Dragon Ball Super: Broly - O Filme - CRÍTICA

Até o momento, a melhor animação que chegou aos cinemas em 2019



Dragon Ball é um ícone da cultura pop!
As aventuras de Goku, Vegeta, Gohan e todos os outros guerreiros renderam e rendem muitas produções em diferentes mídias. E sempre quando há um retorno, o público fica eufórico, já que é sinônimo de novidade e nostalgia misturados em um único pacote. 
Desta vez, utilizando os elementos do anime "Super", temos a introdução de um personagem já conhecido ao cânone, mas engana-se quem pensa que tudo foi realizado de qualquer forma para que logo todos caiam na porrada, a porrada existe, junto a uma narrativa que deixa tudo muito mais divertido!

Há 41 anos atrás, antes do planeta Vegeta ser destruído, uma criança com um enorme poder de luta, foi mandada para um planeta inóspito, junto de seu pai, por receio do regente dos Saiyajins. Os anos passam, Goku e Vegeta estão treinando, até descobrirem que Freeza roubou as esferas do dragão de Bulma para fazer um pedido. Logo, os guerreiros vão ao encontro do vilão, que desta vez tem um novo aliado, Broly, a criança expulsa do planeta natal dos Saiyajins, que agora busca vingança pelo o que ocorreu!

A direção é de Tatsuya Nagamine que utiliza bem os elementos clássicos da franquia, além inovar diversas vezes. O interessante aqui é o quanto o comando da produção eleva o nível do traço já conhecido, trabalha bem luminosidade e o colorido, deixa os movimentos dos personagens mais fluidos, isso sem perder a qualidade do desenho.
A combinação entre 3D e 2D funciona sem parecer estranho ou desconexo, pois muito do que é computação gráfica fica para os ambientes e locais onde as batalhas ocorrem, fazendo com a fotografia também se destaque, assim, quando há mudança de cenário ou até mesmo luminosidade nas cenas, tudo continua bonito visualmente. E isso também encontramos nas lutas, que permitem uma melhor observação de tudo o que está ocorrendo em cena, sejam movimentos em solo, ou aéreos, entendemos quem está golpeando quem, além disso, ao escolher em uma determinada sequência, usar o ponto de vista em primeira pessoa, a direção deixa a experiência ainda mais imersiva e empolgante, como se o espectador fizesse parte das luta de Goku. Sem falar na trilha sonora que mistura os temas clássicos, com solos de guitarra e melodias que evocam o nome dos personagens enquanto a ação ocorre!


Neste mesmo sentimento, a narrativa estabelece esse como o melhor filme de Dragon Ball já realizado!
O primeiro ato do filme se propõe em explicar o que aconteceu ao novo personagem, a relação com os demais protagonistas, além de adaptar características que já haviam sido usadas, mas que agora, canonicamente fazem mais sentido, por conta da história que está sendo contada. Logo, e com uma transição que evoca as trilhas sonoras já conhecidas do anime, a trama passa para o que mais interessa, o confronto, que acontece de três formas diferentes, cada uma estabelecendo bem a personalidade dos personagens já conhecidos, o seu estilo de luta e seu comportamento. Tudo isso sem deixar de lado as piadas que conhecemos, o estilo inocente de Goku e as Esferas do Dragão, razão desta saga existir. Assim, o roteiro consegue o feito de encaixar um "novo personagem" em um arco já estabelecido, preparando o caminho para novos acontecimentos. E isto não soa como um cliffhanger desleixado, pelo contrário, há total sentido nas ações que ocorrem no clímax, da mesma forma, suas consequências.

E sem deixar que isso passe despercebido, é preciso enaltecer o trabalho de dublagem brasileira que consegue gerar no espectador uma emoção arrepiante. 
Wendel Bezerra, Alfredo Rolo, Dado Monteiro, Carlos Campanile e Felipe Grinnan, são alguns dos nomes que dão vida a personagens tão importantes e que fazem parte da infância de muita gente. Tanto que quando o último Kamehameha começou a ser pronunciado no cinema, a sala inteira gritou junto com o Goku! 

Dragon Ball Super: Broly é, até o momento, a melhor animação que chegou aos cinemas em 2019! Com uma direção que utiliza novos e clássicos elementos da franquia, em compasso a um design de produção que eleva a qualidade do traço e dos movimentos, alinhado a uma narrativa concisa que estabelece novos rumos para saga, ao mesmo tempo que apresenta novos personagens, este longa metragem dos guerreiros mais poderosos do universo serve tanto para fazer os mais jovens vibrarem, quanto para quem é mais nostálgico enxugar lágrimas em alguns momentos.
São poucas as histórias que conseguem um feito na sétima arte: encantar novos e antigos espectadores em um mesmo filme, pois ainda consigo ficar emocionado lembrando dos adultos e crianças juntos gritando o Kamehameha. E certamente, se o Goku tivesse feito uma Genki Dama, eu teria erguido os braços para ajudar!

Nota: 5/5 (F#D@ PR# CAR$LH%)
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