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O Príncipe Dragão - CRÍTICA


Desde que foi divulgada a notícia que a Netflix iria produzir uma nova live-action de Avatar, a lenda de Aang, minha atenção se voltou para uma animação que já estava a algum tempo no catálogo: O Príncipe Dragão. Isso pois o criador da série era roteirista e produtor de Avatar. Por que será que a Netflix estaria tão interessada nas produções de Aaron Ehasz? Bom, pra começar é inegável a semelhança, e com certeza O Príncipe Dragão recebeu muita influência em sua concepção.

A história vai narrar um conflito existente entre humanos e as criaturas mágicas. 
Depois de uma terrível guerra essas grandes nações são divididas por uma montanha guardada por um rei dragão, porém depois da morte do mesmo um iminente embate entre esses dois reinos está prestes a acontecer. Callum, o enteado do Rei dos humanos, juntamente com seu meio irmão mais novo Ezran, e elfa da noite Rayla, descobrem uma maneira de acabar com essa guerra sem sentido e para isso embarcam em uma jornada para tentar impedir essa catástrofe.


O enredo é bastante agradável, principalmente para aos fãs de fantasia e RPG e entrega uma sensação nostálgica (marca registrada da Netflix), para aqueles que cresceram assistindo Caverna do Dragão, He-Man entre outras animações de fantasia medieval. Entretanto a série não apresenta muito mais que uma história fantástica simples. Não há aprofundamento em sua narrativa. Pelo menos eu, senti muita falta de detalhes na história. 
É uma animação direcionada ao público infantil, correto, mas não entendo como uma criança não conseguiria lidar com um pouco mais de complexidade. Parece até que os criadores estariam subestimando seu público. Enfim, talvez seja essa a minha maior e única crítica negativa a série, e que não significa que ela é ruim.

O Príncipe Dragão é super divertido e envolvente, os personagens são muito bons e mesmo que um pouco caricatos conseguem cativar e prender atenção. Foi um grande acerto dar um tom cômico para Callum. Um jovem que tenta se provar útil o tempo todo, principalmente para si mesmo, talvez fosse um pouco irritante, porém o roteiro consegue fazer com que ele seja muito divertido engraçado. Rayla é mais a voz da razão e coerência do grupo é responsável por proteger os dois garotos, o que é extremamente bacana, afinal uma personagem feminina é aquela que representa a força física (sem precisar ser uma montanha de músculos para isso) e fornece proteção ao grupo, e por fim Ezran é simplesmente a criança mais fofa que eu já vi em uma série animada, representa de uma forma muito carismática a inocência e bondade. É impossível não sentir uma enorme empatia pelo garotinho e seu inseparável companheiro Bait, um sapo brilhante.

O Príncipe Dragão é uma animação pra ver com a família no final de semana!
Divertida e envolvente a série consegue entregar uma história muito legal de uma forma bem agradável,  assim não dá pra não assistir tudo de uma vez.
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