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Vingadores - Ultimato: CRÍTICA (SEM SPOILERS)

Obrigado Marvel, obrigado!



Quando Tony Stark construiu a primeira armadura, Mark #1, para fugir de mercenários que queriam matá-lo, certamente não deve ter passado pela sua mente o que viria acontecer dez anos depois. Tão pouco para nós, meros espectadores da jornada da Casa das Ideias no cinema!
O que temos então não é um simples desfecho ou a finalização de um ciclo, é literalmente um presente entregue aos fãs de quadrinhos e da sétima arte, capaz de nos levar as inúmeras emoções ao longo de suas três horas de duração.
E assim, temos o nosso ultimato.

Thanos conseguiu!
Metade da vida do universo foi dizimada graças ao seu estalar de dedos ao utilizar a manopla do infinito com todas as joias. Entretanto, os Vingadores têm mais uma investida contra o titã louco, que poderá ser aquela que reverterá o que foi realizado em seu último combate. Porém nada será tão fácil, já que a equipe está desmantelada e fazendo com que cada um tenha que superar o que perdeu.

Anthony Russo e Joe Russo voltam ao comando da produção, trazendo uma direção que une tudo aquilo que já tinha sido feito antes, e não se trata apenas do filme anterior. 
Há todo um cuidado aqui de percorrer cada um dos vinte e dois filmes que fazem parte desse universo, a movimentação de câmera, a escolha da fotografia, a trilha sonora, cada elemento é colocado como um instrumento de homenagem para cada história que já foi contada.
Desde uma câmera subjetiva até intensas lutas que contam com mais de vinte minutos em sequência, os Irmãos Russo elevam o nível das produções baseadas em quadrinhos, justamente trazendo das páginas momentos que antes só tínhamos contemplado ao folhear as obras da nona arte. 
É como se você abrisse aquela folha dupla, onde quase todos os heróis Marvel estão presentes naquele desenho e neste caso, lá estavam, ganhando vida, se movimentando, agraciando os olhos de antigos e novos admiradores. E novamente, trabalhando com grupos divididos, a película ganha ritmo, agrega com momentos de ação que também nos imergem a nostalgia do que já contemplamos anteriormente.
Tudo aqui é carregado de emoção, auto-referência e carisma, marcas já conhecidas, entretanto desta vez elevada a maior potência.


Desta forma a narrativa é um verdadeiro deleite para aqueles que acompanharam toda a trajetória, fase por fase, dos Vingadores no cinema.
Contando a forma de como os heróis precisam se recuperar, apresentando novos dilemas e soluções, o roteiro vai estabelecendo possibilidades novas para cada um dos personagens, abrindo ainda mais o leque de suas personalidades e sentimentos. Há aqui algo que se pode ressaltar e até transpor as personas heroicas, pois se trata mais de pessoas em busca daquilo que lhes foi arrancado de forma hostil, do que necessariamente manter a postura inatingível do guerreiro. E quando menos percebemos, as pontas soltas ou informações que certas vez questionamos entre um filme e outro surgem em tela, em surpresas que nenhum fã poderia mensurar, na mais brilhante teoria.
À primeira vista a trama parece ganhar um rumo previsível, todavia história tende a apresentar caminhos originais, inesperados, onde certamente as lágrimas irão cair daquele que se diz mais insensível.
A experiência gerada por Ultimato é totalmente voltada para quem ama, aprecia, acompanha cultura pop, é ou foi leitor de historias em quadrinhos, assistiu todas ou algumas das produções! Sabe aquele momento que possivelmente você quando criança imaginou acontecer? Sim, ele está lá! Demonstrado com um brilhantismo e paixão por tudo o que foi realizado ao longo de dez anos.
Esta produção não se trata apenas de ser mais um filme da Marvel, é uma catarse cinematográfica arraiga nos personagens que fazem parte do imaginário de muitos, podendo ser até mesmo nomeado como a maior produção do gênero, em qualidade e emprego dos recursos de sua linguagem original.
É necessário então destacar algo muito importante: Logo quando as cenas foram acontecendo o cinema se tornou um grande espetáculo por si só!
A sala estava lotada, na tela toda emoção incomensurável, mas nas fileiras haviam homens, mulheres, jovens, adultos, todas as cores, raças, pensamentos em comum acordo: O poder de uma jornada heroica que nos representa e agracia com verdadeiro presente para aqueles que certa vez decidiram acompanhar as aventuras de Capitão América, Thor, Hulk, Homem de Ferro, Gavião Arqueiro e Viúva Negra.

Vingadores: Ultimato abraça os quadrinhos de maneira a honrar o material que deu origem a tudo o que acompanhamos no decorrer dos dez anos de Marvel no cinema.
Assim, agregando a qualidade técnica de forma elevada, atuações que comprovam o crescimento e desenvolvimento dos personagens e o compromisso em fazer com que cada espectador se divirta, tudo aqui se torna um grande triunfo que somente os maiores heróis da Terra poderiam apresentar.
Certamente quando eu assisti o primeiro Homem de Ferro não esperava estar dez anos depois, em uma sala de cinema lotada, com pessoas sentadas no corredor, vibrando por uma aventura que outrora estava em minhas mãos de oito anos de idade, que se tornaria a próxima e incrível leitura que poderia ser feita em uma manhã ou tarde. Em seguida, como toda criança, vinha o desejo de manejar o Mjolnir, ter uma armadura altamente tecnológica, um escudo inquebrável, saber atirar com precisão ou simplesmente ter uma força descomunal. Como nada disso era possível na nossa realidade, restava então imaginar como seriam esses momentos.
Eis que ao final deste evento Marvel nos cinemas, percebi meus pensamentos vivos, presentes, em movimento, atrelados a lágrimas, aplausos e felicidade!
Ao final, só resta então meu eu de oito anos e o atual, com trinta, dizer: Obrigado Marvel, obrigado!

Nota: 5/5 (F*D# PR@ CAR%LH&)

P.S: Não tem cena pós-créditos!
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