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ENTREVISTA: Carol Costa - IGN Brasil e corgis fofos.



Chegou Março! Junte seu dinheiro para comprar Far Cry 5 e A Way Out e prepare-se para ler muito material bom aqui no Geek Guia, a começar pela entrevista super especial de hoje. Mas mais do que um mês com muitas novidades, Março é o mês das mulheres! 
Quinta-feira, dia 08/03, é o Dia Internacional da Mulher, e fazendo jus a essa data tão importante, convidamos a Carol Costa, o rosto do Daily Fix e jornalista no IGN Brasil, para bater um papo com a gente sobre a sua carreira na área de jogos. 
Vem saber mais sobre as conquistas dessa mulher incrível:
GG: Carol, para contextualizar nossos leitores, explica para nós como foi que você chegou no IGN Brasil! O Daily Fix foi seu primeiro cargo ou você já trabalhava antes produzindo outros conteúdos?

Carol: Eu já havia trabalhado antes com jornalismo cultural em assessoria de imprensa e, ao mesmo tempo, já escrevia sobre games, quadrinhos e cinema em um site de amigos. Também trabalhei na produção de um programa de TV sobre games, onde conheci muita gente bacana da área.

GG: Quando entramos em um ambiente novo, com pessoas novas, conceitos novos e, principalmente, possibilidades novas, a animação é sempre muito grande. Como foi essa experiência para você? Você achou que a adaptação seria de um jeito e acabou sendo de outro? E como foi se ajustar ao ritmo de um portal de peso?

Carol:  Nossa, me lembro perfeitamente do quanto eu estava nervosa no meu primeiro dia de trabalho no IGN. Por tudo: a responsabilidade em assumir um quadro diário, por trabalhar com pessoas que eu já acompanhava e admirava o conteúdo... Eu tinha muitos medos – de não ser bem recebida, de não dar conta, de não me adaptar – mas ao mesmo tempo eu sentia uma euforia muito grande e aquela sensação de “Wow, acho encontrei meu lugar”. Na real, a adaptação foi até mais rápida do que imaginei em relação aos amigos de redação, mas sigo aprendendo diariamente no que diz respeito à profissão (e, pra falar a verdade, essa é uma das partes mais motivadoras haha).

GG: Hoje você é uma figura essencial na equipe do IGN Brasil. Todo o trabalho que você faz no Daily Fix é querido por muita gente, e é, provavelmente, uma das suas responsabilidades mais expressivas. O que o Daily Fix representa para você hoje? Como é ver seu trabalho ser reconhecido e admirado por um público tão grande?

Carol: Cara, o Daily Fix virou um xodó <3 Claro que é nele que aplico o que aprendi no jornalismo (...) mas acima disso, é nele que deposito também um carinho enorme. Eu gosto de escrever o roteiro, mas também há todo um padrão a ser seguido. São apenas 3 minutos limites para falar sobre as principais notícias do dia e isso não é nada simples. Meu trabalho envolve a revisão dos editores, o pessoal da arte que faz as thumbnails, a equipe de vídeo que grava e edita... aqueles 3 minutos de vídeo passam por muitas mãos antes de chegar à tela. E todo e qualquer esforço é recompensado quando vejo feedback positivo. Pessoas que comentam todos os dias, que interagem com as notícias, que elogiam meu trabalho, que mandam mensagens nas redes sociais para compartilhar alguma forma de admiração ou respeito. É algo que me motiva TODOS os dias. E não só no Daily Fix; o mesmo acontece quando escrevo reviews e alguém diz que se emocionou, ou que buscou tal jogo porque se identificou com o que escrevi. São nesses momentos que sinto que as coisas estão nos eixos, sabe? Que escolhi a profissão certa e que essa troca com o público é um combustível necessário.

GG: Trabalhar para um portal de games deve te proporcionar experiências muito preciosas. Sabemos que esse cenário também uma paixão pessoal sua, mas como é ter que balancear isso com a parte profissional, de ser uma jornalista a trabalho? Tem vezes que você tem que deixar a paixão de lado e adotar um olhar mais crítico?

Carol: Com certeza! É muito diferente jogar alguma coisa para relaxar e jogar para fazer uma análise. Há uma tensão diferente, uma atenção redobrada. Quando a paixão deixa de ser um hobby e vira profissão as coisas ficam mais “duras”. Por mais que você goste do que faz, nem sempre jogar vai estar relacionado a um momento de puro prazer, e isso é o normal de qualquer profissão. E tem outro ponto: às vezes pode acontecer de você AMAR uma coisa, mas saber que ela não é tão boa assim, seja um jogo, um filme, uma música (quem nunca?). Nessas horas é preciso, sim, deixar a paixão de lado e olhar tudo por uma ótica mais crítica.

GG: Ainda falando sobre essas oportunidades, você tem aquela experiência que nunca vai esquecer ou que foi a mais especial até hoje?

Carol: Eu acredito que estar aqui no IGN é a mais marcante. Até porque, sem essa [oportunidade] não viriam as outras.  Me lembro do primeiro teste do Daily Fix e estava extremamente nervosa, tremendo inteira, o coração quase saindo pela garganta haha. Às vezes me lembro desse dia e vejo o quanto as coisas mudaram nesses dois anos. É bacana fazer essa comparação de onde você esteve, onde chegou e onde ainda quer chegar.

GG: Qual o seu parecer sobre o cenário das mulheres que trabalham nas áreas relacionadas à jogos digitais?

