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Wifi Ralph: Quebrando a Internet - CRÍTICA

Animação possui o melhor número musical de uma princesa nos últimos anos



Trabalhar o universo dos games no cinema sempre foi um desafio! 
Se colocarmos na balança as produções live action que fizeram sucesso ao adaptarem histórias dos jogos, poucas se saíram bem nas bilheterias e conseguiram conquistar o público em geral. Quando Detona Ralph estreou com esta temática, trazia algo novo, não era uma adaptação, mas carregava os elementos que fazem os games conhecidos, além de vários personagens famosos em pequenas aparições. E como todo e qualquer sucesso, ganhou um continuação, desta vez, indo mais longe, na internet, mas essa viagem pela web dos protagonistas rende muito mais que momentos repletos de referências, como sempre, a Disney joga a lição para os adultos com seu jeito infantil.

Ralph e Vanellope vivem bem no fliperama, trabalham em seus jogos durante o dia e a noite aproveitam para perambular pelos outros games, mas para corredora falta algo em sua vida. Assim, quando o grandalhão que detona tudo decide ajudar, acaba por colocar a Corrida Doce em risco de desligamento, e isso levará a dupla até a internet em busca de um item essencial para que tudo volte como era antes. Ou não!

Rich Moore e Phil Johnston dividem a direção da continuação do filme de 2012, desta vez ainda mais colorido, com mais referência aos games clássicos e trazendo uma narrativa que consegue tocar em pontos importantes para a vida.
O interessante aqui é o design criado para representar a internet, infelizmente, algumas coisas lembram o catastrófico "Emoji: O Filme", mas aqui realizado com assertividade. É possível então, ficar deslumbrando e tentar percorrer a tela do cinema tentando encontrar todos os nomes de sites e redes sociais conhecidos, algumas aqui ganhando até personificação, como o Twitter.
Tudo isso faz com que o traço usado para animação continue respeitando as movimentações dos personagens que pertencem a jogos em 16 Bits, assim como aqueles da nova geração ganham suas características corretamente. Nisso, a animação dosa bem as cenas de ação criativas, principalmente quando Vanellope está no volante, as encaixando em ambientes elaborados de maneira exímia, como a plataforma de vídeos na internet, a Deep Web ou o jogo Corrida do Caos. Sem falar na aparição de figuras conhecidas como os personagens da Marvel, Star Wars, Stan Lee e as Princesas, que rendem um momento pra lá de inusitado, engraçado e que ajuda na continuidade da trama, até mesmo fazendo com que Vanellope protagonize a melhor sequência musical de uma princesa nos últimos anos do cinema!


Trama esta que vai além do que se espera.
Aqui, cada um dos personagens já superou os questionamentos de quem eram realmente, elementos presentes no original, e desta vez, a narrativa se preocupa em tratar o relacionamento entre amigos, de uma forma não saudável, até mesmo, abusiva. 
As inseguranças de Ralph são transmitidas a Vanellope, que elabora todo um processo de culpa por seguir aquilo que deseja deixando seu amigo de lado, e por conta do egoísmo do protagonista coloca a vida da pequena corredora em risco diversas vezes. Certamente, momentos assim irão arrancar risadas das crianças, pois vem acompanhados de uma piada, e dos adultos também, que ao final do riso, se depararão com algumas coisas questionáveis!
Essa capacidade da Disney de dialogar com todas as idades eleva o material da continuação, não descaracterizando a primeira produção, fazendo com que os longas se encaixem, complementando a jornada de ambos protagonistas nas duas histórias!

Wifi Ralph: Quebrando a Internet é belíssimo visualmente, divertido, engraçado, com personagens cativantes e referência que deixarão os fãs de games muito felizes, até mesmo, atônitos com o tanto de elementos que aparecem em tela.
Com um design assertivo na representação da web, a narrativa desenvolve os protagonistas de forma a apresentar novas camadas, dilemas e questionamentos que servem para prestar uma lição tanto para o público infantil, quanto para os adultos que acompanham os pequenos nas sessões de cinema.
O fato é que referenciando os jogos, a Disney até hoje é um dos poucos estúdios que possui uma produção que consegue fazer sucesso utilizando essa temática, isso coloca em questionamento quais os erros que as outras narrativas tem cometido para não alcançarem tais marcas. Talvez seja a falta de personagens carismáticos, ou o excesso de reclamações dos fãs? 
Entre acertos deste longa, e falhas alheias, Ralph e Vanellope conseguem um feito ainda mais importante: agradar e referenciar, tanto quem joga online hoje em dia, quanto quem já assoprou muito cartucho nessa vida!

Nota: 4/5 (Ótimo)
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