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Titans - CRÍTICA



Titans chega para dar início ao streaming DC Universe, com uma pegada ainda mais obscura que o universo cinematográfico e muita violência explícita.
Baseada na história original dos quadrinhos dos Jovens Titans, protagonizado por Teagan Croft, Brenton Thwaites, Anna Diop e Ryan Potter, a série se tornou uma surpresa muito agradável em sua maior parte para os fãs, entre algumas ressalvas.

Pra quem não lembra, antes mesmo de sua estreia, a série já estava envolta em uma polêmica muito recorrente do mundo nerd: A escalação de Anna Diop, uma atriz negra, para interpretar a alienígena Estelar que tem a cor de pele laranja. Além da caracterização dos personagens principais, causou uma certa revolta nos fãs e com isso a descrença da qualidade da série, mas a produção conseguiu se mostrar muito interessante logo no começo, contornando de certa forma essa situação.

Titans começa contando sobre a vida de Rachel (Teagan Croft) que depois de descobrir que possui poderes sobrenaturais começam a ser perseguida, até que o seu caso chega às mãos do detetive Dick Grayson (Brenton Thwaites), que está se desvencilhando da sua vida de antigo Robin. Ao mesmo tempo em que Kory (Anna Diop) desmemoriada, tenta se lembrar de seu passado e também acaba encontrando em Rachel uma pista do que poderia estar lhe acontecendo.


A primeira temporada de Titãs é muito focada em construção de personagem, quase todos os episódios tem o objetivo de contar a história de alguém. Até mesmo os coadjuvantes, como Rapina (Alan Ritchson), Columba (Minka Kelly), Moça-Maravilha (Conor Leslie) e até mesmo o Robin substituto, Jason Todd (Curran Walters) tem um episódio dedicado ao seu desenvolvimento. O que é totalmente esperado de uma primeira temporada, mas que Titans consegue fazer com excelente maestria.
Se antes tínhamos como referência as personalidades desses personagens vindas das animações, agora temos outras completamente diferentes. Também é importante destacar a interação dos protagonistas, eles têm uma química muito boa, juntos e até individualmente. É sempre empolgante vê-los juntos, ajudando uns aos outros se conhecendo e criando uma amizade que posteriormente vai conduzi-los a se tornarem os Jovens Titans.

Ao mesmo tempo que a série se preocupa muito em construir seus personagens e suas personalidades, desenvolve um plot em cima de Rachel, baseado em um dos maiores arcos dos quadrinhos que é a volta do pai da garota, o grande demônio Triggon. Ao mesmo tempo que é bastante ousado trazer logo de cara o arco mais importante de Titans, também é muito perigoso, afinal ele acabou ficando de lado no meio disso tudo.
Fora isso a série traz muita ação e violência sem ter medo de se tornar pesada. Desde o primeiro tiro na cabeça do episódio piloto, a gente tem certeza que a temporada não pretende ser leve em momento algum e cumpre isso excelentemente.


O destaque de atuação vai para Brenton como Dick que absorveu muito bem a personalidade dura e ao mesmo tempo esse sentimento paternal de proteção, é um personagem com muitas camadas que foi muito bem trabalhado pelo ator. E também Anna Diop, com uma Kory/Estelar completamente diferente da que a gente conhece, muito sarcástica e violenta, ela mesmo, entre tantas crítica anteriores, acabou ganhando a confiança da maior parte dos fãs.

Por fim, Titans se preocupa muito em desenvolver os personagens principais e acaba esquecendo do plot da série, o que acaba deixando a desejar, entregando uma temporada de fato sem final, com um desfecho anti-climático.
Mesmo assim pelo conjunto da obra, vale muito a pena assistir a produção, apesar desse pequeno deslize no final, o programa consegue ser a melhor série da DC até o momento.
Dica: tem cenas pós-créditos.
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