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Como Treinar o Seu Dragão 3 - CRÍTICA

O adeus de uma grande amizade

Amizades podem surgir de lugares que mal esperamos!
Normalmente, os opostos se tornam próximos nesses casos, mas aqui, no mundo de Como Treinar Seu Dragão, esse laço foi rompendo barreiras. Desde a não aceitação no primeiro filme, até o quão ameaçadores podem se tornar no segundo, tudo isso para que chegássemos a finalização desta trilogia com o pensamento de que uma amizade tem sim capacidade de ser tão incrível, assim como os protagonistas dessa animação.

Após um ano dos acontecimentos do segundo filme, somos apresentados a uma nova Berk, uma ilha muito bem estruturada com a ajuda dos dragões, e que agora possui integralmente a convivência entre vikings e dragões. Entretanto, junto às mudanças surgem novos inimigos.
Após se tornar um lar para os dragões, Berk se torna muito mais visada entre os caçadores de dragões, entre eles, somos apresentados a Grimmel, um poderoso domador de dragões e matador de Fúrias da Noite. Sem muitas opções e com um exército atrás de si, Soluço sente peso de sua liderança quando tem que tomar a difícil decisão de abandonar sua ilha para buscar um lugar seguro para seus novos amigos dragões.

Com direção de Dean DeBlois, o filme é sem dúvidas uma produção linda. 
Muito presente em cores, um 3D que funciona e até cenas em luminescência dão ao filme uma estética incrível. A trilha sonora encaixa bem, principalmente nas cenas de ação, e os efeitos de fluidez, a exemplo tanto do ácido expelido pelos dragões quanto os cabelos que nunca mais pararam de voar, estão impecáveis.
Nesse fim de franquia, podemos acompanhar diversas batalhas entre os cavaleiros e os caçadores de dragões, o desenvolvimento amoroso de Banguela com a Fúria da Luz e levar um leve tapa para entender que relacionamentos não são prisões, sejam eles na configuração que for.


A história em si se propõem a desenvolver seus personagens, seus conflitos e até mesmo relembrar situações dos filmes anteriores. Essas referências fazem com que a amizade entre Soluço e Banguela ganhe novas camadas, e por consequência, vá nos apresentando elementos das personalidades dos dois companheiros que ainda não tínhamos visto. O dizer "adeus" nunca é uma situação fácil e nesta produção a trama nos prepara para isso, levando a entender que é possível que tais criaturas, que começaram a ser odiadas ainda estejam por aí, mas esperando que amizade entre humanos e dragões novamente ressurja! 

Com os personagens de filmes anteriores ganhando destaque o filme consegue diversos momentos cômicos e até alguns em que a lágrima escorre. 
Podemos dizer que foi um desfecho adequado para a história que conhecemos e amamos tanto, porém deixando um pouco a desejar. Vale à pena conferir o desfecho dessa incrível amizade viking? Vale, afinal, quem não queria um dragão como melhor amigo?!

Nota: 4/5 (Ótimo)
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