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Fugitivos - CRÍTICA

Fugitivos (Marvels Runaways, 2017) é uma série produzida por Josh Schwartz e Stephanie Savage para Hulu, baseada na HQ de mesmo nome dos criadores Brian K. Vaughan e Adrian Alphona.  A história é sobre um grupo de adolescentes formados por Alex (Rhenzy Feliz), Nico (Lyrica Okano), Karolina (Virginia Gardner), Gert (Ariela Barer), Chase (Gregg Sulkin) e Molly (Allegra Acosta) quando descobrem que seus pais são integrantes de uma seita maligna intitulada Orgulho, que entre outras coisas sacrificam pessoas. A partir disso, eles decidem desmascarar os próprios pais arquitetando planos tipicamente oriundos de uma mente adolescente, para completar eles não são jovens comuns, todos têm habilidades especiais, de alienígena até mutante.

O grande êxito da série é conseguir mesclar o universo adolescente e o universo dos super-heróis de uma forma muito orgânica, fluida e acima de tudo muito divertida. O roteiro é muito assertivo e peca apenas em alguns mínimos detalhes, mas nada que incomode demais.
Em comparação com outras séries da Marvel, de outros canais, Fugitivos é uma das melhores dentro do que se propõe.

Ao contrário dos quadrinhos, a série busca humanizar mais os personagens, principalmente os pais, que deveriam ser os vilões. Eles são introduzidos como meros peões nas mãos do verdadeiro vilão superior, que é apresentado mais tarde na série. Alguns deles são até inocentes demais, o que é meio contraditório já que eles são condescendentes e até cúmplices de atos da Orgulho.


Quanto ao desenvolvimento dos personagens principais, acontece tão naturalmente que quando não existe algum elemento fantástico, podemos facilmente acreditar que é um bom drama. Adolescentes enfrentando problemas reais, descoberta da sexualidade, pais autoritários e violentos, tem muita coisa densa e pesada acontecendo, entretanto a mão dos criadores da série sabe como trabalhar as temáticas pertinentes para cada um.

O atores são muito competentes, incorporam seus personagens todos num nível semelhante, mas vale destacar  Rhenzy Feliz, que acerta um tom muito competente para seu personagem que sempre parece saber mais que todo mundo, mesmo fazendo parte do mesmo grupo, ele está ali transitando entre uma pessoa confiável e uma pessoa pra se ter cuidado.


Quando falamos de uma série de TV temos que levar em consideração que não vamos ver algo cinematográfico em relação aos efeitos especiais, principalmente quando não se trata de uma grande produção, como por exemplo, as da HBO, mas em Fugitivos eu me senti surpreendi porque os efeitos especiais são funcionais. Na realidade, fui surpreendido com o cuidado estético da série que não foge do que ela é e acaba por realmente parecer entregar algo mais.

Fugitivos, entrega uma primeira temporada com um ritmo muito bom, uma história original e bem adaptada. Mesmo com alguns erros, consegue ser uma das melhores séries de super heróis da televisão. A segunda temporada já foi confirmada e a expectativa é positiva! Agora, é só torcer para que se mantenha a qualidade - o que infelizmente não acontece em produções do gênero.
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