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The Walking Dead: Oitava Temporada- CRÍTICA


A oitava temporada foi sem sombra de dúvidas a que mais fugiu do lugar comum em que The Walking Dead estava até o momento, isso traz uma ideia do que a gente pode esperar para o futuro: algo bom e diferente para variar. Mas isso não significa que foi uma temporada boa, se formos olhar num âmbito geral foi tudo bem regular. Nem mesmo os baixos números de audiência impedem que a projeção da série para o futuro ainda seja bem longa. A nona temporada já foi confirmada ainda para o final deste ano e se for como esperado ainda teremos pelo menos mais umas três temporadas além dessa. Se ainda for como Scott Gimple deseja teremos ainda mais que isso, o próprio showrunner da série afirmou que tem história para até vinte temporadas, isso tudo se baseando no que os quadrinhos já conseguiram.

Essa temporada traz muito disso, uma reflexão sobre o futuro. Até agora vimos temporadas e mais temporadas sobre um vilão x que ameaça a existência do grupo de protagonistas, e a reviravolta a favor deles (que sempre deixa sequelas empolgantes que garante que um grupo de espectadores irão continuar assistindo), a famosa fórmula de The Walking Dead.

Dessa vez sentimos um avanço na narrativa da série, como se os personagens finalmente percebessem que não dá pra ficar um grupo de humanos matando o outro para sempre, eles precisam pensar que se é pra existir um futuro, eles precisam olhar para o passado para não cometer o mesmo erro (Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência). Talvez o indício mais interessante seja o famigerado helicóptero avistado em dois episódios dessa temporada, o quinto e o décimo quarto. Indicando a existência de uma sociedade, de certa forma, mais evoluída. Bem como a aparição de Georgie que oferece a Maggie conhecimento com o objetivo interno de trazer de resgatar a humanidade novamente daquelas pessoas.

Rick (Andrew Lincoln) é o paralelo mais visível com essa busca da humanidade. Ele começa com sangue nos olhos em busca de vingança (Como em todas as temporadas antes dessa) pelo que o Negan (Jeffrey Dean Morgan) e os salvados fizeram contra seu grupo, até que depois da morte de Carl ele percebe que toda aquela guerra vai gerar apenas morte, nenhum alívio ou satisfação. Carl (Chandler Riggs) que deixou a série essa temporada, fez o seu melhor trabalho até agora. Foi o personagem que mais evoluiu até o momento e que infelizmente no seu auge teve que ser sacrificado pela narrativa, como recurso narrativo para que sua ideologia seja transmitida para um personagem com voz mais ativa dentro da série, uma boa decisão, ainda sim triste.
 
O pior erro da série foi não cumprir o prometido, o slogan da temporada foi All Out War (Guerra Total), mas no fim foi só um joguinho de perseguição com pouco barulho e com o final bem aguado, era possível fazer mais. Uma guerra que pareceu menos empolgante que os vários conflitos anteriores. Foi anti-climático, mas admito que foi coerente dentro do que a série está se propondo a trazer de novo.

Alguns personagens fazendo hora extra como sempre, outro mal da série que ela ainda não conseguiu esquecer completamente. Existe muito potencial em personagens novos que não tem o destaque que merecem. No lugar, ficam fazendo rodeios e mais rodeios que não chegam a lugar nenhum com personagens que a gente já conhece muito bem.

As mudanças estruturais da série estão claras, nos temos uma temporada bem conclusiva em si mesma, com um pequeno gancho para uma possível guerra civil, que pode ser muito interessante, mas que cumpre seu papel. The Walking Dead é uma série sobre o fim do mundo como nós conhecemos, porém ela pode ser mais que isso, não só sobre o fim, mas sobre a reconstrução dele e o papel de cada indivíduo que resta a respeito disso.
Se essa temporada foi sobre o futuro, podemos ter esperança de um futuro promissor para essa série que eu amamos odiar, entretanto não deixaremos de assistir jamais.

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