Ads Top

Alita: Anjo de Combate - CRÍTICA

Talvez foram os atrasos, talvez foi a Fox ou talvez foi o excesso de informação


Já se houve falar de Alita desde 2017! 
Apresentado como uma nova obra de Robert Rodriguez, com produção de James Cameron, o filme chamou atenção a primeira vista pelo seu visual, pelos os efeitos bem empregados e uma história interessante. Entretanto, datas de lançamentos foram alteradas e até mesmo declarações do autor da obra podem ter prejudicado esta película que ao tentar entregar uma aventura futurista, apresenta inúmeros elementos, sem saber para onde vai.
Hollywood novamente se apropriando do que não deve!

Dr. Ido está vasculhando os destroços que caem de Zalem, a cidade flutuante sobre todos que ali vivem, até que encontra partes do corpo de uma ciborgue ainda com vida. 
Ao restaurar a máquina, lhe dá o nome de Alita, além de novos membros, porém há muito mais no passado da ciborgue que aparenta. Algo que poderá colocar em risco a vida de todos a sua volta, principalmente se ela pôr suas habilidades em prática!

Robert Rodriguez dirige a produção sem apresentar nenhuma novidade no comando de câmera. 
As cenas de ação são executadas com assertividade apenas, fazendo com que o espectador acompanhe cada movimento empregado, porém não há nada de espetacular nisso. 
Em contrapartida, o design de produção e os efeitos visuais se encarregam da grandiosidade, tanto nas ambientações, quanto nos personagens e em suas sequências de combate. Isso fica nítido quando percebemos os movimentos do cabelo da protagonista, as marcas em seu rosto ou até mesmo como a chuva cai sobre ela, nesse aspecto, a produção demonstra total empenho para convencer quem fosse assistir.


Entretanto, o que sobra de esforço visual não sustenta um roteiro repleto de arcos, informações, elementos que não são aproveitados da maneira correta.
Se pararmos para analisar, Alita demonstra uma série de histórias dentro de seu roteiro: a origem da heroína, a descoberta dela para com o mundo, o passado da protagonista, o seu vínculo com Dr. Ido, o seu vínculo com Hugo, sua carreira como Guerreira-Caçadora, sua carreira como competidora, sua vingança, a descoberta de "poderes" e por aí vai!
A narrativa soa mais episódica do que como um filme em si, a cada nova transição, sabemos que uma nova informação será acrescentada, um pequeno arco começará e chegará ao fim de uma maneira nada convencional. Isso faz com que, tirando a protagonista, os personagens não sejam desenvolvidos e até mesmo, tornando suas motivações um festival de clichês. Além disso, diversos diálogos são expositivos, infantilizados e caricatos, não há possibilidade de capturar a empatia do público desta forma.
Produções assim são uma demonstração da forma errônea que Hollywood tem de se apropriar de textos que não são da sua cultura. Alita originalmente é um mangá, como tal possui arcos, histórias a serem contadas, aqui tudo é genérico, sem emoção, sem alma. Um espetáculo visual que falta um enredo atrativo. Desta forma, o que vemos na produção é novamente uma tentativa de franquia mal sucedida, onde bons momentos são substituídos por situações que já vimos, já assistimos e que não empolgam.

Alita: Anjo de Combate é uma produção que ao finalizar te deixa com um gosto ruim na boca. 
Uma sensação amarga que no fundo pode apresentar notas adocicadas, mas que para chegar nisso é necessário um exercício muito grande de paciência para degustar os momentos episódicos e sem criatividade. 
O que salva aqui é sua equipe técnica, que demonstra um talento sem igual a apresentar criaturas visualmente incríveis e assustadoras ao mesmo tempo, que são o grande destaque das cenas de ação e combate.
Ao final, a película nada mais é que um filme de ação genérico, um princípio de franquia que não fará alarde com o público e certamente será esquecido nos próximos dias. 
E este é o grande problema do cinema: uma produção que não é ruim, nem boa, é morna, neutra e esquecível!

Nota: 1,5 (É... existe)
Tecnologia do Blogger.