Escape Room - CRÍTICA

Um Jogos Mortais copiado por Millennials



Em 2004, Jogos Mortais trouxe um novo fôlego ao cinema de suspense e terror. 
A proposta era justamente ver pessoas indo ao limite da sobrevivência, enfrentando seu passado e muitas vezes, não ficando vivas para contar a história.
Em 2019, Escape Room surge com a ideia colocar pessoas diferentes em uma disputa pela sobrevivência, passando por diferentes estágios, onde armadilhas são colocadas e é necessário decifrar enigmas para se manter a salvo. Semelhanças a parte, a nova produção, não tem força para ser suspense, tão pouco terror, esquecendo na fórmula também, o carisma.

Um grupo de pessoas é convidado para entrar em uma disputa das famosas Escape Room, pois ao vencedor que conseguir decifrar as pistas e sair das salas do jogo, o prêmio de dez mil dólares o espera. Entretanto, logo de início todos os competidores percebem que não se trata de um jogo misterioso, mas sim, uma verdadeira corrida pela sobrevivência.

Adam Robitel comanda a produção sem nenhuma criatividade aparente, a não ser nos momentos das salas. 
A câmera não oferece nada que já não tenhamos visto em outras produções e de uma maneira bem insipida passa longe de algo inovador para o gênero de suspense.
O que é louvável é o design de produção, que trabalha o orçamento que possui, de uma maneira aceitável e até interessante. Cada cenário é construído para instigar não apenas a curiosidade do personagem, mas também do espectador, que certamente vai se questionar onde estarão as próximas pistas que poderão salvar aquele grupo. E quando as mesmas entram em ação, se torna algo empolgante de se acompanhar, porém logo um ritmo moroso assume o momento, trazendo a procura por chaves, elementos, objetos que deveriam ser parte fundamental da trama para o foco, culminando por ocupar um espaço da narrativa que ao invés de avançar, atrasa. 
Ao mesmo tempo, a escolha por uma classificação 14 anos ameniza diversos momentos da película, o que deixa as cenas de ação sem emoção suficiente para que a história realmente entregue o senso de perigo que gostaria que acreditássemos desde o início do filme.


Nisso, a narrativa oferece todos os clichês possíveis e imagináveis, personagens caricatos, sem nenhum desenvolvimento aparente, muito menos se empenha em manter os mistérios que cercam as Escape Room.
Utilizando de rápidos (alguns mal executados) flashbacks, a história procura revelar o que há por trás de cada pessoa que foi escolhida para participar daquele jogo, mas por conta da forma abrupta é impossível estabelecer uma relação de empatia, muito menos torcer por algum deles. O que pode fazer o espectador mais desatento perder a sequência de alguma morte no elenco e ainda assim, continuar acompanhando a narrativa como se nada tivesse acontecido. Pois, quando somos apresentados a informações sobre quem está participando do jogo, a história está quase finalizando, deixando o que é mostrado quase que desconsiderável. Junte isso ao estilo mais piegas de se colocar novos elementos.
Ao mesmo tempo, com a necessidade de possivelmente gerar uma franquia, a trama perde o tempo de finalizar sua história. Quando acompanhamos um sobrevivente indo até um determinado local para mostrar que tudo havia acontecido de verdade e nada se encontra no mesmo, seria o instante perfeito para os créditos finais subirem. Contudo, mais informações novas são entregues, o que faz tudo perder o pouco de força que estava quase conquistando.

Escape Room não é o novo Jogos Mortais, na verdade, está bem longe de qualquer semelhança com a franquia que conseguiu sucesso aliado a armadilhas bem engenhosas.
O que temos aqui é uma produção apressada, incoerente, perdida no excesso de elementos narrativos, carregando consigo também um elenco estereotipado e nada carismático.
Nessa tentativa de criar uma nova leva de filmes onde a sobrevivência é o foco principal, enquanto pessoas desvendam mistérios sobre o que está a sua volta e seu passado, faz com que tudo soe como aquela frase tão conhecida: "Copia, mas não faz igual"! E não foi feito igual, entretanto tem a maior cara de clone barato sem nenhuma criatividade. 
Que James Wan os perdoe!

Nota: 1,5/5 (É... Existe)
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