequenos furtos para poder sobreviver, até o dia que encontra uma moça e logo se apaixona. Mas ao descobrir que ela se tratava da princesa, Aladdin acaba cedendo a oferta de Jafar, o vizir do Sultão, de entrar em uma caverna e encontrar uma lâmpada mágica, se o fizesse ficaria rico e conquistaria a jovem. Só que as coisas mudam quando o rapaz encontra o gênio que lhe concede três desejos que poderão mudar sua vida para sempre!

Guy Ritchie é quem comanda a adaptação com atores reais do clássico da literatura e animações.
O que temos aqui é um aspecto quase que teatral para os números, diálogos e movimentações de cena. O diretor escolhe sempre dar ênfase as expressões, os trejeitos e as reações dos personagens conforme a história vai se desenvolvendo. Ao mesmo tempo que utiliza o orçamento ao seu favor, dando as ambientações, cenários e figurinos o glamour necessário para contar uma história fantástica. Alinhado a isso, o design de produção reproduz com exatidão lugares conhecidos do desenho dos anos noventa como a caverna dos tesouros, o palácio, e as ruas de Agrabah. Outro aspecto são os efeitos visuais que ao serem executados dão a vivacidade necessária para os personagens digitais convençam o público, principalmente o gênio durante seus números musicais.
Falando em música, a direção enaltece esses momentos tornando-os ainda mais memoráveis, em alguns casos, criando o contexto necessário para que não fique apenas uma canção solta entre uma transição de imagem ou outra. "A Noite da Arabia", "Príncipe Ali" e "Um Mundo Ideal", que ganharam algumas alterações em suas letras, estão entre os destaques dos momentos cantados, que graças ao elenco e sua personalidade, esbanjam um toque de Bollywood tanto ao dançar, quando ao transparecerem as emoções do momento.


Momentos esses que a história conta, reconta e criando novas situações.
Aladdin ganha novos aspectos, camadas e um tom cômico excepcional para que a sua narrativa ganhe forma. Há toda uma preocupação em nos deixar a par do que ocorreu com este jovem e o quanto a mudança que ele tanto deseja se torna gradual a cada situação nova apresentada. Da mesma forma com Jasmine, a princesa aqui impõe, literalmente, uma voz diante das situações que são apresentadas, em compasso, sua dama de companhia, faz o papel de amiga e ajuda para que os diálogos ganhem a dinamicidade necessária para que o romance aconteça, sem ser piegas ou até mesmo obrigatório. Empregando um discurso sobre liberdade.
Esse cuidado no texto faz com que a trama da produção atualize um discurso a cerca de protagonismo, altruísmo, bondade e verdade. As inserções contribuem para que o roteiro ganhe um ritmo assertivo, ainda que se perca um pouco no segundo ato, mas que recupera o fôlego para o clímax, entregando então uma jornada que em cada um de seus arcos presta o serviço de entregar uma lição sobre os verdadeiros tesouros que merecem ser alcançados.

Tudo isso também é mérito do elenco.
Mena Massoud entrega um Aladdin que saiu direto do clássico desenho, tanto o aspecto físico quanto o carisma ganham a tela nos fazendo querer estar ao seu lado durante toda a aventura.
Naomi Scott é, até o momento, quem melhor representa o papel de uma princesa que conquista seu espaço de uma forma atual e empolgante, tanto seu discurso como as cenas em que está são bons momentos que potencializam Jasmine.
E Will Smith, tão criticado por alguns, é um gênio repleto de personalidade e talento. Os números musicais ganham ainda mais energia quando o ator começa a cantar ou se transformar, ao mesmo tempo que ao contracenar com Aladdin, a dinâmica entre os dois salta a tela, onde percebemos que há inúmeras homenagens ao que Robin Williams tinha realizado na animação.

Aladdin é uma adaptação que honra o material original, ao mesmo tempo que acrescenta elementos novos que ajudam a trama a ganhar uma forma ainda mais empolgante. 
Alinhando isso a uma direção que valoriza os números musicais e sabe como utilizar o elenco talentoso que possui, o live action conquista o público logo em sua cena inicial, fazendo com o que o mesmo queira sair cantando pela sala de cinema.
Como sabemos a noite da Arábia e o dia também é sempre tão quente, mas faz com que a gente se sinta agraciado com uma produção que evoca tudo aquilo que conhecemos de uma história que já foi contada por mais de mil e uma noites, mas que até hoje nos faz deslumbrar com a magia, seja ela através do gênio fantástico em uma lâmpada enfeitiçada, ou em um número musical que fará um tapete voar pelos céus nos lembrando que um mundo ideal é possível.
Novamente a Disney nos fazendo sentir o que tanto realiza com exatidão: a emoção!

Nota: 4,5/5 (Sensacional)
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