Ads Top

Everything Sucks! - Crítica


Não é de hoje que a Netflix vem apostando em conteúdos que carreguem a nostalgia em sua narrativa, afinal filmes e séries que trazem consigo esses elementos causam muita comoção por grande parte do seu público, nostalgia vende. Mas calma que não é porque uma série vai retratar a “vida” uns bons anos atrás que necessariamente estará copiando Stranger Things, porém sem dúvida acaba pegando carona nesse grande sucesso.

Everything Sucks! é uma nova série de comédia adolescente do catálogo da Netflix, criada por Ben York Jones e Michael Mohan e ambientada nos anos noventa. Vai retratar a vida de alguns adolescentes da cidade curiosamente nomeada Boring, Luke (Jahi Di'Allo) e seus amigos acabaram de entrar no ensino médio e decidem que a partir de agora tudo vai ser diferente para eles (quantos de nós já dissemos isso?), ele logo descobre que está se apaixonando por Kate (Peyton Kennedy) a filha do diretor e essa por outro lado está descobrindo outros caminhos. Em determinado momento o destino deles acabam se cruzando com os dos problemáticos jovens do clube de teatro e a partir de então, altas confusões do barulho? Não! Uma jornada com poucos altos e baixos e levemente profunda sobre descobertas adolescentes.


Infelizmente, não temos uma série sensacional e completamente nova. A maioria dos personagens ou são reciclagem de algum outro de outra série ou são completamente desnecessários para a trama (pode se dizer que foram mal aproveitados se você é uma pessoa otimista). A série também traz de volta o clichê dos estereótipos do ensino médio americano, os nerds que não conseguem se defender, os bullies que não medem as consequências de seus atos e acham que estão sempre acima de qualquer coisa. Mas quando o roteiro caminha para que esses dois grupos trabalhem em equipe, a coisa começa a ficar um pouco melhor.


No final das contas pouca coisa é salva, eu diria até que a série tem apenas três grandes méritos que fazem com que ela não deva ser completamente esquecida no grande acervo da Netflix. A primeira delas é trilha sonora que é a parte mais fluida quando o assunto é nostalgia, se você cresceu nos anos noventa provavelmente vai se recordar de grande parte da trilha sonora e sentir aquele gostinho de saudade que a nostalgia traz. Outra coisa bem acertada pelo roteiro e pela atriz Peyton Kennedy, foi a descoberta da sexualidade da personagem Kate, é sutil e ao mesmo tempo angustiante o quanto a menina é reprimida pelas pessoas que a rodeiam de forma velada e de certo ponto de vista até inocente por parte de alguns personagens. E por fim o fato do protagonista ser negro e isso não ser necessariamente uma questão dentro da narrativa da série. 
É bom ter representatividade sem que seja preciso levantar uma bandeira, mostrar que o negro não é só a pele que carrega e que ele pode ser um personagem como qualquer outro, com qualquer dilemas e questões que não seja o racismo, sem de nenhuma força desmerecer o ativismo em outras obras.

Por ser uma série curta, com poucos episódios não é uma tortura acompanhar, alias é bem divertida se você não a levar muito a sério. É o tipo de produção para se assistir "de bobeira", é uma experiência leve e que tem uma projeção promissora para o futuro. Vale dar uma conferida!
Tecnologia do Blogger.