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BGS 2018 | COM OUTROS OLHOS

Foto: Brasil Game Show/Reprodução 

Ano passado foi a minha primeira edição da Brasil Game Show, e foi uma experiência muito boa por alguns motivos. Fui como visitante, então aproveitei a feira como um visitante: a animação para enfrentar fila e jogar os lançamentos que eu queria, tirei fotos com todos os streamers e YouTubers que eu acompanhava, posei em frente aos estandes dos meus consoles favoritos e passei 80% do meu tempo babando na área da Twitch – porque, para quem não sabe, eu quero muito ser streamer. Eu saí da BGS 2017 com os olhos brilhando, convencida de que era uma obrigação comparecer nas próximas edições. E a BGS 2018 foi, como o esperado, uma experiência igualmente muito boa, mas dessa vez por motivos totalmente diferentes.

Para começar, esse ano eu fui de imprensa – o que por si só já é uma baita mudança em relação à última feira – e eu pude enxergar a BGS de um outro ângulo. O passe de imprensa te dá alguns benefícios dentro do evento: um dia exclusivo fechado ao público, acesso à Sala de Imprensa, filas especiais (até para pegar a água do miojo); mas tudo isso em troca de um trabalho intenso de cobertura que eu não fazia ideia. Jornalistas e redatores dão duro na BGS, e ter tido contato com a paixão dessa galera me causou quase que uma epifania. Eu comecei a perceber como a comunidade por trás dos sites é forte – tão forte quanto a de um canal no YouTube – e bateu uma inspiração que me fez querer fazer parte desse grupo, trabalhar mais para estar no meio de uma rede tão sensacional.

Tive a oportunidade de participar da Xbox Fanfest (evento organizado para os fãs do console) e o fervor do pessoal ao ver Rod Fergusson, produtor de Gears of War, era contagiante: um coro gritando “Rod! Rod! Rod!” em uníssono, copos levantados no ar – quando fui perceber, eu já era uma das muitas vozes na multidão. Vocês acreditam que aconteceu até uma cerimônia de casamento? Com direito a bolo, buquê e brigadeiro, o quão incrível é isso? A BGS sendo palco para a união eterna (eu espero) entre duas pessoas só reforça que essa feira representa mais do que uma mera mostra de games. Não peguei o buquê, mas ganhei brindes legais, então acho que não posso reclamar.


 
Foto: Brasil Game Show /Reprodução 

A festa no primeiro dia deu lugar, no resto do evento, para as cansativas maratonas dentro do espaço imenso da feira, que estava consideravelmente maior e mais cheia do que a do ano passado; o próprio Marcelo Tavares disse, na coletiva de imprensa, que foram adicionados mais de 120 estandes nessa edição. As estações estavam super atrativas para quem passava perto: a 2AM expondo dois PCs insanos feitos em parceria com o YoDa; a Old Spice desafiando os visitantes a testarem o fôlego no seu microfone; o amendoim Crockíssimo, com seu jogo à la Cat Mario, levando o prêmio de Game Que Mais Fez Meu Sangue Ferver de Raiva; o card game Magic disponibilizando instrutores para ensinar os novatos nas artes de atacar com cartas – tudo muito bem planejado para proporcionar um alto nível de interação aos feirantes. E claro, como diz o título Brasil GAME Show, tivemos os estandes da Xbox, PlayStation, Ubisoft, Activision, Mixer, HyperX, a Avenida Indie - e muitos mais, equipados com um leque extenso de jogos à nossa disposição.

Mesmo com as filas fazendo cosplay de Muralha da China, consegui dar meu jeito de aproveitar alguns jogos que estava louca para testar: Sekiro – Shadows Die Twice, o novo título da FromSoftware, entregou aquela clássica dificuldade de Dark Souls igual eu esperava, mas com algumas mudanças que julguei ideais, deixando a movimentação in game mais dinâmica e rápida – e ainda assim não consegui sair da primeira fase de tanto que eu morria; Mônica e a Guarda dos Coelhos, um tower defence frenético e extremamente divertido com os personagens da Turma da Mônica, perfeito para se jogar com amigos; Spyro Reignited Trilogy, trazendo aquela nostalgia tão boa dos meus tempos de PlayStation 1, agora com gráficos afiados e cores vibrantes; e, como é de costume, ainda teve as várias horas que passei (na plateia) dançando as músicas do Just Dance, sempre o estande mais animado da feira inteira. Se o seu objetivo é ir para a BGS jogar, minha dica é: aproveite ao máximo os dias de semana – no sábado e domingo, o evento vira um formigueiro.

Mas não conseguir experimentar os games não é motivo para desânimo, porque os 4 dias de feira são recheados de programações bacanas, muitas vezes mais únicas do que aquele jogo que não saiu ainda. O palco da BGC e vários outros estandes promovendo todo tipo de campeonatos – alguns que você até pode participar, o Twitch Talks recebendo grandes nomes da indústria dando palestras informativas, os inúmeros Meet & Greet dos seus criadores de conteúdo favoritos, lojas e espaços de descanso e, o mais importante, a oportunidade de conversar com gente nova.

A minha BGS 2018 foi definitivamente marcada pelo tanto de gente incrível que eu conheci, e os momentos legais que a gente passou junto fizeram valer a pena toda a falta de sono, o cansaço e as dores no pé – inclusive, preciso lembrar de comprar um tênis novo para o ano que vem – e a essa galera, eu só tenho a agradecer! Vou sentir falta dos lámens que eu e Lukas comemos nas nossas aventuras na Liberdade, dos cochilos que tiramos nos sofás da imprensa, das coreografias capengas no Just Dance e das reclamações com o Tiago (querido parceiro da Odisseia) sobre pagar R$30,00 num cheeseburguer do Bob’s. Não posso deixar de agradecer a Kath, minha amiga de XPGG, por ter me dado a chance de participar de uma comunidade tão unida e por ter me convidado para a Fanfest, da qual eu saí com novas amizades. Levo com carinho as noites que ri de doer a barriga na Augusta e na pizzaria junto com o querido pessoal da Halo Project BrasilRodrigo, Moacir, Luana e Giovanni -, do Nós NerdsFelipe – e do Arena XboxMatheus: galera foda demais no que faz, e eu admiro muito a paixão de vocês. Tirem um tempo para conferir o trabalho de cada um, vai por mim.

E o que me resta da BGS agora é só saudade, mas eu sei que ano que vem tem mais. Quem sabe a gente não se esbarra em outros eventos no meio do caminho? De qualquer jeito, não percam a oportunidade de ir na próxima feira, é sempre uma semana que aguardo com ansiedade. Até 2019!

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