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Geek Guia e o Setembro Amarelo

Porque a cultura pop nos leva a conversar sobre o que realmente importa


O que é realmente influenciar digitalmente?
O que realmente importa nesse momento onde se produz tanto conteúdo na internet?
Qual discurso devemos carregar para quem se torna audiência de um meio de comunicação, como um site? Essas e outras perguntas são respondidas quando saímos da zona de conforto de criticar através de vídeos, textos e áudios, quando tiramos um tempo para ouvir, compartilhar e aprender com algo que verdadeiramente precisa ser discutido.

O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. 
A iniciativa partiu do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque internacionalmente o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, por iniciativa da International Association for Suicide Prevention.
Já a cor da campanha foi adotada por conta da trágica história que a inspirou, pois em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, tirou a própria vida dirigindo seu carro amarelo. Seus amigos e familiares distribuíram no funeral cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem enfrentando o mesmo desespero de Mike.

E nesta semana o Geek Guia recebeu uma missão diferente: conversar com adolescente de 15, 16, 17 anos sobre essa temática.
Assim, Renata Rosetti e Willian Weber estiveram no Colégio Salesiano de Vitória, com os alunos do programa de aprendizagem, para poder trazer a cultura pop para mais perto, principalmente, perto de problemas que acontecem no dia a dia de qualquer pessoa. Para isso, 13 Reasons Why, Sharp Objects, Garota Interrompida, Colorful, Jessica Jones, foram algumas das obras citadas pela dupla de redatores do nosso site. 

Ao passarem por cada uma das histórias, nossos redatores, foram explanando o que as narrativas ali presentes falam sobre os diversos problemas que estão em nossa sociedade, como suicídio, relacionamentos abusivos, traumas, vícios, depressão, ansiedade, bullying. Trazendo também relatos de suas próprias vivencias, aos poucos os estudantes ali presentes puderam ter o entendimento de que a cultura pop vai além de disponibilizar séries, filmes, quadrinhos, animes, afim de serem acompanhados. A sociedade se torna um espelho para tais criações, e tais criações são formas de reprodução do que está a nossa volta, sendo assim, suas temáticas, tramas, histórias devem estar ao alcance de todos, para que o conhecimento se torne um estímulo no desenvolvimento do senso crítico de cada um que se achega a este mundo, muitas vezes precisando de ajuda.

E mais do que isso, quando se tem um canal para divulgar, promulgar e criticar tais obras, somos responsáveis em não apenas entreter, mas ajudar na construção do pensamento desses "consumidores de conteúdo". Indo além, quando Renata falava, podemos ver os olhos de diversas meninas, vidrados não apenas com o conhecimento, mas com a experiência de passar por alguns problemas, e estar ali, em pé, podendo dizer o que essas histórias representam, o quanto são importantes. Só que neste caso, ter uma redatora ali, presente, demonstrou o talento e o espaço que uma mulher pode ocupar também, e sim, representatividade é importante, assim como o abraço de agradecimento daqueles adolescentes pela conversa.

A Cultura Pop abriga diversas formas de manifestações artísticas, desde aquelas que trabalham com imagem às que simplesmente nos contam histórias através do som. Toda forma de expressão sempre carregou um reflexo da nossa sociedade, de seus dilemas, problemas, anseios e preocupações. 
Sendo assim, nos últimos anos inúmeras produções trouxeram ao espectador temáticas importantes a serem discutidas, questões que vão além do que é chamado de "mimimi" ou "frescura"! Desta forma, nosso pensamento principal é entender que as histórias que acompanhamos, por mais que sejam carregadas de ficção demonstram a vida de milhares de pessoas, independentes de gênero, credo ou classe social, que podem estar vivenciando os mesmos traumas e problemas.

Se tivemos a oportunidade de trazer como exemplo aquilo que amamos para temáticas tão importantes que precisam ser debatidas, é porque o carinho que fazemos transcende as críticas, artigos, notícias, é porque a empatia com o próximo não pode ser esquecida, é porque se hoje a nossa voz pode ser ouvida por muitos através de nossos vídeos, lives, podcasts, é porque precisamos sim abraçar aqueles que ainda se sentem perdidos, derrotados e excluídos. 
E para todxs só nos resta dizer: O Geek Guia está aqui, para ouvir, abraçar e lembrar que vocês não estão sozinhos!

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