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Review: Titãs

Um começo interessante para uma produção que quer se provar mais do que pode



As produções da DC em parceria com a Warner são regadas por uma expressão nada agradável para os fãs: Polêmica. Principalmente se formos falar do seu universo cinematográfico, onde nada parace estar nos eixos ainda, e poucos acertos aconteceram. Entretanto, no que se refere as séries, a casa do Batman parece entender plenamente o que está fazendo, não é pra tanto que os crossovers de produções que já fazem sucesso ganham cada vez mais espectador. Nesse sentido, lançando seu serviço de Streaming, a DC aposta em personagens que fizeram parte da infância de muita gente, por conta de sua animação, mas acaba que esquecendo que nem tudo precisa continuar sendo sombrio e realista.

Dick Greyson, o atual Robin, se muda para Detroit, com a intenção de sair da sombra do Batman e trilhar seu próprio caminho como vigilante. Ao mesmo tempo, Rachel começa descobrir seus poderes ligados a estranhas manifestações, porém quando sua mãe é morta na sua frente, os caminhos da jovem e de Dick se cruzam. Em outro lugar, Estelar desperta após um acidente de carro, algo está errado, fazendo com que a mesma tenha que enfrentar bandidos para entender um pouco sobre o que de fato está acontecendo.

Esse primeiro episódio serve justamente para situar o espectador no que leva cada um dos personagens ao contexto atual, não existem muitas explicações para alguns, já para outros tudo é facilmente entendível, o que pode começar a gerar uma certa empatia pela interação que começa a ser desenvolvida. Dito isso, há algo no piloto de Titãs que ganha muito destaque, a violência. A direção não economiza em mostrar as consequências de golpes, tiros, facadas e rajadas de energia, ao mesmo tempo que as coreografias são executadas com precisão e convencem na hora das movimentações. O embate de Estelar com membros da máfia é algo assertivo, assim como a luta de Robin no beco.
Já a caracterização, tão questionada e pretexto para manifestações preconceituosas também, é algo que faz jus a história que está sendo contada, tanto uniformes, quanto figurinos, maquiagem e cabelo, contextualizam os personagens, deixando claro através desses elementos a sua busca em um lugar no mundo, principalmente quando o foco é a alienígena.


A narrativa, por sua vez, vai estabelecendo alguns mistérios que deverão ser respondidos ao longo da temporada, o que provavelmente vai estabelecer um senso de zelo por um dos personagens pelos demais membros do grupo. Mas história tem um foco interessante quando o quesito é a rebeldia jovem, demonstrado através de fuga, pancadaria, invasão e palavrões. Não estamos assistindo uma produção que passa em horário onde crianças e adolescentes estão em frente a televisão ou computador, é uma produção que quer ser um pouco mais do que devia. Isso pode ser um acerto, da mesma forma que pode afundar completamente pois a necessidade de tornar tudo "sombrio e realista" perde um pouco do fantástico, fora do normal conhecido desses personagens. Logicamente isso pode ser demonstrado e corrigido no decorrer dos episódios.

Titãs começa de forma interessante e promissora.
Dosando violência, relacionamentos e descobertas, a série possui pontos que se trabalhados da maneira correta podem transformar a narrativa em algo ainda não visto em uma produção de série baseada em quadrinhos. Entretanto, se a história buscar se sustentar em explicações lógicas para acontecimentos, teremos não só um distanciamento da mídia original, mas também de um púbico que já vê esse tipo de coisa acontecer em outro serviço de streaming, com outra empresa de quadrinhos.
Assim, só a continuidade dirá se a jornada de Robin e seus amigos demonstrará toda a força que o nome do grupo faz referência, e desta forma, conseguir espaço não apenas no mundo, mas em um universo de tantas histórias já contadas, algumas cativantes, outras dispensáveis, mas se é individualidade que eles querem, começaram da maneira certa, ainda mais ligando o "foda-se" pro Batman!
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