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Exorcismos e Demônios - CRÍTICA

Aquele típico filme que é lançado antes de uma grande estreia sem nada a acrescentar
Os filmes de possessão, um sub gênero do terror, conseguem constantemente engatar um novo jeito de fazer com que as manifestações malignas ganhem espaço na sétima arte. Desta forma algumas histórias já se tornaram batidas, cansativas e repletas dos mesmos clichês, ainda que o marketing em volta queira vender como "inédito" ou elevando o peso do "baseado em fatos reais".
Tão cética quanto a personagem principal deste filme, esta crítica tem por intenção salvar a sua alma! Dos domínios do "Coisa Ruim"? Não, de ter que ir ao cinema mesmo.

A jovem jornalista Nicole Rawlins viaja até a Romênia para investigar a morte de uma noviça durante um suposto ritual de exorcismo, que condenou o padre responsável. 
O ceticismo da jovem será colocado a prova quando fantasmas do seu passado parecem retornar a medida que se aprofunda no caso, além de ter que lidar com a população local e com diversos envolvidos no que aconteceu naquele lugar.

Xavier Gens é o resposnável por esta pérola do "terror", que mais parece uma piada de mal gosto de filmes que conseguiram um certo sucesso com uma história semelhante e assertiva.
O diretor demonsta total falta de controle de câmera e elenco. Abusa de planos abertos e aéreos, mostrando ambientações e lugares que não irão mais fazer parte dos caminhos que a narrativa irá percorrer. Abre mão da personalidade e cria sequências que servem mais para gerar um desconforto e risadas, do que o medo em si. Assim, das pouquíssimas cenas utilizando de efeitos visuais, tudo é paupérrimo e totalmente desprovido de talento, juntando isso a uma fotografia que exagera para deixar os ambientes escuros e assustadores, fazendo com que o espectador não perceba o que está acontecendo, pareado a inúmeros jump scares que não funcionam! Sendo que um destes momentos de susto, acontecem pós a trilha sonora ocorrer, perdendo todo o sentido da cena.

Falta sentido também em sua narrativa, que ignora personagens, situações e acaba trazendo tudo aquilo que já presenciamos de outros filmes. 
Temos a garota que fala em voz grossa para representar a possessão, temos o padre galã que tem que lutar contra seus sentimentos pela protagonista, a protagonista descrente de tudo, mas que acaba tendo contato com a entidade, a investigação que parece complicada, porém se resolve em dois minutos conversando com uma outra personagem (Que até o início da trama era relutante em comentar o caso), indo a um lugar onde tudo começou e o que seria o clímax da película se torna uma sequência tragicômica, uma aula de como não se realizar um plano de exorcismo em um filme. (Tudo isso sob uma paisagem ensolarada! Mas não estava tudo nublado desde o começo da cena?)
Esse emaranhado de "mais do mesmo" ainda traz consigo diálogos sofríveis e nada convincentes. Não há, por mais que seja o intuito, o embate entre fé e fatos, crença e ceticismo, pois nenhuma das falas proferidas sustentam o ponto de vista dos personagens que são antagonistas em suas ideologias.

Exorcismos e Demônios é aquele tipo de produção que sai atrasada no Brasil justamente para compor o espaço entre uma grande estreia e outra. Se a intenção com esses quase 90 minutos de pura falta de terror era trazer um ponto de vista diferente a cerca dos rituais de exorcismo e o quanto a fé é importante para viver, temos mais um erro. 
Sem personalidade, abrindo mão de uma estética apurada e com atuações engessadas, repletas de canastrice, temos um combo de clichês mal empregados, com uma trama já visitada por outras películas e nenhum medo causado.
Então, pelo nome de Geek Guia, eu te liberto, você leitor, dos domínios dessa tragédia em forma de filme, vá, e nem se atreva a pecar! Ou assistir!

Nota: 1/5 (Nem Deus pode ajudar)
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