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O Bosque e os mistérios da Cultura Pop

Porque de detetive e louco todo mundo tem um pouco

Histórias com teor enigmático sempre estiveram presentes nas mídias da cultura pop.
Um desaparecimento, sequestro ou assassinato faz com que o detetive que existe dentro do espectador venha despertar, elaborar teorias, juntar as pistas e em algumas vezes acertar em concordância ao desfecho da trama. 
Querendo ou não nós gostamos de um bom segredo, de um jogo desafiador, então peguemos nosso cachimbo, um fiel amigo e desbravemos mais alguma incógnita mirabolante.

Desde Sherlock Holmes e Hercule Poirot que os mistérios cercam o imaginário das pessoas, acompanhar detetives particulares, policiais, investigadores, demonstram a necessidade do ser humano para curiosidade, em saber o que ocorre com quem conhecemos ou não. 
Nesta premissa a série O Bosque, chega ao catalogo da Netflix trazendo mais uma narrativa misteriosa e por mais que para alguns o estilo de contação de história possa parecer desgastados, algumas, peculiaridades fazem da experiência algo favorável de se acompanhar.

Na trama uma adolescente é encontrada morta em um bosque, próximo a uma cidade pequena do interior da França. Logo, outras duas jovens somem, fazendo com que a polícia entre em um jogo misterioso, que poderá envolver muitas pessoas do local.
A produção possui uma direção sem inovações ou exageros, o que facilita a continuidade dos fatos, que aos poucos vão revelando um emaranhado de acontecimentos que conseguem surpreender o espectador. Entretanto as atuações caricatas, estereotipadas, que diminuem o sentimento de tragédia e perigo, atrapalham o que "O Bosque" se propõem a realizar. Por exemplo, uma das policiais protagonistas começa com ar de "durona" e após acontecimentos difíceis, que estão ali para justamente modificar essa parte da personalidade da personagem, mantém o mesmo jeito de atuação, praticamente automática.

Estraga o mistério? Não, mas destoa do que poderia ser realizado e até mesmo fundamentando a história como algo emblemático nas produções de mistério. Pois sua narrativa apresenta elementos ainda pouco explorados, numa ambientação nova para muitos, com personagem que até apresentam possíveis camadas a serem descobertas. Nisso temos além dos sequestros e assassinatos, revelações de identidade, os perigos das redes sociais, exploração sexual de mulheres, pedofilia, e como a sociedade lida quando alguém é visto como perigoso, apesar do convívio de anos.
Muito do que contribui para produção ser assertiva está na quantidade e tempo dos episódios, que apresentam um ritmo aparentemente tranquilo, calmo, porém, em compasso as novas informações que vão chegando, a narrativa trata de colocar personagens em movimento, numa verdadeira caçada onde por mais que se chegue em algo, nada é o que parece!


E se pararmos para pensar, os enigma nos perseguem desde muito tempo: Indiana Jones, Nacy Drew, Lost, The Killing, Arquivo X, Criminal Minds, CSI, entre outros, levaram o seu público a diferentes locais, épocas, cenários e soluções. Ainda que muitos desfechos desagradem, a jornada de mistérios se torna marcante. A própria televisão brasileira já contribuiu para o senso "detetivesco" dos espectadores, com tramas as tramas em torno da morte de Odete Roitman, Lineu Vasconcelos ou os assassinatos de "A Próxima Vítima", até mesmo o estranho Cadeirudo que atormentava uma cidade com seus ataques noturnos.
Os segredos da Cultura Pop não acabam e não ficam presos no tempo.
Sempre haverão perguntas não respondidas, pistas a serem encontradas, locais a se explorar.
Você pode visitar a rua Baker 221B a hora que você bem entender ou acompanhar Scully e Mulder em coisas inimagináveis. E quem sabe, se unir a um grupo de buscas em uma floresta estranha, que carrega um histórico de bizarrices.
O senso de curiosidade não vai embora tão facilmente, às vezes um elemento importante ficou pra trás, uma indicação de um suspeito, uma impressão digital foi achada, e elaborar teorias é um trabalho que todo e qualquer amante do universo de aventuras que conhecemos gosta. O importante é lembrar que quando estamos envoltos nesses mistérios, nem tudo é tão elementar assim!
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