Carol:  Acho que as coisas estão melhorando. Cada vez mais vejo mulheres trabalhando na área ou vindo pedir dicas porque querem ingressar. Acho isso incrível. E sempre tivemos muitas mulheres jogando, mas vejo que quanto mais nos unimos, trocamos ideia, valorizamos o conteúdo uma da outra e incentivamos as amigas a jogarem junto, mais as minas se apropriam desse espaço que já é nosso. Sempre foi ;)

GG: Para motivar as meninas que querem entrar nesse ramo, cita para gente as mulheres que você mais se inspira ou admira! 

Carol: Já acompanhava o trabalho da Jessica Chobot, da Lucy O'Brien e da própria Naomi Kyle antes de entrar para o IGN. Mas as que me inspiram diariamente mesmo são as amigas de profissão e de vida <3 A Bárbara Gutierrez, Bruna Penilhas, Thaís Stagni, a Flávia Gasi, a Bia Coutinho, a Helena Nogueira e a Siouxsie Rigueiras do Versus que trabalham aqui do lado <3 Mas também a Nina e a Pri do Jovem Nerd, Mari e a Thais do Inside Xbox, a Katiucha do Uplay, a Ju Scochi do The Enemy, a Kika do Voxel, a Lu Himura da Ubisoft... Provavelmente deixei de citar alguém (desculpa ><), mas tem muita mina incrível na profissão que admiro demais e tenho o privilégio de ser amiga.

GG: Sabemos que você gosta muito de jogos indies, igual a gente! Qual a maior força que você vê neles; o que eles têm para oferecer de diferente dos famosos AAA? (E quais indies você recomenda para a galera jogar?).

Carol: Acho que as produções independentes tendem a ter mais liberdade criativa. Mais do que isso, é legal conhecer a bagagem dos bastidores, de pessoas que se uniram para criar um jogo e saber que fizeram o que puderam com o que tinham em mãos. Sempre que entrevisto game devs independentes sinto um carinho muito grande da parte deles com o que está sendo produzido e isso me faz ter vontade de conhecer o trabalho. Entre as minhas recomendações deixo Journey, Papers, Please, Limbo, Inside, Firewatch, Braid, Night in the Woods, Transistor, This War of Mine, The Stanley Parable, Undertale, Hollow Knight,  Knights of Pen & Paper, Celeste e Necrosphere.

GG: E continuando nesse tópico, como você enxerga o cenário nacional de desenvolvimento de jogos? Qual a importância do reconhecimento de games brasileiros?

Carol: A cada Big Festival ou BGS que vou, vejo mais e mais participantes se interessando pelos games BR. Acho que o público tem dado mais chances para a produção nacional, ao mesmo tempo que os desenvolvedores vão conhecendo mais dessas pessoas e entregando jogos atrativos para elas. A mídia tem importância primordial nisso e, apesar de achar que o jornalismo de games está melhorando na cobertura, também acho que precisamos virar ainda mais os holofotes para o que é feito aqui no país.


GG: Agora vamos falar um pouco sobre o seu trabalho de cosplayer! Como e quando se iniciou essa atividade? E qual foi o primeiro cosplay que você fez?

Carol: Eu já tinha feito cosplay na adolescência. O primeiro que fiz foi de Fuu, do anime Samurai Champloo. Era na época de ir aos eventos para curtir com os amigos. Quando anunciaram Horizon Zero Dawn e eu falei do jogo no Daily Fix, muita gente veio comentar que eu parecia com a Aloy, a protagonista, e que deveria fazer cosplay dela. Depois de tantos comentários, a gente decidiu brincar com isso, fazer uma sessão de fotos e making of com o cosplay emprestado pela PlayStation BR. O resultado foi bem maior do que eu esperava, muita gente viu, comentou e eu fiquei em choque. Realmente não achei que teria tanto retorno legal assim. Acho que isso me deu um gás para voltar a fazer alguns de vez em quando. É só um hobby, acho divertido e vejo que a galera gosta, o que acaba sendo ainda mais legal. Daí na BGS a Agência Joystick produziu o meu de Triss, de The Witcher 3, e eu mesma improvisei umas coisas para fazer a sessão de Chloe, de Life is Strange. Veremos os próximos capítulos. hahaha

GG: Depois disso tudo, como você percebe sua jornada até onde você está agora? Com certeza foi um caminho de muita ralação, mas que trouxe muito orgulho. Quais conquistas você fica feliz em olhar e pensar?

Carol: Eu saí do interior de São Paulo, da casa dos meus pais, e vim tentar a vida na capital, trabalhei em muitos lugares desde cedo, estudei muito até conseguir uma bolsa integral na faculdade de jornalismo, escrevi um livro sobre games pro TCC que me abriu algumas portas e no fim das contas o fruto disso é estar aqui conversando contigo, trocando ideia todos os dias com pessoas que não conheço, mas sinto um carinho enorme, falando sobre um tema que é paixão desde criança. As pessoas nunca sabem pelo que a gente passou antes de estar onde está, né?! E sempre que alguma coisa me deixa meio pra baixo tento olhar um pouquinho para essa jornada e pensar que já enfrentei muito boss e ainda vou enfrentar outros. E tá tudo bem. Haha.

GG: Por fim, quais os planos para o futuro?

Carol: Dominar o mundo com um exército de corgis e... não, péra :P Minha prioridade ainda é melhorar o que já faço. Estudar mais sobre games, sempre. Melhorar minhas skills de apresentação, pensar em conteúdos diferentes, reservar um tempo maior para reviews e artigos, colocar alguns planos em prática... Ideia é o que não falta. Mas aos poucos a gente chega lá :)

Inspiração para todo mundo, não é? Gostaríamos de agradecer a Carol pela disposição em conversar com a gente e nos dar a oportunidade de realizar essa entrevista. Acompanhe você também o trabalho dela no IGN Brasil e no Daily Fix diariamente!

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