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Jogador N° 1 - CRÍTICA

"Esse filme parece dirigido pelo Spielberg dos anos oitenta, do Spielberg de aventura..."
Gabriel Gaspar, Crítico (Que fala muito rápido por sinal).


Quanto assistimos a um filme como Jurassic Park, o deslumbre é quase inevitável. As cenas, o roteiro, a direção, tudo se torna uma ode fantásticas a sétima arte, carregada de efeitos visuais e com aquele senso de aventura formidável. 
Assim, o diretor do filme anteriormente citado nos entrega desta vez uma obra mais próxima de seus clássicos do cinema, que volta e meia passam na "Sessão da Tarde", ainda que faltem elementos, construções e algumas justificativas. É Spielberg sendo Spielberg.

O ano é 2044 e o mundo vive uma escassez de recursos e trabalho. Os menos favorecidos moram favelas formadas por trailers empilhados e lá conhecemos Wade, um adolescente que vive para a única coisa que o afasta da realidade sofrida, o sistema digital Oasis. 
Neste mundo virtual você pode ser e fazer o que quiser, é só se conectar, mas uma caçada está acontecendo lá dentro, uma disputa para encontrara três chaves escondidas pelo criador do sistema, e quem as encontrar, além de herdar toda a fortuna do bilionário que programou tudo, controlará também o Oasis.

Steven Spielberg realiza a direção mais próxima de suas aventuras do passado.
Utilizando uma câmera que opta por planos abertos, somos apresentados a um mundo real devastado, com tons acinzentados em sua fotografia. De igual modo na direção, o Oasis e seus mundos, são expostos em tela com toda grandiosidades que os efeitos visuais podem realizar, por sua vez, mais coloridos, com tons vibrantes e muito neon. O diretor também cria sequências de ação bem executadas, aventurescas e até assustadoras. Como a disputa de carro onde temos um King Kong e um T-Rex na pista ou quando os personagens adentram, literalmente, um clássico do terror. E tudo isso com uma trilha sonora que evoca as emoções certas para cada momento, até mesmo lembrando temas dos filmes da carreira de Spielberg.

E a carreira do diretor também é usada entre as inúmeras referências que encontramos na produção. De volta para o Futuro, Curtindo a vida adoidado, Street Fighter, Mortal Kombat, Os Fantasmas se Divertem, Godzilla, Gundam, O Gigante de Ferro, Alien, Hello Kitty, Tomb Raider, são alguns dos fan services que apontamos, mas é preciso ficar atento e buscar visualizar o máximo de pontos da tela para encontrar essas e outras aparições. Interessante ressaltar os elementos de vídeo-game utilizados, conceitos de equipamentos, quantidade de vidas, moedas que ajudam para capacitar o avatar utilizado, itens que somente podem ser destravados após conquistas, são inserções relevantes no roteiro.

Porém a película não se sustenta através da ação ou de referências do mundo nerd. A narrativa não explora os personagens sem suas personalidades, até mesmo realizando mudanças incômodas em relação ao livro homônimo. Junte a isso, motivações vilanescas nada convincentes e muito menos as relações de amizade ou interesses amorosos. Tudo é abrupto, sem profundidade, que não há espaço para essas construções. Igualmente se dá ao mundo apresentado, não há como entender o que aconteceu ao planeta e nem se sentir empático com todos os problemas do protagonista, já que as informações são colocadas em pequenas e apressadas frases.

Jogador Número 1 é feito com todo brilhantismo e capacidade técnica que somente Spielberg poderia trazer a uma história como essa. É divertido, nostálgico e pontualmente cativante em seus personagens. Entretanto, é desleixada ao explicar pontos importantes da história, ignorar fatos primordiais da obra original, em explorar as camadas do protagonista e de quem o cerca.
Ao final em seu jogo de referências o diretor consagrado realizado o feito de divertir e roubar algumas expressões de deslumbre de sua platéia em alguns momentos, ou seja, é o bom e velho Spielberg que conhecemos fazendo o que sabe de melhor em tela, uma aventura. 
Ainda que fosse esperado algo muito melhor!

Nota: 3/5 (Bom)
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