Homecoming: Um filme de Beyoncé - CRÍTICA

Okay ladies, now let's get in formation


A música e o cinema se completam de tal forma que quando unidas em uma produção, que sabe como exaltar ambos elementos, acompanhamos um espetáculo sensorial, capaz de nos levar as mais diferentes experiências. Em Homecoming, documentário que narra os preparativos e a apresentação de Beyoncé no festival Coachella, que acontece sempre em abril nos Estados Unidos, todas essas sensações se fazem presentes, além de contar uma história sobre empoderamento, inclusão e acima de tudo, o poder que a música possui!

Homecoming é um documentário não-ficcional que irá narrar todo o processo de organização e o show da cantora Beyoncé no festival Coachella em 2018. Passando então por todo o seu repertório, além de incluir participações especiais, tornando-se uma das apresentações musicais mais importantes dos últimos anos na música internacional.

Dirigido pela própria cantora, o documentário segue aquela estrutura clássica de produções que irão trazer o dia a dia de uma turnê musical. Mas nesse caso, o formato se adéqua a narrativa que será contada por Beyoncé a medida que vamos avançando pelas canções.
Desde a escolha da banda marcial que acompanharia os números, as dançarinas, os ensaios, tudo é mostrado de perto, uma sensação que em determinados momentos nos leva a perceber que Beyoncé controla toda a nossa percepção durante as movimentações de câmera, os filtros usados nas imagens, a fotografia que mescla entre o preto e branco, o colorido da apresentação, logo ganhando um efeito de filmagem VHS. Tudo isso para exaltar cada performance da cantora.
Ao adentrar o palco, a câmera faz questão de acompanhar a presença imponente que temos se apresentando, que se achega ao topo de uma pirâmide composta por sua banda e dançarinos, compostos em sua maioria por mulheres.


E é neste ponto que Homecoming transcende e se sobressai de outros documentários musicais!
Desde a entrada de Beyoncé vestida como Nefertiti, até a escolha do título do show, que dá nome a produção documental (Homecoming é parte da programação das faculdades e universidades historicamente voltadas para negros nos Estados Unidos), o que temos aqui é uma história sendo contada através do empoderamento, da cultura afro-americana e principalmente, feminismo.
A figura da mulher está em todo tempo presente aqui, em seu lugar de força e superação. Em certo instante, Beyoncé relata todo o processo pós a gravidez de gêmeos, o esforço em ser mãe, esposa e ainda cantora. Levando-a muitas vezes ao extremo, ao mesmo tempo, vemos na figura da artista, quase que narcisista, a dedicação ao entregar um show que servisse para alcançar diferentes pessoas e os mesmos pudessem se sentir incluídos.
Nisso, a escolha de uma banda marcial, formada por músicos de universidades voltadas para negros, assim como os componentes do coral e as dançarinas, servem de momento representativo, para que aquelas pessoas assumam seu lugar de fala e presença diante de um festival, que pela primeira vez, teve uma mulher negra de apresentando.
Junte isso as mensagens que surgem em tela a cada transição, que farão qualquer um pensar sobre o que a sociedade atual está discursando, fazendo que a mensagem musical de Beyoncé rompa as barreiras do sexismo e do racismo estabelecendo assim um show praticamente definitivo sobre dar voz a quem precisa.

Homecoming: Um filme de Beyoncé é a celebração da música, do feminismo, do empoderamento, da representatividade.
Nos mais de 120 minutos da produção, que intercala momentos da apresentação e bastidores, entendemos a importância e a relevância que aquele show possuiu e possui até hoje. Firmando então a presença da cantora como uma das mais incríveis que esteve no festival Coachella.
Ao final, quando as músicas chegam ao fim e Beyoncé deixa o palco, a sensação que se tem é que tanto o som quanto imagens, depoimentos, expressões ficaram um tempo permeando nosso pensamento, pois esse é o poder quando cinema e música se unem para contar uma narrativa que carrega muito mais que um setlist conhecido. Na verdade, passamos a ter uma trindade divina da arte aqui representada: O cinema, a música e Beyoncé!

Nota: 5/5 (F*DA PR# C@RALH%)
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