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Vingadores: Guerra Infinita - CRÍTICA

O culminar de dez anos de Marvel tem nome: Thanos


Impacto! Adjetivo capaz de definir a intensidade de certos acontecimentos e suas consequências. Desde que a Casa das Ideias foi para o cinema, esta palavrinha persegue cada grande produção, afim de gerar uma responsabilidade sobre história, direção e elenco, que abraçam o dever de nos entregar algo realmente impactante. Você poderá sentir isso ao final de mais este grande evento Marvel, mas saiba que este sentimento tem um nome: Thanos.

Os tripulantes da nave que levava os sobreviventes de Asgard são atacados por Thanos e sua Ordem Negra, que estão em busca da joias do Infinito. Após o combate, o titã parte então para Terra com a intenção de recuperar as demais partes da manopla que controla o poder das joias, mas precisará neste caminho enfrentar Os Vingadores, além dos novos aliados dos heróis mais poderosos do universo.

Anthony e Joe Russo nos entregam um acontecimento chocante!
Executado de maneira segura, os diretores esbanjam domínio sobre o CGI nas cenas da ação, exploram as habilidades de cada herói em cena, o que faz dos combates um espetáculo visual, carregado de grandes e pequenos momentos empolgantes, não perdem o tom cômico mesmo em condições densas, o que ajuda a aliviar a atmosfera gerada. Junte isso a uma trilha sonora que mais parece uma ópera trágica, brilhantemente executada por Alan Silvestri. Tudo isso respeitando o que já foi feito no Marvel Cinematic Universe, seja na forma como o Doutor Estranho utilza magia, aos momentos em Wakanda.

Essa construção de universo é o que colabora para que a produção também alcance um ritmo consistente, pois conhecemos estes personagens de outras aventuras, já sabemos quem são, então o que resta é colocar cada um deles interagindo e no foco da ação. A forma como os diretores dividem o elenco em pequenos grupos, imersos em pequenos arcos, faz com que a trama dê espaço para cada um, ainda que alguns pontuais nas suas atitudes. Há química entre Feiticeira Escarlate e visão, Viúva Negra e Capitão América juntos em batalha dão um tom verosímil aos momentos, Doutor Estranho, Peter Parker e Tony Stark dosam suas personalidades culminando numa relação agridoce, mas é Thor e Rocket que conseguem explorar a melhor forma desta escolha narrativa.

Mas engana-se quem pensa que este é um filme sobre os heróis, o que temos é a ascensão do Titã Louco. Permeando uma dualidade que vai de dilemas Shakespearianos à uma insanidade "alienística" a lá Machado de Assis, o vilão se constrói em tela, camada por camada, sentimento por sentimento, fazendo com que Thanos ocupe o espaço que já vem sendo preparado por dez anos: O de maior algoz dos Vingadores. Pois é possível se imaginar compactuando de seu discurso, odiando suas ações, e retomando o impacto lá do início deste texto, a vilania se espalha pelo universo ao estalar de dedos.

Entretanto, nem só de momentos estonteantes se faz este 'Vingadores'. A mesma divisão de núcleos que ajuda nas interações também atrapalha no ato de construção das subtramas, que são preenchidas, algumas vezes, por piadas que não encaixam em seu contexto( grande maioria pelo intitulado "tio do pavê" da Marvel, em uma atuação irritante, Senhor das Estrelas) e insinuações de romance forçadas, fora algumas facilitações que o roteiro entrega.

Vingadores: Guerra Infinita se pudesse ser resumido em uma frase poderia ser: A conquista e o início da loucura de Thanos. Mas e os Vingadores? Continuam com sua importância, contudo, quando se tem um antagonista tão ideologicamente bem construído, o restante é apenas um adendo nas ações que ocorrem. 
Assim, os irmãos Russo amadurecem ainda mais o Universo Marvel, demonstrando liberdade e confiança em decisões arriscadas envoltas em sequências que são de encher os olhos.
Nos resta agora aguardar a próxima parte desta guerra, que teve seu início galgada por um sentimento coletivo que aterrissou na sala de cinema: Impacto!

Nota: 4,5/5 (Sensacional)
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