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O Rei Leão e o poder de nos encantar

"É o ciclo sem fim que nos guiará à dor e emoção, pela fé e o amor..."



Fomos impelidos por um sentimento nostálgico misturado a um deslumbre sem tamanho com a primeira prévia do Live Action do clássico da animação, O Rei Leão, de 1994. Vislumbrar todo avanço tecnológico para dar ainda mais vida a personagens tão marcantes da Disney, fez muitos amantes da cultura pop se emocionarem.
Ao assistir novamente a esta obra que mistura a magia Disney com referência diretas a Shakespeare, é evidente que existe muito mais do que as canções que não saem da cabeça, uma animação competente e divertimento, há uma atmosfera de encantamento que vai desde a sequência inicial ao clímax! Que consegue capturar o adulto que assistiu no cinema da época, ao jovem que está descobrindo agora quem é Simba!

Mufasa é um rei, um leão que comanda toda savana africana, e seu herdeiro acabara de nascer, Simba, e a medida que o príncipe vai crescendo, começa a descobrir as responsabilidades e tudo mais que o reino dos animais possui. Porém, o irmão do rei, Scar tem um plano que não permitirá que a "coroa" chegue até Simba, nem que para isso tenha que dar fim ao sobrinho e ao atual regente, e enfim consiga o que tanto quer, comandar todos os leões e criaturas.

Dirigido por Rob Minkoff e Roger Allers a produção foi um marco dos estúdios Disney, sucesso de público e crítica, além de vencedor dos Oscar de Melhor Trilha Sonora e Canção Original em 1995. Desde a fotografia, aos traços empregados e efeitos visuais, o longa consegue criar toda atmosfera da savana em uma experiência cinematográfica de encher os olhos. As cores são empregadas com maestria, os tons quentes dão vivacidade para os ambientes assim como os personagens. 
O design de produção, que viajou até os locais da África para capturar imagens e obter inspiração, emprega isso muito bem na forma como somos apresentados a cada local. Junto a isso, o desenho dos animais, ainda que recebendo um toque cartunesco, faz jus aos movimentos reais que as criaturas realizam, já que por várias vezes, os responsáveis pela animação, tiveram a presença de leões de verdade para se inspirarem na hora de criar.


Toda essa excelência técnica fica ainda mais evidente com a história que vai nos sendo contada.
Abraçada a clássica Jornada do Herói, com inspiração em Hamlet, a narrativa apresenta diversos elementos cativantes e alguns surpreendentes. Se trata de uma trama de descoberta, aceitação, vingança e redenção. Entrelaçado a isso temos um humor apurado, uma marca das produções do estúdio, que aqui ganha força principalmente com os coadjuvantes.

Nisso encontramos um encantamento maior por essa obra, pois abordar conceitos tão profundos de uma forma que pode parecer simples e voltado para o público infantil, não é algo que qualquer animação consiga!
Há na trajetória de Simba uma identificação atemporal, que capaz capturar a atenção do mais novo ao mais velho, com situações que geram total empatia pelo personagem, suas escolhas, decisões e suas conquistas. É possível então sentir a dor do protagonista, assim como vibrar quando retorna a Pedra do Rei, deste modo, quando está junto de Timão e Pumba, a empolgação que nos leva a cantar toma conta do momento, gerando ainda mais apreço pelo filme.

O Rei Leão é uma obra que transcende diversos aspectos, mas possui uma capacidade ímpar, de gerar um sentimento quase unânime de que estamos assistindo a um clássico indiscutível.
Executado de forma exímia, que vai da direção, fotografia, design e trilha sonora, que possui canções que até hoje fazem o público querer entoar no mais alto tom, o longa animado é um sucesso que vai além da sua época de lançamento. Entretanto, acima de tudo isso, o sentimento que fica é aquela alegria de criança, de correr com a fita VHS verde da Disney para colocar no videocassete e poder assistir, repetir as falas, sentir tudo o que a película consegue produzir ao espectador. 
Se com uma pequena prévia um emaranhado de emoções tomou conta do coração daqueles que cresceram com essa história na lembrança, fica no imaginário quais serão as reações quando as luzes da sala de cinema se apagarem e a canção inicial começar, quando os animais se curvarem, quando um pequeno leão for erguido mostrando que o Rei tem um herdeiro! 
Certamente será um misto de alegria, lágrimas, pois um clássico jamais é esquecido e o ciclo da vida sempre continua!
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