The OA: Parte II - CRÍTICA


Depois de dois anos finalmente temos os eventos posteriores a tragédia do final da primeira temporada. 
A segunda parte de The OA, chega prometendo trazer ainda mais mistérios e teorias e esclarecer algumas questões de sua primeira parte, se consegue, eu ainda não tenho certeza, mas devo dizer que a trama continua bem bizarra e complexa.

Quando The OA chegou na Netflix no final de 2016, arrebatou uma considerável quantidade de fãs com um plot bem misterioso girando em torno do fenômeno Experiências de Quase-Morte. 
Na série, Prairie Johnson (Britt Marling) uma mulher cega e outras quatro pessoas que experienciaram esse fenômeno, são sequestradas por um cientista obcecado pelo assunto. Depois de sete anos a moça que era cega consegue escapar, só que para a surpresa de sua família ela volta com sua visão. Ela consegue reunir quatro jovens deslocados e uma professora para contar sua história, na esperança que eles a ajudem a salvar uma pessoa muito importante. Ela ensina a eles alguns movimentos coreografados que juntos permitem que a pessoa salte para uma outra dimensão. Durante um ataque na escola, os garotos e a professora fazem os movimento e aparentemente nada acontece, Prairie acaba sendo baleada e levada às pressas para o hospital, porém ela tem certeza que deu certo.


Logo no ínicio da segunda parte, descobrimos que sim, Prairie foi para uma outra dimensão. Onde ela ainda é Nina Azarova, porém, seu destino não mudou depois do acidente que ela sofreu durante a infância que a deixou cega.
Uma das maiores críticas da primeira parte era que a série havia deixado muitas questões em aberto e esclarecido pouca coisa a respeito da sua trama. Com a segunda parte a esperança é que todas as teorias criadas em cima dos mistérios deixados pela série fossem desvendados, e é um pouco do acontece de fato, só que cada vez mais estou convencido que The OA não é sobre certezas e explicações.

Na dimensão de Nina Azarova, somos apresentados a alguns personagens novos. Karim (Kingsley Ben-Adir ) um detetive que é contratado para encontrar a jovem Michelle, a versão dessa dimensão para Buck, um dos garotos que Praire reúne. A medida que os caminhos de Praire/Nina e Karim se cruzam e a investigação do detetive vai se aproximando com a conclusão, entendemos que a jornada de ambos está ligada a misteriosa casa citada durante toda série. 
A casa que é apresenta, é um elemento muito importante dessa temporada. É como se fosse um ponto místico daquela dimensão que interliga todas as outras e a forma com que isso é apresentado é de fato muito interessante. 

A segunda temporada está muito mais preocupada em ampliar os sentidos das possibilidades do que explicar o que ela é. The OA abre sua segunda parte abraçando o conceito de multiverso e com isso acaba também abrindo multipossibilidades também. Talvez a produção seja exatamente isso, uma série sobre as possibilidades da vida que são definidas pelas nossas ações.
The OA é instigante, tem um excelente ritmo, cumpre o prometido.
Continua com uma narrativa impecável, um prato cheio para os teóricos de plantão. O final tão ou mais surpreendente que o da primeira temporada, promete explodir ainda mais as cabeças dos fãs. Simplesmente excelente!
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