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Thanos: Louco ou Visionário?

Você tem cinco minutos para ouvir a palavra de Thanos?


Nascido em Titã, a maior lua de Saturno, Thanos era filho do governante Mentor e irmão de Eros. Conforme ia crescendo, o titã ficava cada vez mais obcecado, venerando e, eventualmente, se apaixonando pela a entidade cósmica conhecida como Morte. 
Já adulto, Thanos tentou usurpar o poder de Titã das mãos de seu pai, mas acaba fracassando, o que  resulta no seu exílio. Buscando provar seu amor pela Morte, Thanos reúne um verdadeiro exército intergaláctico e inicia um bombardeio em seu próprio lar, matando milhões do seu povo. 
Porém sua obsessão pela Morte não acabaria tão facilmente e o levaria a uma insaciável busca por poder. 
Isto encontramos nos quadrinhos criados por  Jim Starlin, mas no cinema, o propósito do vilão é outro, o que não deixa de ser tão profundo e cruel quanto o material original. Ouso dizer também, atual!

É inegável que Vingadores: Guerra Infinita possui um dos melhores, quem sabe o melhor, antagonista do Universo Cinematográfico Marvel. O que foi uma grata surpresa, já que em sua maioria, tais personagens são descartáveis e esquecidos com facilidade, embreados em planos patéticos e discursos cansativos, rasos, totalmente desprovidos de qualquer consistência. 
Entretanto, Thanos vai além do encontramos na fórmula da Casa das Ideias. Sua construção vai de megalomaníaco, sedento por poder absoluto, à um pai que de uma forma perturbadora, demonstra o seu carinho pela prole, ou por uma única parte dela.

O titã louco tem estabelecido desde o começo da trama um discurso a cerca de controle, poder, soberania e podemos até incluir, segregação. Fica claro suas intenções para trazer ao universo um equilíbrio importante para que a vida não se perca, pois as atitudes descontroladas, os excessos na utilização de recursos, o crescimento exacerbado, geram uma devastação sem precedentes. 
O que justifica a sua escolha de dizimar metade do universo ao estalar de dedos.



Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.
 Abraham Lincoln

Os alicerces que compõem o personagem são justamente uma amalgama de carisma, tirania, loucura e supremacia. Se atentamente pararmos para analisar, não difere de alguns líderes atuais, que buscam poder, ou de outros que já vagaram por esta terra e viraram parte de uma história marcada por opressão e medo. Thanos é uma alegoria clara a cerca de como se pode conquistar muitos com um discurso de ódio velado pela misericórdia e aceitação pelo que está por vir.
Ainda que vejamos diversas demonstrações de sua capacidade de afeição e até mesmo amabilidade por outra personagem, seu anseio por poder ainda se sobressai, fazendo com que suas atitudes aniquiladoras falem mais alto.

Se a Marvel pensou que Tony Stark ou o Capitão América seriam as figuras mais emblemáticas desta produção, ou que o novo uniforme do Homem-Aranha deveria ter destaque, enganou-se totalmente. Thanos é o grande protagonista, sua jornada, carregada de perdas, conquistas, morte e altivez se torna um panfleto de algo que está servindo como uma cura pro universo, por mais que sua escolha aleatória seja na hora da devastação, o soberano da manopla do infinito, nos remete ao pensamento a cerca de diversos outros discursos que não só permeiam a cultura pop, mas a nossa sociedade a cerca daquilo que aparentemente é o certo, o correto, de bom tom, mas carrega consigo a destruição.
Obrigado então a Casa das Ideias por um vilão tão completo, ao mesmo tempo, carregado de uma ideologia atual!

Confira a nossa crítica completa de Vingadores: Guerra infinita aqui!
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