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Vingança a Sangue Frio - CRÍTICA

As pessoas precisam lembrar de não mexer com a família do Liam Neeson


Os filmes de ação são recheados de momentos de vingança!
Talvez este seja um dos sentimentos que mais movimenta as narrativas e fazem com que as cenas arranquem do público um pouco da sensação de justiça. Mas que tipo de justiça estamos falando?
Se nessa história Liam Neeson estiver presente estaremos falando de busca por aqueles que causaram algo contra sua família e assim, fazer com que paguem pela dor gerada. Soa semelhante a outros filmes do ator? Sim, mas o mesmo senso de perigo ou inspiração para os momentos onde o protagonista precisa demonstrar com os punhos o que é capaz de fazer!

Nels Coxman é um motorista de trator de neve, que abre caminho nas estradas para que as pessoas consigam transitar entre as cidades. Após ganhar o prêmio de Cidadão do Ano em sua cidade, o homem se depara com a morte do filho por overdose, levando-o assim em um busca por quem na verdade fez isso com o rapaz, revelando uma rede de criminosos responsáveis pelo tráfico de drogas.

Hans Petter Moland é quem comanda a adaptação/remake do seu próprio filme de 2014, mas desta vez o que diretor realizou no original O Cidadão do Ano, parece se tornar apenas um pastiche genérico que não sabe qual narrativa deseja seguir. 
Apesar de ser visceral em algumas cenas de ação e confronto, a estética do filme não ajuda para que tais momentos realmente carreguem o peso de uma vingança. Há cortes abruptos justamente quando o momento derradeiro para os vilões acontece, o que deixa o espectador com um sentimento de falta durante o decorrer da trama.
Por outro lado, o diretor explora o humor satírico mórbido, colocando situações tragicômicas durante os atos de violência, o que deve arrancar aquela risadas, interrompidas logo por um pensamento do quão errado é tudo o que está acontecendo.


Desta forma a produção é uma piada a longo prazo, sem graça e sem as motivações convincentes o suficiente para que a jornada em busca de redenção aconteça.
Há todo um esforço para que no decorrer da história os nomes dos alvos assassinados surjam em tela, com um toque "Tarntinesco" para coisa, capaz de gerar um certo estilo, entretanto, entre um novo momento de brutalidade do protagonista, e a busca pelos próximos bandidos, somos entregues a tramas paralelas que são descartáveis, vilões unilaterais, personagens coadjuvantes que somem e aparecem quando bem entendem, um núcleo policial descartável, além do texto soar por diversas vezes racista e sexista!
E se pararmos para contar, há uma, no máximo duas cenas que realmente colocam o protagonista em ação, conseguindo empolgar o público, no mais, é um festival de previsibilidade, repleto de atuações caricatas, exageras ou totalmente inexpressivas. Nem ao menos o herói da história parece acreditar no que passa a fazer, deixando Liam Neeson marcado como alguém que não sabe dar camadas quando algo a mais é exigido do papel em questão. Mas esperta mesmo foi Laura Dern, que pouco fez, pouco apareceu e logo deu um jeito de sumir desse festival clichês na neve.

Vingança a Sangue Frio possui um humor ácido, mórbido, que perambula por diversas sequências da película. 
Ao mesmo tempo é dirigido sem a mesma maestria e criatividade do material original, tornando-o uma obra sobre vingança descartável, insípida, capaz de deixar a atenção do espectador escapar entre um ou outro letreiro que aparece em tela.
Se a intenção de Liam Neeson é se tornar o grande nome da "ação de resgate e vingança", certamente ele já possui esse título graças a outras obras em sua carreira, pois esta daqui soa mais como uma grande história contada pelo tio chato da família no final do ano, longa, arrastada, onde você até começa rindo, porém, os minutos passam e o sentimento que fica é que sair dali é mais interessante do que o final da narrativa!
Aliás, se a tentativa foi lembrar Fargo, é bom pedir desculpas aos irmãos Coen por esse sacrilégio!

Nota: 1,5/5 (É... Existe)
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