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Homem-Formiga e a Vespa - CRÍTICA

Uma peça importante nesse novo quebra-cabeça que é o Universo Marvel


Há quem esperasse que todas as respostas dos acontecimentos de Vingadores: Guerra Infinita surgissem em uma cena pós-créditos de Homem-Formiga e a Vespa. Inocência ao pensar isso? Muita, pois estamos falando de um universo cinematográfico que aos poucos vai montando sua estrutura para algo novo, diferente e repleto de probabilidades. Com isso, a nova aventura de Scott Lang nos traz pistas do que pode vir a seguir, mas para que você chegue até essas pinceladas do futuro da Casa das Ideias no cinema, deverá percorrer todo o longa metragem primeiro!
 Assim como para descobrir a nota ao final deste texto!

Os eventos do Tratado de Sokóvia e da "Guerra Civil", fizeram com que Scott vivesse agora em prisão domiciliar. Porém, essa fase está chegando ao final, para alegria do herói e de sua filha, Cassie! Só que seus antigos aliados, Hank Pym e Hope Van Dyne, agora foragidos do governo, surgem convocando o Homem-Formiga para uma missão de resgate, pois o mesmo possui informações bastante importantes do Reino Quântico. Ao mesmo tempo, uma nova ameaça surge, a Fantasma, com habilidades além do esperado e em busca da tecnologia do Dr. Pym!

Peyton Reed retorna a direção, desta vez não cometendo erros conhecidos em continuações de filmes do gênero de heróis. 
O diretor procura contar uma história intimista, novamente com uma temática família, fugindo até mesmo da tão conhecida "Fórmula Marvel". Aliado a isso, abusa das sequências de ação onde o tamanho e as proporções dos objetos podem facilitar fugas, embates e perseguições. E os efeitos, visuais e práticos, auxiliam para que os poderes dos heróis ganhem o destaque necessário, ou vejamos outros surpreendentemente jovens. 
A perseguição nas ruas de São Francisco ( Que mais parece ter saído de um desenho animado, onde todo mundo fica determinado tempo com um objeto importante) é a prova de que Reed está confortável em trabalhar com o personagem, e desta vez utilizando da Vespa, que recebe o destaque devido e necessário. Nada aqui é espetacular, surpreendente ou grandioso. Soa como se os problemas externos fossem responsabilidades de outros heróis, pois o que ocorre ali é algo particular. Como quando a família decide qual móvel comprar!
Assim, a narrativa apresenta informações novas a cerca do Reino Quântico, visitado na produção original e explorado um pouco mais neste. Entendemos o que as viagens até esse universo diminuto podem fazer as pessoas, ao tempo, a realidade, não de forma aprofundada, mas em doses pequenas de informações que já rendem inúmeras teorias que podem vagar entre os vórtices temporais e até mesmo habilidades Mutantes!


Apesar de toda diversão e clima de "Sessão da Tarde" que o filme apresenta, sua trama, por mais que pareça demonstrar um afastamento do todo, não se sustenta em diversos momentos. Não há senso de perigo, na verdade, não existe perigo algum se paramos para analisar com calma. As piadas são repetitivas e até mesmo o aspecto de contador de histórias de um dos personagens acontece novamente, numa nítida conclusão de um pequeno trajeto para que isso viesse a tela. Da mesma forma, nenhum personagem apresenta crescimento em sua personalidade ou motivação, tudo é vago e esquecível. Se não fosse pela importância e as possibilidades que o Reino Quântico traz a Casa das Ideias do cinema, este segundo filme do Homem-Formiga nada teria para agregar. Sem falar em diversas vezes que o CGI pareceu retirado de um console do início dos anos 2000 e uma leve incoerência narrativa (que pode ser proposital, só o tempo dirá) na tão esperada cena pós-créditos!

Homem-Formiga e a Vespa abre diversos caminhos para que a Marvel faça o que bem entender no cinemas. Apresenta uma trama que foge do formulaico, arriscando em diversos momentos, entretanto deixa o espectador com aquela sensação de que algo está faltando quando a risada cessa. Com uma direção controlada, sem exageros ou afetações, somos entregues a boas sequências de ação e a inserção da Vespa como heroína é fundamental para futuras aventuras.
A produção então é aquela peça do quebra cabeça que você colocar no centro, e a partir dela pode ir revelando a imagem que o jogo está disposto a mostrar. 
Se viagens no tempo, realidades paralelas e o surgimentos dos Filhos do Átomo no Universo Marvel já chegaram? Ainda não, mas é possível ter um vislumbre do que pode vir a seguir. 
E certamente será surpreendente, diferente e aí sim, grandioso, com o perdão do trocadilho!

Nota: 3,5/5 (Muito Bom)
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