Ads Top

Você precisa assistir Lupin III - O Castelo de Cagliostro

Lupin III é o ladrão que a gente ama logo de cara



Hayao Miyazaki é um dos grandes animadores do cinema, suas histórias permeiam nosso imaginário e tem a capacidade de contar aventuras repletas de elementos tão fantásticos quanto a imaginação de quem realizou tudo ou é espectador da obras.
Sendo assim, ao utilizar um personagem icônico da literatura Mangá, o diretor não só nos entrega suas clássicas narrativas, mas uma aventura atemporal.

Lupin III é um ladrão muito famoso, neto de Arsène Lupin, e como o avô, vive em conflito com a lei. Ao lado de seu companheiro Jigen, estão em busca de notas de dinheiro falsificadas de uma maneira perfeita. Nisso, a dupla viaja até ao pequeno país chamado Cagliostro, mas seus caminhos serão cruzados com os de Clarice, princesa do local, que precisa fugir antes que seja obrigada a se casar com o Conde Cagliostro, que possui intenções maldosas para esta união.

Não é possível citar qualquer momento sem exaltar o trabalho realizado neste clássico da animação. 
Toda movimentação é fluida, com total inspiração e referência ao que é real. Desde os personagens correndo às suas expressões, tudo aqui é emocional, carregado de sentimentos.
A produção possui uma das aberturas mais melancólicas e belas de um longa metragem, em compasso com uma trilha sonora que utiliza bem a musicalidade, seja através de arranjos clássicos ou recursos sonoros encaixados com maestria nas sequências de ação. 
Falando nisso, a perseguição de carros, logo na chegada de Lupin a Cagliostro, é executada com brilhantismo, é possível sentir o perigo e os acontecimentos registram a marca de Miyazaki do início ao fim.


A narrativa evoca os clássicos da espionagem, dos mistérios e das produções com temática de roubos, ao mesmo tempo que as engenhocas tecnológicas e voadoras do diretor japonês, uma de suas peculiaridades, também ganham destaque e importância para o desenvolvimento da trama. 
O roteiro explora bem as aspectos relacionados a ganância, intrigas políticas, como outros países veem conflitos acontecendo em outros lugares. Além disso, estabelece as camadas para cada um de seus personagens, com suas características e personalidades, ajudarem no tom da história, que vai da seriedade às comédias clássicas. Assim, temos um protagonista que é um típico anti-herói, com traços cativantes, que elevam ainda mais a torcida para os acontecimentos virem a favorecer a sua jornada.

O Castelo de Cagliostro é uma empolgante animação que comprova a qualidade narrativa e de direção de um dos mais brilhantes cineastas da história. 
Com um personagem que consegue capturar toda empatia do espectador, os mistérios e a aventura conduzem a atenção para um espetáculo de cores, movimentos, com traços fluidos e dinâmicos.
Se o ocidente se atém as histórias de James Bond com seus vilões caricatos para fazer sucesso, o oriente pode se pautar em Lupin, para transcender os âmbitos de herói e vilão, também demonstrando que não era só de Robin Hood o arquétipo de ladrão benevolente.
Então, como é dito no filme: Confie no ladrão!
Tecnologia do Blogger.